In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

sábado, 28 de julho de 2018

Tintos do Vale do Loire


CLUVINHO - JULHO 2018

TEMA - TINTOS DO VALE DO LOIRE

LOCAL - CLUB A. PAULISTANO

Nossa reunião ocorreu dia 25/07 com vinhos tintos do Loire, cuja uva emblemática é a Cabernet Franc. Foi o Cardeal Richelieu que a trouxe da Espanha e escolheu a região por estar próxima de Paris. Até hoje são os vinhos mais consumidos na capital francesa. 

O Vale do Loire é a terceira maior região produtora da França, atrás apenas de Bordeaux e do Vale do Rhone, e é constituída por pequenos vinicultores que produzem vinhos AOC distribuídos em 55% de brancos, 24% tintos, 14% rosés e 7% espumantes.

O Vale do Loire é dividido em 4 segmentos: 
1. Pays Nantais: na costa atlântica, região da uva Melon da Bourgogne e dos famosos Muscadet
2. Anjou-Saumur: da uva Chenin Blanc 
3. Touraine: melhores tintos de Cabernet Franc ou Breton na região Chinon e os famosos Vouvray 
4. Loire Central: dos Sancerres e Pouilly Fumè e dos tintos com Pinot Noir e Gamay

Abrimos com o Rosè de Loire 2015, importado pela Mistral, produzido por Domaine Baumard, um corte de Cabernet Franc e Grolleau, do segmento Anjou-Saumur (Angers), GA - 11%, R$ 115,00. Um vinho leve, fácil de beber e com custo/benefício não vantajoso.



Degustação:

1. SAUMUR-CHAMPIGNY 2012 - Produzido por Domaine Guy Saget, famoso por seus Sevre-Maine sur Lien, importado pela Mistral, 100% Cabernet Franc, do segmento Anjou-Saumur, é trabalhado em tanques abertos, remoulage diária, fermentação malolática, de visual claro como um Pinot Noir, GA - 12,5%, R$ 153,00. Leve com pouca expressão. Ficou em quarto na preferência.

2. CHINON 10 PLUS BELLES PIECES 2010 - Produzido por Foucher Lebrun, importado pela Casa Santa Luzia, 100% Cabernet Franc, do segmento Touraine (Chinon), passa 12 meses em carvalho francês, GA - 12,5%, R$ 129,00. Vinho muito agradável e delicado, com personalidade; cresceu bastante ao longo da degustação ficando quase empatado com a terceira amostra. Ficou em terceiro na preferência.

3. CHINON CUVEÈ TERROIR 2011 - Produzido por Domaine Charles Joguet, importado pela Mistral, WS - 91, 100% Cabernet Franc, do segmento Touraine (Chinon), cinco dias de maceração com as cascas e 10 meses em tanques de aço, GA - 13%, R$ 245,00. Vinho com muita personalidade. Ficou em segundo na preferência.

4. CLAU DE NELL 2012 - Produzido por Anne Claude Leflaive, um AOC Orgânico Biodinâmico, colheita manual, 100% Cabernet Franc, do segmento Anjou-Saumur (Anjou), passa 18 meses em barris da Borgonha de segundo uso, vinhas de 35 a 40 anos idade, com taninos leves e agradável, GA - 12%, R$ 240,00. Ficou em primeiro lugar na preferência.

No jantar foi servido um ótimo carrè de cordeiro com risotto de brie e peras. Para harmonizar o vinho escolhido foi o LES GRANS JARDINS 2015, importado pela Casa Santa Luzia, com excelente custo/benefício, produzido por Foucher Lebrun, 100% Cabernet Franc, do segmento Touraine (Chinon), GA - 12,5%. Não passa por madeira, muito fácil de acompanhar prato de carne e agradou muito os confrades.

Cred não nos abandone

Taba

terça-feira, 24 de julho de 2018

Vinhos Chianti

Credvinho - julho 2018
Local - Mercovino
Tema - VINHOS CHIANTI

São várias as hipóteses sobre a origem do nome CHIANTI, mas a mais aceita diz respeito à palavra etrusca clante que significa ÁGUA, abundante na região. Situada entre as colinas de Firenze e Siena que, por muito tempo, disputaram as divisas de território. A lenda do Gallo Nero conta como a fronteira foi demarcada e se tornou o símbolo dos vinhos Chianti Clássico.
Chianti foi a primeira Denominação de Origem conhecida no mundo, efetuada por Cosimo III em 1716.
Até 1970, Chianti foi sinônimo de vinho simples e barato. Para diferenciar os vinhos de melhor qualidade foi criada  a Denominação de Origem Controlada e Garantida, com regras mais rígidas em sua produção. Já os supertoscanos são vinhos da região que, apesar de sua alta qualidade, não obedecem a composição de uvas exigida para o DOC e DOCG.
São 8 as sub-regiões, cada uma com suas características específicas, e a do Chianti Clássico é respeitada por produzir os vinhos de melhor qualidade.



Nosso vinho de boca foi Guazza Vermentino Toscana IGT 2014, do produtor Poggio Argentiera, 100% Vermentino, GA 13%. Rico em aromas com notas de frutas brancas e discreta mineralidade. Corpo médio e bem equilibrado. Fácil de beber. R$118,00.


Degustamos:

1 - Poderi da Filicaja, 2015, Villa da Filicaja, 90% Sangiovese e 10% Canaiolo, GA 12,5%, R$ 70,00.
A Canaiolo é a parceira ideal para a Sangiovese. Foi uma cepa muito abundante até que a filoxera atingisse as vinícolas italianas e, por não aceitar enxertos americanos, cedeu lugar para Sangiovese. Vinho sem muita expressão mas que se revelou no final trazendo aromas e sabores finais. Foi o quarto a ser escolhido.

2 - Chianti, Torrequercie, 2016, 100% Sangiovese, GA 12,5%, R$ 67,00. Cor rubi, aroma de frutas vermelhas, seco, com ótima acidez e taninos firmes. Foi o terceiro a ser escolhido.

3 - Chianti Reserva, Torrequercie, DOCG 2012, 90% Sangiovese e 10% Canaiolo, GA 13%, R$ 170,00. Vinho muito equilibrado, cor rubi brilhante, aroma de fruta negra madura e especiarias, ótima acidez e persistência. Foi o segundo a ser escolhido.

4 - Chianti Riserva del Contie, Villa da Filicaja, 2009, 100% Sangiovese, GA 13,5%, R$ 147,00. Vinho maturado em barricas de carvalho francês por 12 meses. Foi bastante premiado. Cor rubi intenso com aromas de frutas do bosque, geleia. Harmônico e bem estruturado. Corpo médio. Foi o primeiro a ser escolhido quase que por unanimidade.

Para o jantar tivemos Papardelle ao pesto e Gnochi ao funghi, acompanhados de um Chianti Superiore DOCG Villa da Filicaja, 2015, GA 13,5%, 90% Sangiovese e 10% Merlot. R$ 90,00.





Para finalizar com chave de ouro nossa reunião mergulhamos o cantucci em um Vin Santo, Poderi del Paraiso, 2010, 92% Trebbiano e 8% Malvasia, GA 15,23%, R$ 250,00.

Foi uma bela noite que nos ensinou muito sobre os vinhos Chianti e acredito que a partir de então passaremos a respeitá-los.
Até agosto.
Vera

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Vinhos da Sicilia

Credvinho - junho 2018

Local: Mercovino

Tema: Vinhos da Sicilia


Coly, recém chegada ao grupo e já disposta a apresentar um tema que foi simplesmente maravilhoso.



Para falarmos dos vinhos da Sicilia precisamos voltar ao século VIII AC, época em que os primeiros colonos gregos se instalaram em sua costa trazendo suas vinhas.
A produção dos vinhos sempre foi marcante na região e atingiu seu ápice no século XVIII quando os ingleses criaram o Marsala, vinho ao estilo de Porto ou Jerez. Como exemplo temos, ao sul, o famoso Moscato de Pantelleria da ilha de mesmo nome.

As vinhas se desenvolvem no solo vulcânico, com boa chuva e insolação suficiente. Os vinhos DOC compõem uma pequena parcela da produção e o número de IGT, fermentados em aço e envelhecido em garrafa, vem crescendo.





Nosso vinho de Boca foi o Catarratto, da vinícola Ferreri, 2016, 100% Catarratto, R$ 150,00. Esta cepa é cultivada em Trapani, Palermo e produz vinhos secos, doces e fortificados. Aroma cítrico e herbáceo. É a cepa branca mais plantada na Sicília considerada similar à Vignonier.




Degustamos:

1- Fina Nero D' Avola da vinícula Fina Vini, 2014, 100% Nero D' Avola, GA 13,5%. R$ 84,00. Vinho de coloração intensa com aromas de frutas negras. Em boca corpo médio e taninos equilibrados. Foi o quarto a ser escolhido.

2- Ferreri Nero D' Avola da vinícula Ferreri, 2016, 100% Nero D' Avola, GA 12,5%, R$ 150,00. Vinho interessante, com cor rubi, aromas de frutas vermelhas, corpo médio e taninos elegantes. Foi o segundo a ser escolhido.

3- Fina Bausa Nero DÁvola da vinícula Fina Vini, IGT 2012, 100% Nero D´Avola, GA 14%, R$178,00. Vinho de coloração rubi intensa, aromas de frutas negras, especiarias. Encorpado, taninos macios e boa acidez. Foi o terceiro a ser escolhido.

4- Fina Caro Maestro da vinícula Fina Vini, IGT 2012, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Petit Verdot, GA 14%, R$ 194,00. Bom corpo, equilíbrio, taninos elegantes.Foi o primeiro a ser escolhido.









Como opções de jantar tivemos: polenta ao ragu de calabresa e massa aos frutos do mar.
Regados a Nero d' Avola 2015, 100% Nero D' Avola, GA 12,5%, R$ 76,00.


Na sobremesa o maravilhoso Cannoli acompanhado do El Aziz da Fina Vini, GA 14%. Este vinho é feito de uma mistura de Catarratto e Muscat. Delícia. R$ 180.00

Que noite gostosa com sabor de quero mais.

Até julho,
Vera

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Espanha e suas regiões


CLUVINHO - JUNHO 2018

TEMA - ESPANHA E SUAS REGIÕES

LOCAL - PIMENTEL BISTRÔ



Nossa reunião aconteceu no dia 19/06, com vinhos inusitados da Espanha e importados pela Península. 

Tivemos amostras de diferentes regiões e cortes. Para efeito comparativo foi colocado um vinho muito conhecido por todos e de qualidade comprovada. Todos os vinhos degustados foram aprovados pelos participantes e considerados de excelente qualidade.

Abrimos com o maravilhoso branco LIAS, da uva Albariño, safra 2007, da região D.O. Rías Baixas, produzido por Martin Códax, cor amarelo-palha brilhante, aroma de pêra e maça, muito estruturado e volumoso, ótima acidez. Fica em depósitos de aço por 10 meses, com lias* em repouso, o que lhe dá maciez e equilíbrio, GA-13,2%, preço R$ 218,90 em oferta por R$ 131,34. Vinho com 11 anos, porem parece ter sido feito ontem, isto mostra a qualidade da amostra, agradou a todos. 
*Lias - Calcareo argiloso, levedura.

 Foram degustados:

ABADIA RETUERTA SELECCIÓN ESPECIAL 2010 - Velho conhecido de qualidade irreparável, região Tierra de Castilla y León, vinícola Abadia Retuerta, um corte de 75% Tempranillo, 20% Cabernet Sauvignon e 5% Merlot, passa 18 meses em carvalho francês e americano, um rubi violáceo intenso, aromas complexos e frutas vermelhas, na boca coco e baunilha, taninos macios, boa persistência, GA-14%, preço R$ 276,10 em oferta por R$ 165,66. Foi o segundo na preferência.

EDETANA 2008 - Um tinto da região Terra Alta, produzido por Edetária, um corte de 60% Garnacha Tinta, 30% Garnacha Peluda e 10% Cariñena, passa 12 meses em barricas de carvalho francês, cor de cereja, aroma de fruta vermelha madura, vinho estruturado, longo, com taninos redondos, GA-15,2%, preço R$ 207,90 em oferta por R$ 124,74. Foi o quarto na preferência.

ALTOS DE LOSADA 2007 - Região de Bierzo, da vinícola Finca Losada, um varietal 100% da casta Mencía, estagia 12 meses em barris de carvalho francês, cor cereja escura com borda violácea, aroma de fruta vermelha madura e tostados, na boca muito estruturado, elegante e persistente, GA-14,5%, preço R$ 289,30 em oferta por R$ 173,58. Foi o terceiro na preferência.

PUERTO SALINAS 2004 - Região de Alicante, produzido por Sierras Salinas, um tinto de corte 80% Monastrell, 13% cabernet Sauvignon e 7% Garnacha Tintorera, fermentação malolática em barrica e 15 meses em carvalho francês, sem clarificação e nem filtragem, um rubi violáceo intenso, aroma de fruta vermelha e muito complexo, boa acidez e persistência, GA-15%, preço R$ 196,90 em oferta por R$ 118,14. Foi o primeiro na preferência.



O jantar com a qualidade de sempre do Pimentel Bistrô, tanto no serviço como nos pratos servidos. Como entrada tivemos duas opções: um mix de folhas verdes ou uma abobrinha recheada com creme de gorgonzola gratinada. Também duas opções no prato principal: Medalhões de filet mignon ao molho de mostarda de Dijon com fritas ou Saint Peter ao molho de queijo roquefort com arroz e passas. Sobremesa: Profiterolles ou Abacaxi com raspas de limão.

No jantar foi servido o excelente Mestizaje, um espanhol tinto, da região de Pago El Terrerazo, produzido por Mustiguillo Vinedos y Bodega, um corte de 80% Bobal, 9% Tempranillo, 3% Cabernet, 2% Garnacha e 1% Merlot, envelhecido 10 meses em barrica de carvalho francês, fermentação malolática, 3 semanas com batonagem, sem filtragem, GA-14%, guia Peñin avaliou com 91 ptos., de R$ 129,80 por R$ 77,88.

Cred não nos abandone

Taba


sábado, 19 de maio de 2018

Primitivo X Zinfandel

CREDVINHO - MAIO 2018

TEMA: PRIMITIVO X ZINFANDEL

RESTAURANTE SERAFINA JARDINS


Sabemos que as cepas Primitivo e Zinfandel possuem o mesmo DNA sendo a Primitivo conhecida no sul da Itália, na região de Puglia, e a Zinfandel nos Estados Unidos, na região da Califórnia.

Pensa-se que os imigrantes italianos, após passarem pela costa leste europeia, mais precisamente na Croácia, trouxeram para a América a cepa Crljenak Kastelanski, da qual as 2 cepas acima descendem. A palavra Primitivo é uma referência à sua época de colheita, sendo uma uva precoce e a primeira casta tinta a ser colhida em meados de agosto, e por este motivo, conter muito açúcar residual produzindo vinhos com alto teor alcoólico.

Nosso vinho de boca foi o Woodbridge de Robert Mondavi 2016,conhecido e muito apreciado pelos americanos como White Zinfandel, mas que na realidade é um vinho rosé. Trata-se de um vinho suave, pouco corpo que agrada num aperitivo ou numa piscina. GA 12%, R$ 110,30.




Degustação

1-Masseria Trajone Puglia Primitivo di Manduria,2016, GA 14%, R$ 108,00. Vinho de cor rubi, aromas de frutas vermelhas, bom corpo, persistência média. Foi o quarto a ser escolhido.

2-Gravelly Forrd Zinfandel 2013,GA14,5%, R$ 109,90. Vinho equilibrado, taninos macios, cor rubi , aromas de frutas secas. Foi o terceiro a ser escolhido.

3- Sessantanni Farnese Primitivo di Manduria DOC 2014, GA 14,5%, R$ 287,90. Vinho de cor rubi, taninos macios, bom corpo, boa persistência e aromas intensos de frutas vermelhas. Foi o primeiro a ser escolhido pela grande maioria dos participantes.

4- Robert Mondavi private selectio Zinfandel,2016, GA 13,5%, R$ 110,30. Vinho de cor rubi, aromas delicados de frutas secas, boa acidez, corpo médio. Foi o segundo a ser escolhido.



Para o jantar tivemos o vinho Bonacchi Primitivo IGT Puglia 2015, GA 13,5%, R$ 68,40 que se harmonizou muito bem com Ravioli ao funghi e robalo com cama de batatas e caramelizado de alho poró.



Serafina é um local muito agradável com serviço e serviçal impecáveis.
Silvia nos apresentou o tema com muito conhecimento e o grupo esteve muito interessado e animado.



Até junho,

VERA


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Cabernet Franc da Bulgária

CLUVINHO - MAIO 2018
TEMA - CABERNET FRANC DA BULGÁRIA
LOCAL - CLUB ATHLETICO PAULISTANO

Os participantes só sabiam que o tema era Cabernet Franc; desconheciam que a Bulgária era o país de origem. Foi uma surpresa positiva para todos.

Os vinhos da degustação são importados pela Winelands; o do jantar fugiu um pouco do tema, pois foi um Cabernet Franc de excelente qualidade produzido no Uruguai e importado pela World Wine.

A Cabernet Franc é originária da região de Navarra na Espanha e foi levada para a França no século XVII pelo cardeal Richelieu, que a plantou na Abadia de St. Nicolas de Bourgueil no vale do Loire. Somente no século XVIII foi levada para a região de Bordeaux, onde combinadas com Cabernet Sauvignon e Merlot formam o blend da maioria dos vinhos tintos dessa emblemática região. É conhecida  em Saint Emilion por Bouchet e no Loire por Breton.

A Bulgária tem uma longa tradição em vinhos, iniciada nos tempos da Grécia Antiga. O estado búlgaro formou-se em 681, sendo conquistado pelos turco-otomanos e depois pelos russos. Os últimos, para suprir a necessidade de grandes volumes do mercado russo, acabaram dizimando a produção de vinhos de qualidade. A Bulgária já foi o sexto país produtor de vinhos. A partir dos anos 90 voltaram a trabalhar mais os vinhedos e hoje tem uma serie de vinícolas boutique produzindo bons vinhos.

A degustação

Abrimos com o excelente rosè búlgaro CASTRA RUBRA 2015, do produtor de mesmo nome, da região de Telish, vinhedos com mais de 50 anos, em 2006. Com Michel Rolland começou a modernidade, não passa por madeira, fresco, toques de morango e framboesa, GA - 13,5%, preço R$ 145,00.

Os tintos degustados foram:

EM CABERNET FRANC 2011 - Da região de Trácia, produzido por Eduardo Miroglio Winery, passa 10 meses em barricas novas de carvalho francês e alguns meses nas caves, corpo médio, frutas negras, fácil de apreciar, GA - 13,5%, preço R$ 152,90, foi o segundo na preferencia.

CÔTE DE DANUBE CABERNET FRANC 2011 - Das encostas do Rio Danubio, produzido por Chateau Burgozone, mudas francesas, passa por barricas de carvalho francês, frutas vermelhas, cacau e uva passa, GA - 14%, preço R$ 129,90, foi o primeiro na preferencia.

FOUR FRIENDS ZITARA 2014 - Da região de Trácia, melhor região vinícola da Bulgária, produzido por Four Friends, vinícola boutique, vinhas de 2006, 14 meses em barricas de carvalho francês, frutas negras, corpo médio, GA - 14,5%, preço R$ 148,00, terceiro na preferencia.

VERSION PLAISIR DIVIN 2013 - Da região montanhosa do Asenitsa River, produzido por Vinzavod ad Assenougrad, desde de 1947, passa por madeira, frutas negras, chocolate dark, GA - 14,5%, preço R$ 164,00, foi o quarto na preferencia.




No jantar tivemos na entrada Berinjela Parmegiana com Pancetta Crocante, como prato principal Paillard Mezzaluna com Linguini ao Burro e Sálvia e sobremesa Creme Brûlée. O vinho para harmonizar foi o uruguaio Garzon Reserva Cabernet Franc 2015, da região de Maldonado, de 6 a 12 meses com as peles em barricas de carvalho francês, frutas vermelhas, médio corpo, GA - 14,5%, preço R$ 99,00. Conclusão, jantar e vinho excelentes.

Cred não nos abandone.

Taba

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O que são vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos?

Vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos

Hoje em dia fala-se muito em vinho natural, orgânico e biodinâmico.

No universo vinícola a agricultura cria uma geração de consumidores conscientes que busca cada vez mais aliar seu bem-estar ao cuidado com o meio ambiente.

Daí nosso interesse em conhecê-los melhor.

O que é Vinho Natural?

Vinhos Naturais são aqueles feitos com o uso mínimo possível de produtos químicos, aditivos e procedimentos tecnológicos. Isso inclui enxofre, pesticidas, qualquer um dos 200 aditivos permitidos legalmente e manipulações tecnológicas que apagam a individualidade do produto e do terroir.

A definição de vinho natural se assemelha às leis alemãs de pureza da cerveja, onde a cerveja deve ser feita apenas com água, cevada e lúpulo.

A noção de vinho natural surgiu por volta dos anos 60 com o produtor do vinho beaujolais Jules Chauvet, químico, negociante e produtor de vinhos. Seus vinhos não tinham pesticidas, fertilizantes sintéticos, adição de enxofre ou leveduras. Inspirou muitos viticultores a segui-lo.

O vinho natural pode ser produzido a partir de uma agricultura orgânica ou biodinâmica, não contendo leveduras e aromatizantes artificiais. A falta desses conservantes pode reduzir o tempo de vida da bebida.

Vinho puramente natural é feito de suco de uva e pouco mais. A proposta é manter as características naturais da uva. Como não passam por nenhuma filtragem, esses vinhos costumam ser mais escuros e espessos. Para acentuar o sabor devem ser consumidos depois de decantados.

A noção de vinho natural é muito mais elástica, não existindo absolutos, podendo ser simplesmente uma interpretação individual, de cada produtor, de como o vinho pode ser manipulado e vinificado. Possíveis intervenções na  manipulação são a irrigação ou a poda, e na vinificação são a chapitalização (acréscimo de açúcar) ou a inclusão de sulfite para proteger o vinho da oxidação.

Arnaud Tronche, barman do Bar Racines em NY, é fã dos vinhos naturais e diz: “Alguns vinhos são naturais, outros são quase naturais.”

Vinho Orgânico

Cultivo orgânico da uva significa que pesticidas, fungicidas ou agrotóxicos não são usados na vinha. Os fertilizantes são substituídos por adubo natural feito à base de óleos de plantas, sabão e granulados como a bentonita. Estes produtos não penetram na polpa da fruta produzindo, por consequência, menos resíduo no vinho.

Ironicamente, no entanto, muitas vezes, quando "orgânico" é indicado no rótulo de um vinho, não há a garantia que ele seja tão natural assim, já que existem produtores que se autodenominam como "orgânicos", apresar de não serem certificados. O uso de "uva orgânica" é essencial, mas pode-se adicionar qualquer coisa durante a vinificação e manipular com tecnologia e ainda manter a certificação orgânica no rótulo. Esta certificação é cara e pequenos produtores não desejam pagá-la.

A produção de vinho orgânico representa 4% da fabricação mundial da bebida.

Os americanos naturalistas da Califórnia produziram os primeiros vinhos orgânicos do mundo. Após 30 anos os europeus passaram a fabricá-los. Somente os americanos e australianos legalizaram o termo orgânico.

Le Travers de Marceau 2013 é um grande orgânico francês. A América Latina não fica atrás: Familia Cecchin Malbec 2014 é um vinho argentino muito apreciado. Aqui no Brasil Juan Carrau da vinícola Velho Museu e Casa Bento, da Cooperativa Vinícola Aurora são grandes apostas orgânicas nacionais.


Vinho Biodinâmico

A proposta biodinâmica para a produção de vinhos vai além da técnica agrícola convencional: esta é uma filosofia em que a biodiversidade ao redor da vinícola é completamente respeitada. Nesse modelo de agricultura, a natureza se ajuda: os chás naturais auxiliam na mineralização do solo, a plantação de rosas entre as videiras controla a proliferação de pragas e o engarrafamento do vinho é feito de acordo com os ciclos lunares: tudo garante o completo equilíbrio do solo. Por seguir esse ciclo que elimina os produtos sintéticos, a agricultura biodinâmica é responsável pela produção dos vinhos mais intensos, saudáveis e saborosos do mundo.

Baseada nas teorias do filósofo australiano Rudolf Steiner (1865-1925) sobre agricultura em geral, a biodinâmica vê cada vinícola como um organismo vivo e que deve ser mantido de forma sustentável e individual. A terra é também um organismo vivo dependente de ritmos sazonais diurnos e noturnos e receptivos aos ciclos cósmicos.

Os biodinâmicos veem as plantas compostas de raiz, folha, flor e fruto que estão ligados aos 4 elementos: terra, água, ar e fogo. Cada elemento da planta é favorecido em pontos específicos durante os ciclos da lua e sua relação com os 12 signos do zodíaco.

Da Argentina temos os vinhos da vinícola Rousset e o Colomé Malbec Lote Especial 2010. No Chile temos os vinhos da vinícola De Martino Tinajas Cinsault 2013. Para quem prefere os espumantes Raventós L´HereuBlanc Brut 2011 da Espanha e Santa Augusta Espumante Brut do Brasil. A França tem a maior vinícola biodinâmica do mundo, a Domaines Cazes em Rossillon (150ha).

Quais seriam as vantagens de um vinho orgânico ou biodinâmico?

GOSTO: tira-se o melhor proveito de uma vinha.

SAÚDE: é melhor por não conter produtos químicos.

CUSTO: tem uma boa relação custo/benefício pois a maioria não opera no sistema de Denominação. Os vinhos só podem ser rotulados como Vinho de Mesa apesar de bons e as vezes caros.

IMPACTO AMBIENTAL: é muito melhor para o ambiente pois provém de uma agricultura sustentável. Um enólogo natural é um verdadeiro artesão; seu trabalho requer habilidade, paciência e coragem com pequenas recompensas financeiras.

SULFITOS: os sulfitos acontecem naturalmente em toda fermentação do vinho e eles são acrescentados na forma de dióxido de enxofre antes do vinho ser engarrafado para prevenir a oxidação durante o transporte pois impede a entrada de oxigênio na garrafa que é um grande inimigo.
Por outro lado, o excesso de sulfito representa um vinho com excesso de álcool. Muitas pessoas atribuem a dor de cabeça após ingerirem uma taça de vinho ao sulfito e à histamina existente em vinhos tintos tânicos elaborados com Cabernet Sauvignon e Syrah. Para esclarecer esta dúvida basta ingerir um pedaço de pêssego seco que é rico em sulfites para verificar se haverá alguma reação ou cefaleia e para as histaminas ingerir salame com pão de fermento.


Como é bom aprender e não ser esquivo a novos ensinamentos!!!!

Vera Kortas Pires de Camargo

Vinhos Naturais, Orgânicos e Biodinâmicos

Credvinho abril 2018
Enoteca Saint Vin Saint
Vinhos Naturais, Orgânicos e Biodinâmicos

Este restaurante é muito aconchegante, com serviço ótimo, comida deliciosa e para completar os proprietários utilizam produtos orgânicos, muitos de sua própria horta, e uma carta de 200 rótulos com vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos. Foi uma experiência incrível.

Apresentei o tema, tão em moda nos dias de hoje, e que já representa 4% da produção mundial de vinhos. Mesmo as grandes vinícolas tem sua parcela em orgânicos ou biodinâmicos. Entende-se por vinhos naturais aqueles produzidos com um mínimo possível de produtos químicos, aditivos e procedimentos tecnológicos, incluindo, portanto, o vinhedo e a vinícola, a agricultura e a enologia. Nos Orgânicos e Biodinâmicos existe a preocupação de não se utilizar pesticidas e agrotóxicos, sendo os fertilizantes de origem natural à base de óleos de plantas, por exemplo. Para os Biodinâmicos acrescentaríamos os conceitos espirituais e filosóficos buscando harmonia com a natureza.



Nosso vinho de boca foi um espumante espanhol (não Cava) Alcardet Brut, orgânico da região de La Mancha, uvas chardonnay e airen, leveduras indígenas, produzido pelo método tradicional. R$109,00. Muito apreciado.

Degustação

 França: Chateau de La Liguière/Faugères, 2013, Rossillon, uvas Carignan, Syrah, Grenache e Mourvedre. Orgânico e Biodinâmico. 14% GA. R$151,00. Muito equilibrado. Foi o primeiro a ser escolhido.

Itália: Orsi Martignone Barbera/Colli Bolognese, uva Barbera, Biodinâmico, 13% GA. Acidez abundante mas com bom retrogosto e permanência. R$159,00. Foi o segundo a ser escolhido.

Chile: Revoltosa Syrah/Cauquenes, Maipo Cepa Syrah. Orgânico e Natural. Pouco corpo e pouca persistência. 13,5% GA. R$ 115,00. Foi o último a ser escolhido.

Argentina: Matias Michelini Bonarda Pura /Mendoza. Vinho vinificado em ânfora com maceração carbônica, acidez marcante. Vinificação natural e agricultura biodinâmica. 10,8% GA. R$150,00. Foi o terceiro a ser escolhido.




Durante a degustação tivemos pães de fermentação natural e água.

A seguir um Amuse Bouche: bombom de chocolate amargo recheado de terrine de vitela, alongado com vinho fortificado, sal rosa, pimenta preta e azeite. Uma explosão deliciosa.

Como entrada gnocchi de batata doce com pesto de taioba castanha de baru ou quibe de porco com haita de pepino e tahine.



Resolvemos fazer uma extravagância e tomamos 1 vinho laranja (maceração com a casca): Vinho Cacique Maravilha, Chile, feito com Moscatel de Alexandria, GA 13%. Trata-se de um vinho à moda antiga na aparência pela cor e sem filtragem mas interessante no paladar servindo como um vinho coringa para harmonizações mais difíceis.



Para o jantar um cordeiro assado em cama de tzatziki com leite de cabra e hortelã ou risoto de abóbora, folhas de beldroega e queijo de cabra. Para acompanhar escolhemos o vinho português alentejano Bojador, que harmonizou muito bem com as 2 opções de pratos. R$ 99,00.

Esta foi uma noite realmente enogastronômica.

Até maio,

Vera

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Languedoc-Roussillon Cluvinho

CLUVINHO - ABRIL 2018

TEMA - LANGUEDOC-ROUSSILLON ROUGE

LOCAL - NOU RESTAURANTE



A região vinícola de Languedoc-Roussillon é considerada a quarta em importância na França. Fica situada ao sul do país, divisa com a Catalunha e Pirineus e se estende à leste até Côtes du Rhone e toda orla do Mediterrâneo, e ao norte até Carcassonne.

Ali são produzidos vinhos sem sofisticação, mas muito agradáveis e fáceis de serem apreciados. As uvas predominantes são a Grenache, Syrah e Mourvèdre, bem como a Carignan, que já foi a mais plantada na região.

Nossa reunião ocorreu no dia 17 de abril com a presença maciça dos confrades. Dessa vez a chuva não estragou a festa.

Abrimos com o excelente rosé Premier Rendez-Vous 2017, produzido pela LGI WINES em Carcassonne, no coração do Languedoc. Varietal da casta Cinsault, frutado, leve e cítrico, cor salmão claro, não passa por madeira, importado pela World Wine, GA - 12%, preço R$ 68,00. Um rosé para ter na adega.

Para a degustação tivemos:

 TESSELAE OLD VINES 2015 - Vinho da região Roussillon, da sub-região Côtes du Roussillon, produzido pela Domaine Lafage, RP - 93, importado pela Via Vini, um corte de Grenache, Mouvedre e Syrah. Passa 12 meses em madeira para afinamento, fácil de ser apreciado e harmonizado, frutado, GA - 14,5%, preço R$ 140,00. Ficou em terceiro na preferência.

MAS DE MAS MINERVOIS 2013 - Um AOC da região Languedoc, sub-região Minervois, produzido pela Domaine Paul Mas, importado pela Decanter, um corte de 40% Syrah, 30% Grenache e 30% Carignan. Vinhedos com mais de 50 anos, apenas 40% do vinho passa durante 10 meses em barricas americanas, uma acidez mais marcante, levemente frutado, GA - 14%, preço R$ 130,00. Ficou em quarto lugar.

BASTIDE MIRAFLORS 2015 - Vinho da região Roussillon, sub-região Côtes Catalanes, produzido pela Domaine Lafage, RP-94, importado pela Via Vini, um corte de 70% Syrah (em tanques de concreto) e 30% Grenache (em barricasse carvalho). Elegante, equilibrado, um frutado com toques de cassis e cereja, GA - 14,5%, preço R$ 130,00. Foi segundo na preferência.

MAS DE MAS CORBIÈRES 2015 - Um AOC da região Languedoc, sub-região Corbières, produzido pela Domaine Paul Mas, importado pela Decanter, um corte 45% Syrah, 35% Grenache e 20% Carignan. Vinhedos com menos de 40 anos, 25% do vinho passa em barricas americanas de segundo uso e o restante permanece por 10 meses em barricas novas. Elegante, equilibrado, ótimo corpo, frutado, GA -14%, preço R$ 130,00. Foi escolhido como o primeiro na preferência.



A melhor parte ficou no jantar. O mestre Chef Tiago me perguntou pela manhã se não gostaríamos de um cardápio típico da região de Languedoc-Roussillon; achei fantástico. Ele preparou como entrada  um Brandade de Bacalhau, muito elogiado por todos, e como prato principal um maravilhoso Cassoulet com Confit de Pato, cozido com embutidos produzidos na própria casa. Para harmonizar foi escolhido o rouge Chateau Saint Eutrope 2013 da Select Vins, um AOC importado pela Via Vini, WS-90, de Languedoc da sub-região de Corbières. Corte Carignan, Grenache e Syrah, não passa por madeira, GA - 14%, preço R$ 75,00. Se fosse um pouco mais frutado teria harmonizado melhor, mas mesmo assim foi fantástico. Não podemos esquecer o perfeito serviço da Mariana.

Cred não nos abandone.

Taba

quarta-feira, 28 de março de 2018

Vinhos Alemães - Credivinho

Credivinho - março 2018

Local: Empório Sta Maria

Tema: Vinhos alemães


No Brasil temos uma grande opção de vinhos alemães brancos, mas os tintos são raros. Foi trabalhoso conseguirmos 3 tintos diversos e, por este motivo, tivemos 1 branco de boca e 1 branco na degustação.
A noite foi comandada por Silvia e Jean Raquin, que nos ensinaram bastante sobre os vinhos alemães.



Como vinho de boca tivemos o Riesling Hausen 2013, da região de Rheingau, próxima ao Reno, onde fazem vinhos doces excelentes de colheita tardia. Muitos não apreciam o Riesling por ter sempre um residual de açúcar, mas este em especial estava muito equilibrado e foi bastante apreciado. Importado pela Expand. R$ 98,00.

Todos os vinhos da degustação e do jantar foram adquiridos na Weinkeller.

1- Iniciamos com o Vinho Branco Brügel Silvaner Kabinett 2014, vinho seco, QmP - Qualitätswein mit Prädikat - Vinhos de Qualidde Superior. GA 13,5%, visual de dourado claro e paladar com toques de vegetais de feno e notas de avelã. Esta cepa se harmoniza bem com aspargos e alcachofra. A garrafa se assemelha à do vinho Mateus Rosé. Foi bem apreciado. R$ 137,00. Foi o branco escolhido.

2- Nosso segundo vinho e primeiro tinto foi o Messmer Pinot Noir 2012 da vinícola Weingut Messmer. Vinho frutado e persistente com notas de cereja e ameixa e com leve madeira. A uva pinot é Spätburgunder. GA 13,5%, cor rubi, corpo médio e boa persistência em boca. R$ 143,00. Foi o segundo dos tintos na escolha.

3- Michel Pinot Noir 2014 vinhas antigas, Weingut Michel, videiras de mais de 40 anos. GA 13,1%, cor rubi, equilibrado, frutado, persistente e bons taninos. R$ 179,00. Foi o terceiro na escolha.

4-Merlot e Cabernet Franc Kloster barrique 2011. Vinho bio dinâmico é produzido entre os muros do mosteiro de Heilsbruck que traz uma serie de vantagens à uva como mais calor e proteção contra tempestade e vento. R$ 179,00. Foi o primeiro na escolha.

Para o jantar tivemos as opções de ravióli de alcachofra com molho de fungui porchini e filé na mostarda com batatas rústicas. O vinho do jantar foi o Pinot Noir Messmer .

Que noite gostosa! Que venham outras!
Até abril
Vera

Vinhos Portugueses na Garrafoteca - Credivinho

Credivinho - fevereiro 2018

Local: Garrafoteca

Tema: Vinhos Portugueses 

A Garrafoteca é um local muito agradável, situada no bairro da Barra Funda, e cujos sócios são os nossos confrades Jaime e Nivaldo.




Muita comidinha gostosa é preparada por um chef excelente. Para acompanhar existem vinhos, principalmente portugueses, importados pela própria Garrafoteca, e cervejas variadas.

Nosso encontro inaugurou o local com comparecimento maciço do nosso grupo.

Escolhemos vinhos da região do Alentejo, situada ao sul de Portugal, cujos verões quentes e invernos muito frios, conferem a seus vinhos qualidades marcantes e características.

O vinho de boca foi o Quinta de Alderiz 2016, da própria adega Alderiz, cepa Alvarinho. Vinho produzido na sub-região de Monção e Melgaço com cor palha brilhante e reflexos esverdeados. Aromas frutados e florais, boa acidez e boa permanência em boca. R$ 76,00. Boa relação custo/benefício.

Foram degustados:




1- EA Cartuxa 2015, Adega Cartuxa-Fundação Eugênio de Almeida; blend das castas Aragones, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah e Castelão; vinho para o dia a dia, de coloração granada, aroma de frutas vermelhas, taninos suaves e boa permanência. R$ 78,00. Ficou em quarto lugar na escolha dos presentes.

2- Solar dos Lobos Reserva Syrah 2011. Vinho muito equilibrado revelando as características da cepa Syrah e do terroir Alentejano; coloração vermelho- rubi, aromas de frutas silvestres com notas de especiarias; taninos muito elegantes e ótima persistência em boca. R$ 138,00. Foi o primeiro na escolha.

3- Arrepiado velho 2014, adega herdade do Arrepiado, casta Touriga Nacional que é nativa da região do Dão. Este vinho passou 12 meses em barricas de carvalho; coloração violeta profunda, aroma floral intenso com toques de frutas negras; encorpado, taninos equilibrados e grande persistência em boca. R$ 130,00. Foi o terceiro na escolha.

4-CARTUXA COLHEITA 2014, adega Cartuxa-Fundação Eugênio de Almeida; blend das castas Aragones, Alicante Bouschet e Trincadeira; coloração rubi-intensa, aromas de frutas vermelhas com um leve toque de canela; bem estruturado com taninos elegantes e boa persistência em boca. R$ 228,00. Foi o segundo na escolha.


As comidas estavam excelentes. Iniciamos com o bolinho de bacalhau, passando pelo bacalhau com natas e finalizando com pasteis de Belém. Nosso vinho do jantar foi Castelo de Arez 2015 da Península de Setúbal, adega Soc. Agrícola da Arcebispa. Vinho, leve e versátil, coloração rubi intensa, aromas frutados e suaves, com bom frescor e taninos bem integrados. R$ 48.00.


Foi uma bela noite, muito alegre e instrutiva.
Desejamos sucesso à Garrafoteca para onde pretendemos voltar mais vezes.
Até março,
Vera

sexta-feira, 23 de março de 2018

Castas brancas italianas autóctones por região - Cluvinho


CLUVINHO - MARÇO 2018

TEMA - CASTAS BRANCAS ITALIANAS AUTÓCTONES POR REGIÃO

LOCAL - CLUB ATHLÉTICO PAULISTANO



São Paulo ficou praticamente alagado após o dilúvio do dia 20/03 impactando nossa reunião de março. Muitos atrasados o que postergou o início da degustação para depois das 20:30 horas e impediu que três participantes chegassem ao local. Um excesso das “Águas de Março” cantadas pelo Tom Jobim!

O tema desse mês: CASTAS BRANCAS ITALIANAS AUTÓCTONES POR REGIÃO já foi abordado, de forma semelhante, há cerca de 4 anos. Mas, como nosso lema atual é renovar, não tivemos o vinho de abertura e degustamos 5 amostras, todas importadas pela World Wine. A aprovação foi unânime.





POGGIOTONDO TOSCANA VERMENTINO IGT 2015 - Vinho toscano da sub-região Chianti, da casta Vermentino, do produtor Poggiotondo. Passa somente 15% em carvalho francês para afinamento, GA-13%, preço R$ 153,00. Foi o quarto na preferência do grupo

ANTHILIA DOP 2016 - Vinho siciliano da sub-região de Contessa Entellina, da casta Catarrato, produzido por Donnafugata. Não passa por madeira, GA-12,5%, preço R$ 143,00. Avaliações: JS-92 e RP-89. Foi o segundo na preferência.

LUGANA SAN BENEDETTO DOC 2012 - Vinho do Veneto, sub-região Lugana, casta Trebbiano di Lugana, produzido por Zenato, zero carvalho, GA-13,5%, preço R$ 133,00. Foi o quinto na preferência.

SCHIOPETTO COLLIO FRIULANO DOC 2014 - Vinho do Friuli da sub-região Collio, casta Friulano, produzido por Schiopetto, sem madeira, GA-12,5%, preço R$ 211,00. Avaliações: GR-3 Bicchieri, e JS-90; em 2016 foi considerado o melhor branco italiano pelo Gambero Rosso. Realmente um branco diferente de todos. Foi escolhido como o melhor da noite.

L’ARIELLA DOCG 2016 - Vinho da Campania, sub-região Tufo, casta Greco di Tufo, produzido por Vinosia, não passa por madeira, GA-13%, preço R$ 131,00. Foi o terceiro na preferência.


O jantar teve como entrada um Steak Tartare, o prato principal foi um Leque de Filé ao molho de Vinho Cabernet Sauvignon com Batata Rosti e como sobremesa um Petit Gateau de Chocolate com sorvete de creme. Para acompanhar o jantar escolhemos o vinho chileno ARMADOR 2015, Cabernet Sauvignon Orgânico, produzido por Odfjell, que eu considero de excelente Custo/Benefício. Também importado pela World Wine.

Cred não nos abandone.


Taba

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Tintos 2012 - WS 90/91/92/95 - Cluvinho


CLUVINHO - FEVEREIRO 2018 
TEMA - TINTOS 2012 - WS 90/91/92/95 
LOCAL - NOU RESTAURANTE 

Em fevereiro de 1998, ainda no século passado, o nosso saudoso DITADOR Credidio fez as primeiras publicações que resultaram na criação do CLUVINHO. São 20 anos de existência! As reuniões no formato que existem até hoje começaram em março de 2000.

Voltemos aos dias de hoje. A reunião do mês foi realizada dia 20 de fevereiro no NOU Restaurante, com vinhos de qualidade e alta avaliação pelo Wine Spectator (90/91/92/95). Todos importados pela World Wine.

O abre-alas foi o Tabali Reserva Viognier 2016, um chileno branco muito bom, escolhido por ser 100% Viognier e esta uva estar há muito tempo longe de nossas reuniões. O cultivo é no Valle del Limari, GA - 13,5%, não passa por barrica, R$ 76,00 // R$ 45,60. Aprovação unanime pelos participantes.
Observação: todos os vinhos estão com dois preços - o primeiro é o preço normal da importadora e o segundo o pago no bota fora da World Wine.





Os vinhos degustados foram:

QUINTA VALE DONA MARIA DOC 2012 - português do Douro, produzido por Quinta Vale Dona Maria, na sub-região do Vale do Rio Torto, WS-91. Corte de Touriga Franca, Sousão, Tinta Francisca, Tinta Amarela e Rufete, passa 21 meses em barricas de carvalho francês (75% novas e 25% de segundo uso), GA - 15%. Cresceu muito ao longo da degustação devendo ser decantado por uns 15 minutos, R$ 442,00//R$ 287,30. Foi escolhido em quarto lugar sendo que as notas de avaliação ficaram muito próximas.

ALIARA 2012 - chileno do Valle Maipo, Colchaga e Maule, produzido por Odfjell. Por um erro de digitação a World Wine colocou uma avaliação WS 95, quando na realidade a avaliação de 95 é do Guia Descorchados. Corte de 40% Malbec, 22% Cabernet Sauvignon, 6% Syrah, 32% Carignan; passa 18 a 24 meses em barricas novas de carvalho francês, GA - 14,5%. Muito equilibrado e elegante, R$ 269,00//R$ 174,85. Foi escolhido em primeiro lugar.

CAUQUENINA BLEND 2012 - chileno do Valle de Itata e Maule, produzido por Clos de Fous, WS-92. Corte de Touriga Nacional, Carignan, País, Syrah, Carmènere e Malbec, passa 18 meses em carvalho francês, GA - 13,5%. Um vinho leve lembrando um Bordeaux, preço R$ 133,00//R$ 86,45. Foi o segundo lugar na preferência

NEROMORA AGLIANICO DOC 2014 - italiano do sul da Itália, da região da Campania/Irpinia, 100% Aglianico, WS-90. Passa 8 meses em carvalho francês, GA - 13,5%. Vinho fácil de tomar, agradável e foi o escolhido para acompanhar o jantar, preço R$89,00//R$62,30. Foi o terceiro na preferência.

No jantar tivemos duas opções maravilhosas: Risotto de cogumelos ao azeite de trufas ou Paleta de cordeiro ao molho do assado com purê de batata. Ambas com a qualidade e excelente serviço do pessoal do NOU.

Cred não nos abandone.

Taba

domingo, 21 de janeiro de 2018

Brancos Portugueses com bom C/B - Cluvinho

CLUVINHO - JANEIRO 2018

TEMA - BRANCOS PORTUGUESES COM C/B

LOCAL - CLUB ATHLETICO PAULISTANO


Mais uma vez mudamos o formato de nossa degustação: foram 6 vinhos dentro do tema,  "BRANCOS PORTUGUESES COM BOM C/B" (custo/benefício). Iniciamos com a degustação de 5 vinhos e o sexto ficou para o jantar, sem uma avaliação formal.

Temos seguido o ditado: “Renovar ou morrer”, então vamos renovar. Em nossa reunião do dia 16/01, os vinhos, cada um de uma diferente região de Portugal, são todos importados pela Mistral. Unanimidade na aprovação dos vinhos.


LYBRA 2015 - Produzido por Quinta do Monte D’Oiro, da região do Alenquer, um corte de Viognier, Arinto e Marsane, 5 meses em cuba de inox, GA - 13,5%, preço R$ 120,00, apesar de ter ficado em quinto lugar na avaliação, um vinho agradável.

QUINTA DE SAES BRANCO 2015 - Produzido por Quinta da Pellada, região Dão, um corte de Encruzado, Malvasia Fina e Cerceal, estagia em pequenos barris por 5 meses, GA - 13%, preço R$ 92,60, boa acidez, ficou em quarto lugar.

VINHAS VELHAS BRANCO 2015 - Produzido por Luis Pato, região da Bairrada, um corte de Bical, Cerceal e Sercialinho, passa por cuba de inox e barrica de castanho, GA - 13%, preço R$ 116,00, cítrico com boa acidez, ficou em terceiro lugar.

ALTANO BRANCO 2015 - Produzido por Symington/Altano, região do Douro, um corte de Malvasia Fina,Viosinho, Rabigato, Moscatel e Galego, sem madeira, GA - 12,5%, preço R$ 78,85, toque de anis e musgo, ficou em segundo lugar.

QUINTA DO CARMO BRANCO 2013 - Produzido por Quinta do Carmo, região Alentejo, corte de Roupeiro 70%, Arinto 15% e Antão Vaz 15%, sem madeira, GA - 13%, preço R$ 127,00, muito elegante, o campeão da noite.


Durante a degustação foi servido um couvert especial com diversos tipos de pães, manteigas e acepipes. Para iniciar o jantar foi servido Salmão e Haddock com vinagrete de manga e folhas verdes; prosseguiu com uma Pescada Branca com champignons, aspargos e alho porro e, como grand finale, um creme Brûleé como sobremesa. Um jantar excelente, aprovadíssimo por todos os participantes. O vinho do jantar foi o excelente QUINTA DA LAGOALVA TALHÃO 2015, produzido por Quinta da Lagoalva de Cima, da região do Tejo, um corte de Fernão Pires 50%, Arinto 40% e Alvarinho 10%, sem madeira, GA - 13%, preço R$ 92,60, aprovado por todos

Cred não nos abandone.



Taba

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