In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Espumante rosé de todo tipo

CLUVINHO - DEZEMBRO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - ESPUMANTE ROSÉ DE TODO TIPO


A reunião deste mês ocorreu em 15/12, seguindo a tradição este é o mês dos espumantes, nesta procurei colocar só espumantes rosé, de diferentes países (novo e velho mundo), com corte e varietal, método champenoise e charmat, safrado e não safrado. Apenas mudamos a sequência, nesta não tivemos uma abertura e sim um fechamento com uma champagne tradicional, pois eu acho uma covardia comparar espumante com champagne, pois abrir com o melhor estragaria a degustação.




AURORA ESPUMANTE BRUT ROSÉ - Este espumante produzido Aurora tradicional vinícola brasileira, com um corte de Pinot Noir e Riesling Itálico, amadurecimento em alto clave, prensagem suave, método charmat, perlage fina e persistente com um rosado forte, aroma frutado, floral e pão tostado, na boca acidez moderada, médio corpo e muito refrescante, GA - 12,5%, preço R$ 42,00, foi o segundo na preferência.

ESPUMANTE CAVA CODORNIU PINOT NOIR - Este espumante espanhol produzido pela tradicional Codorniu, maior proprietário de vinhedos da Espanha, na Catalunha em Penedes, de uva Pinot Noir, método champenoise, importado pela Todovino, perlage fina e persistente, rosa claro, aroma de framboesas, morangos e fermento, na boca cítrico e ótimo frescor, GA - 11,5%, preço R$ 96,00, foi o primeiro na preferência.

BOTTEGA GOLD ROSE - Espumante italiano produzido por Bottega na região do veneto, de uva Pionot Nero (Noir), colheita manual, método charmat italiano durante 60 a 90 dias a temperatura de 14 graus, importado por Grand Cru, perlage fina, cor de pessego, aroma floral, groselhas e morango, sabor fresco, boa acidez e persistente, GA - 11,5%, preço R$ 155,00, foi o quarto na preferência.

ESPUMANTE BAGA ROSADO BRUTO 2010 - Espumante português, produzido por Luis Pato, na região da Bairrada, com a uva Baga 90% e Maria Gomes 10%, colheita manual, leve prensagem, fermentação em barricas usadas de carvalho frances e americano durante 4 meses, matura de 6 a 9 meses em garrafa, método champenoise, importado pela Mistral, rosé forte, perlage fino, aroma fresco e fermento, na boca fresco de corpo médio, GA - 12%, preço R$ 96,00, foi o terceiro na preferência.

O fechamento iniciou com uma saudação ao eterno presidente Credidio, com uma champagne Lacombe Rosé, produzido pelo Chateau Lallier, na região de Reims, com um corte de 60% Pinot Noir, 20% Pinot Meunier e 20 % Chardonnay, 80% de vinhos do ano e 20% de vinhos reserva, método champenoise, perlage fina e persistente, cor alaranjada, aroma de framboesas e cassis, na boca um brut delicado e ótimo frescor, GA - 12%, preço R$ 225,00.

No jantar foi servido uma maravilhosa costela de porco com molho glaceado e uma mousseline de batata doce (cardápio elaborado por mim e bem executado pelo chef Jorge) e isto foi pensado para ter como harmonizacão uma Cava Espanhola Castellroig Brut Rosé da região de Penedes, 100% de uva Trepat, importado pela Grand Cru, GA - 12%, R$ 106,00.

Cred não nos abandone.

Taba

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Petit Verdot em diferentes países

CLUVINHO - NOVEMBRO 2014
LOCAL - LA FRONTERA
TEMA - PETIT VERDOT EM DIFERENTES PAISES


A reunião deste mês aconteceu em 18/11, e seguiu o mesmo formato das últimas, ou seja 100% de uma mesma casta, aqui no caso foi a PETIT VERDOT, foi às cegas e somente no final foi revelado a casta e os países, e todas as amostras foram consideradas ótimas. Esta casta é muita usada em cortes na França, seu país de origem. O vinho varietal com esta casta é produzido na Toscana e Puglia na Itália (nenhum exemplar no Brasil), no Alentejo em Portugal, em Castilla y Leon e La Mancha na Espanha, nos EUA, na Argentina, no Chile e no Uruguai.

Iniciamos os trabalhos, fazendo um brinde ao nosso eterno Presidente Credidio, com um branco espanhol MARTIN CODAX ALBARIÑO 2011, importado pela Península, 100% Albariño, GA - 12%, amarelo palha, aroma floral, maçã e doces, levemente frisante, um vinho excelente e muito frescor, preço R$ 93,70.




PISANO RPF PETIT VERDOT 2008 - Este uruguaio produzido por Pisano, no município de Progresso, na região costeira sul, importado pela Mistral, vinificação em cubas de aço inox, maturação em barris de carvalho francês, sendo 25% nova durante 6 meses, guarda de 5 a 10 anos, vermelho rubi, aroma de frutas vermelhas, na boca tanino e acidez bem equilibrados e boa persistência, GA - 14%, preço R$ 90,00, foi quarto na preferência.

DONA MARIA PETIT VERDOT 2009 - Este português produzido por Dona Maria de propriedade de Julio Bastos, na região do Alentejo - Borba, importado pela Decanter, colheita manual, vinificação em Lagares de mármore, passa por malolática, matura 12 meses em barris de carvalho francês novo, visual rubi, aroma de frutas negras, tostado e tabaco, na boca potente e persistente, GA - 14,5%, R$ 168,00, foi o primeiro na preferência.

FINCA CORONADO PETIT VERDOT 2004 - Este espanhol produzido por Finca Coronado, em Terra de Castilla, propriedade do enólogo do Allende e Calvário, importado pela Península, 24 meses em barris de carvalho francês allier, rubi intenso, aroma de compota de frutas, cassis e especiarias, carnudo, aveludado e tanino fino, esta amostra estava um pouco oxidada, vinho para ser tomado logo, GA - 14%, preço R$ 312,00, terceiro na preferência.

SANTA CAROLINA GRAN RESERVA PETIT VERDOT 2009 - Este chileno do Vale Rapel, da linha Barrica Selection, importado pela Casa Flora, vinificação em aco inox, 30 dias com as cascas, 12 meses em carvalho francês de 1o. e 2o. uso, vermelho rubi, aroma de frutas escuras, especiarias e tabaco, na boca encorpado, taninos finos e boa persistência, GA - 14,5%, preço R$ 79,00, foi o segundo na preferência.

No jantar foi servido um crostini com queijo de cabra e tomates doces, uma salada verde com erva doce de entrada, bife de chorizo com purê de batatas assadas na grelha e na sobremesa um canoli siciliano com chocolate meio amargo. Este excelente cardápio foi elaborado pelo Alejandro, para acompanhar foram duas amostras de PETIT VERDOT argentino, um Ruka Malen Reserva importado e cedido pela Hannover safra 2010, de Mendoza na região Lujan de Cuyo (70%) e Valle do Uco (30%), passa por carvalho francês (80%) e americano (20%) de 1o., 2o. e 3o. uso, vermelho violeta, aroma de frutas vermelhas, caramelo, na boca boa acidez e taninos suaves, GA - 14%.

O outro exemplar foi BROQUEL PV 2009, também de Mendoza, produzido por Trapiche, importado pela Interfood, rubi violáceo, aroma de cerejas e cassis, na boca aveludado com taninos suaves e notas de baunilha, GA - 14%, preço R$ 68,00, ótimo custo/beneficio.

Cred não nos abandone.

Taba

Vinhos de Israel

CREDVINHO - NOVEMBRO 2014
LOCAL - AK VILA
TEMA - VINHOS DE ISRAEL





Nosso encontro foi no AK Vila por ser um restaurante tradicional de comidas judaicas e nosso tema foi: Vinhos de Israel. Pablo e Elizabeth trouxeram em suas bagagens os vinhos desta noite.

Montamos uma mesa quadrada e nos acomodamos de forma descontraída. Pablo nos falou sobre Israel e seus vinhedos, um país que ocupa o espaço geográfico de Sergipe, mas que em qualidade tem muito a oferecer.

Apesar da pequena extensão geográfica temos o Norte e o Sul com terroirs e vinhos muito diferentes. Se pensarmos num deserto devemos pensar também num deserto irrigado e produtivo.
Os vinhos da degustação foram todos da vinícola Barkan, segunda em produção no país.




Nossa noite começou com um Chardonnay Reserve 2013 .
Vinho encorpado e vigoroso, diferente dos chardonnays que habitualmente degustamos. Muita acidez, mineralidade.
Feito com uvas da Alta Galileia e das Colinas da Judéia.

1- Altitude 412 2008. 100% Cabernet Sauvignon
Vinho com potencial de guarda, uvas das Colinas de Golan.

2-Special Reserve 2010. 100% Shyraz
Vinho poderoso e frutado feito com uvas da Alta Galileia e das Colinas da Judéia.

3-Shel Segal. 66% Merlot, 34% Shiraz.
Vinho simples para o dia a dia, mas que apresentou aroma e discreta persistência frutada gustativa. Pablo condenou-o dizendo ser vinho simples de supermercado!
Acredito que os nossos simples sejam mais simples !!!!!!!

4- Malbec Reserve 2012. Vinho maduro, cor intensa, taninos suaves e equilibrados.

Por ordem de preferência escolhemos:1-4-2-3



Para jantar tivemos :
1- varenikes clássico com cebola frita
2- fideline pesto e lula provençal
Vinho: Hermont
Mount Hermont Red 2012, R$127,00.

Nossa reunião foi alegre, proveitosa, consolidificando que nosso grupo é simplesmente 10!
A destacar o grau de participação do grupo em geral com suas contribuições. Tradicionalmente as apresentações eram de 1 ou 2 pessoas, mas agora temos um grupo muito motivado e muito envolvido.

Até dezembro,
Vera

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Merlot em diferentes países da Europa

CLUVINHO - OUTUBRO 2014
LOCAL - PECORINO JARDINS
TEMA - MERLOT EM DIFERENTES PAISES DA EUROPA


A reunião deste mês aconteceu em 21/10, e seguiu o mesmo formato das últimas, ou seja 100% de uma mesma casta, aqui no caso foi a MERLOT, foi as cegas e somente no final foi revelado a casta e os países e todas as amostras foram consideradas ótimas. Esta casta é a primeira em área plantada na França, seu país de origem, sendo uma das mais plantadas no mundo, é a uva da margem direita em Bordeaux e é a casta principal de Saint-Emilion e do famoso Petrus.

Iniciamos os trabalhos fazendo um brinde ao nosso eterno Presidente Credidio com um branco chileno MUSCAT VIEJAS TINAJAS 2013, da linha de vinhos alaranjados, produzido por De Martino e importado pela Decanter, 100% Muscat, GA - 12,5%, dourado opaco, toques alaranjados, aroma floral, laranja e maracuja, fica 6 meses com as cascas, passa pela malolática e 6 meses em anforas, guarda 8 anos, um vinho excelente e muito frescor, preco R$ 101,00.



ENRIQUE MENDOZA MERLOT 2011 - Este espanhol, produzido por Enrique Mendoza, na região de Alicante, importado pela Península, a Merlot foi a primeira casta internacional a se adaptar na Espanha, passa por malolática, fica 13 meses em carvalho francês e americano, cor cereja, aroma de frutas vermelhas e tostados, na boca muito equilibrado e agradável, GA - 14%, preço R$ 79,00, foi o segundo na preferência.

TRE PER UNO 2008 - Este italiano produzido por Rocca Delle Macie, em 3 regiões Veneto, Piemonte e Toscana, por 3 diferentes enológos Faccio, Capodilista e Zingarelli e 3 Terroir diferentes, por isto o nome do vinho 3 em 1, importado pela Decanter, vinificados na origem e amadurecimento parcial em carvalho esloveno, 6 a 8 meses na garrafa antes da venda, guarda 7 anos, cor cereja, aroma de cereja e ameixa, na boca equilibradíssimo e elegante, GA - 13,5%, preço R$ 118,30, foi o preferido da noite.

LA CROIX CALENDREAU 2011 - Este francês produzido por Chateau, na região de Libourne em Bordeaux, este exemplar é um Bordeaux Superior AOC, importado pela Decanter, 20 meses em cubas de inox, um raro francês 100% Merlot, cor rubi, aroma de ameixa, na boca um tanino marcante, mas agradável, guarda 5 anos, GA - 14%, preço R$ 80,85, foi o terceiro na preferência.

VINHA DO PUTTO 2009 - Este português, produzido por Campolargo, na região da Bairrada, foi considerado um Best Buy pela revista de Vinhos de Portugal, importado pela Mistral, médio corpo, cor rubi, aroma de ameixa e especiarias, na boca leve amargor e tanino suave, guarda 5 a 10 anos, GA - 14%, preço R$ 62,98, foi o quarto na preferência.

No jantar foi apresentado 3 opcões de prato e todos aprovados, para acompanhar foi o vinho BACKHOUSE 2011, um Merlot Americano da California, importado pela Grand Cru e foi grande surpresa agradavel, principalmente pelo seu custo/benefício, cor de cereja escura, no nariz groselha e ameixa preta, elegante e boa persistência, com fruta marcante, GA - 12,5%, preço R$ 39,90 (em oferta).

Cred não nos abandone.

Taba

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Credvinho - Vinhos do Uruguai

CREDVINHO - OUTUBRO 2014
LOCAL - EL TRANVIA
TEMA - VINHOS DO URUGUAI




Nosso tema foi: Vinhos do Uruguai, realizado no El Tranvia, restaurante típico daquele país, situado no bairro de Santa Cecília.

Desta vez dispusemos as mesas de forma quadrada, o que facilitou muito o bate papo.Tanto isto é verdade que nossa reunião se estendeu até a meia noite. Ubirael e Gianna viajaram para o Uruguai e gentilmente nos trouxeram alguns dos vinhos para a degustação.

Bira nos falou sobre a vinicultura no Uruguai, dando ênfase à uva emblemática deste pais que é a Tannat. Ressaltou o alto consumo de vinho no país, estando em quinto lugar no mundo.




Tivemos 2 vinhos de boca:
1- espumante médio y médio, da Roldós, bebida típica de boas vindas nos restaurantes uruguaios. Trata-se de uma combinação de vinho espumante doce e vinho branco seco em quantidades iguais. Uvas Cabernet Franc e Moscatel. R$ 10,00

2- Bouza Chardonnay 2011, região de Canelones,  que apresenta estações bem definidas,com verões secos e ensolarados, invernos chuvosos e não muito frios. Os solos são argilosos com boa drenagem e as uvas são colhidas manualmente, passando 50% dos vinhos 8 meses em barricas de carvalho e o restante em tanques de inox. Cor palha, olfato com frutas citrinas e acácia,bastante fresco e persistente. R$ 40,00

Degustamos 4 vinhos de vinícolas diferentes, sendo todos 100% Tannat.

1-Pisano Arretxea 2009, Canelones, GA 14%, 12 meses em barricas de carvalho francês.
Aroma rico e complexo, denso na boca, encorpado. R$ 144,00

2-Maderos de San Juan,2009, de cor vermelho escuro, aroma de frutas vermelhas bem maduras, taninos equilibrados. Não é um vinho de guarda, estando pronto para ser consumido.
R$ 48,00

3- Bouza Parcela única B1, 2012, Canelones, GA 14%, 18 meses em barricas de carvalho.
Cor e aromas intensos com notas mentoladas e tostadas. Seleção de uvas por grão. Primeira safra deste terroir de 13 anos. R$ 118,00

4-Amat 2009, bodegas Carrau, da região de Rivera, GA 14%, 20 meses em madeira.
Elegante, macio e aromático. R$ 177,00

Nossa escolha foi para o Bouza seguido do Amat, Maderos e Arretxea.



Jantamos um belo bife de Chorizo, acompanhado de papas infladas e salada.
Nosso jantar foi regado a Cepas Nobles 2005, da bodega Carrau com GA 12% , 9 meses em madeira.
Vinho mais leve e fresco que acompanhou bem a carne.

Tomamos um café e nos despedimos desta casa que nos acolheu muito bem.
Até novembro.
Vera

sábado, 20 de setembro de 2014

Credvinho - Vinhos do Líbano

CREDVINHO - SETEMBRO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - VINHOS DO LÍBANO






Neste mês fugimos um pouco dos temas habituais e fomos à terra do antigo Canaan conhecer um pouco dos vinhos milenares do Líbano.

Em geral os vinhos são produzidos com cepas francesas cultivadas durante o domínio francês entre os anos de 1920 a 1946, e algumas cepas locais com as brancas Merwack e Obeideh e a tinta Caladoc, que é uma mistura de Grenache Noir e Malbec.

As vinícolas são plantadas, em geral, a 1000 metros de altitude, em solos de calcário e sob sol presente em 300 dias por ano.

Os vinhos degustados foram de uma única vinícola, IXSIR, vinícola moderna de 2008, construída numa tradicional casa de campo libanesa de 400 anos.

Degustamos 2 brancos:

1- IXSIR Altitudes White 2013, composto de Muscat, Viognier, Sauvignon Blanc, Semillon, GA 13,5%, grande frescor, aromas florais e boa acidez. R$ 86,00

2- IXSIR Grand Reserve White 2012, composto de Viognier, Sauvignon Blanc, Chardonay, GA 13,5%,5 meses em barrica de carvalho francês, aromas de pêssego, textura cremosa acidez intensa. R$ 120,00

O preferido foi o número 2.

A seguir degustamos 2 tintos:

1- IXSIR Grand Reserve Red 2009, composto de Syrah,Cabernet Sauvignon,Viognier, GA 13,5%, 12 meses em barrica de carvalho francês, aromas exuberantes de cerejas e amoras maduras, caráter mineral acentuado, taninos aveludados e final persistente.R$ 150,00.

2-El IXSIR 2009, composto de Syrah, Cabernet sauvignon, merlot,GA 13,5%, 24 meses em barrica de carvalho francês, aromas de amoras negras e especiarias, elegante e estruturado com final longe taninos finos. R$ 390,00.

O escolhido foi o número 2.




O Eduardo da Grand Cru nos preparou para o jantar um pernil de cordeiro acompanhado de um risoto com pinholes que estava delicioso e se harmonizou com muita elegância com o quinto vinho da noite: IXSIR Altitudes Red 2010, composto de Cabernet Sauvignon, Syrah, Tempranillo e Caladoc.

Nesta noite especial o time feminino foi mais numeroso do que o masculino !

Vivam  as mulheres!

Um grande abraço,

Vera

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Cluvinho - Tempranillo em diferentes regiões da Espanha


CLUVINHO - SETEMBRO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - TEMPRANILLO EM DIFERENTES REGIÕES DA ESPANHA



A reunião deste mês aconteceu em 16/09, e seguiu o mesmo formato das últimas, ou seja 100% de uma mesma casta, aqui no caso foi a TEMPRANILLO, foi as cegas e somente no final foi revelado a casta e o país, e todas as amostras foram consideradas ótimas. Esta casta é a segunda em área plantada na Espanha, sendo a primeira a Airén uma casta branca, porém a mesma Tempranillo, que possui diversos nomes, dependendo do país onde é cultivada. Em Portugal é a casta mais plantada somando a quantidade de Tinta Roriz e Aragonez. O nome Tempranillo vem da palavra espanhola temprano, que significa cedo, é que esta casta amadurece antes das outras.

Iniciamos os trabalhos fazendo um brinde ao nosso eterno Presidente Credidio com um branco espanhol chamado PROTOCOLO BLANCO 2012, da região de la Tierra de Castilla, pela familia Eguren, um corte de 60% Airén e 40% Macabeo, um vinho amarelo esverdeado, com aroma de frutas frescas, tipo maçã e pêssego, na boca com agradável acidez e ótimo frescor, GA - 12,5%, preço R$ 42,00, importadora Peninsula, a aprovacão deste vinho foi unânime, por ser fácil de beber e um preço justíssimo.



ORBEN 2005 - Produzido pela mais recente bodega Orben do grupo Artevino (Izadi) em RIOJA, com uma pequena produção de 90.000 garrafas/ano, vinhedos com 75 anos, produzindo apenas dois rótulos, RP e GP 92 ptos., importado pela Península, 12 meses em barrica de carvalho francês, cor granada escura, aroma cereja negra. madeira, tostados e balsâmico, na boca carnudo, taninos macios e boa acidez, GA - 14%, preço R$ 163,00, ficou em quarto na preferência.

SEÑORIO DE LOS BALDIOS CRIANZA 2009 - Bodegas Garcia Aranda é o produtor deste Ribera del Duero, 6 meses em carvalho americano, RP - 93 pts., importado pela Grand Cru, cor de cereja com tons violáceos, aroma de cereja negra, na boca frutas vermelhas, elegante, mas pouca persistência, GA - 14%, preço R$ 95,00, segundo na preferência.

VETUS 2007 - A vinicola Vetus é quem produz este vinho na região de Toro, obra da familia Antón (Viña Izadi, Finca Villacreces, Orben), doze meses em barrica de carvalho francês e americano, GP - 94 ptos., importado pela Península, cor de cereja com tons violáceos, aroma de frutas vermelhas, tostados e minerais, na boca concentrado, taninos maduros, corpo médio, GA - 14,5%, preço R$ 153,00, terceiro na preferência.

ALTORREDONDO 2006 - Produzido por Bodegas Garcia Niño, na região de Castilla e Leon, RP - 92, barricas de carvalho francês e americano, importado pela Grand Cru, cor de cereja negra, aroma de frutas vermelhas, couro, tabaco, na boca elegante, taninos macios e agradáveis, GA - 14%, preço R$ 167,00, foi o preferido da noite.

No jantar foi servido um ótimo stinco de vitela com risotto a milanesa, e para harmonizar escolhemos o vinho VEGA MORAGONA LA DUNA 2012, produzido por La Magdalena, envelhecido em barricas de carvalho, 100% Tempranillo, em Ribera del Júcar na província de Cuenca, RP - 91 ptos, cor rubi profundo, aroma de frutas vermelhas, ameixa, morango em calda, na boca taninos finos, encorpado médio e ótimo final e longo, GA - 14%, preço R$ 59,00, excelente preço/beneficio.

Cred não nos abandone.

Taba

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Grandes Cepas Tintas Francesas

CREDVINHO - AGOSTO 2014
LOCAL - VIA CASTELLI
TEMA - AS GRANDES CEPAS TINTAS FRANCESAS






Em nossa reunião de agosto prestamos nossas homenagens eternas ao nosso chefe e fundador do Credvinho, nosso querido Credidio .
Jair e eu falamos um pouquinho sobre esta personalidade única que foi Credidio, contando algumas passagens inesquecíveis.
Seguindo o que imaginamos ser seu desejo, vamos continuar o Credvinho contando com a colaboração de todos os elementos do grupo que é unido, alegre e entusiasmado.
Nossa reunião foi no Via Castelli contando com a supervisão de Eliza do Kykix,  que preparou nossa mesa com muito carinho.

Silvia apresentou o tema: as grandes cepas tintas francesas e realizamos uma degustação às cegas com vinhos varietais.



Vinho de Boca:
Domaine La Haute Févrie Muscadet de Sévre et Maine 2013
Vale do Loire R$78,00
100% Melon de Bourgogne 12% álcool
Vinho de cor amarelo palha com notas de frutas tropicais e em boca é fresco frutado e de final ligeiro.

Degustação:

1- Bourgueil L´Echellerie 2010

Vale do Loire Domaine Guy Saget R$83,50
100% Cabernet Franc 12,5% álcool
Coloração rubi, nariz com muita fruta madura e especiarias, boca firme com taninos bem formados.

2-Chateaux Saint Genes 2010
Bordeaux Bernard Magrez R$94,50
92% Merlot, 8% Cabernet Sauvignon 14,5% álcool
Vinho concentrado, macio e exuberante com fantástica relação qualidade/preço.

3-Crozes Hermitages Les Jalets 2008
Vale do Rhône Paul Jaboulet Ainé R$171,50
100% Syrah 12,5% álcool
Mostra de aromas de frutas vermelhas e escuras,violeta e pimenta. No paladar possui um toque de mineralidade taninos firmes e final longo.

4- Beaujolais Villages 2010
Bourgogne Joseph Drouhin R$89,50
100% Gamay 12,5% álcool

Após a aula de Silvia, que foi bastante explicativa,  e orientação da Eliza tentamos identificar as cepas e darmos nossas preferências, tendo sido Syrah o preferido da noite seguido do Merlot, Cabernet Franc e Gamay.

Para jantar foram montadas duas opções para cada um de nós, sendo um raviolone recheado de damasco e ricota e um filé com risoto de alcachofra, ambas muito saborosas.

O vinho do jantar foi Chateau Bujeau La Grave 2010, R$81,00, de Bordeaux, castas bordalesas, 12% álcool.Vinho de um vermelho profundo com aromas de cereja madura e cramberry, corpo médio, taninos suaves e final longo.

Foi uma noite agradável.
Um abraço atodos,
Vera

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Hoje no Rio de Janeiro fizemos um brinde...


A nossa confraria reuniu-se hoje para um almoço no Clube Piraquê e ao final fizemos um brinde ao confrade ausente, Credídio Rosa. Com espumante da Casa Valduga, naturalmente. Foi a melhor maneira que escolhemos para homenagear aquele que participou desde o primeiro encontro deste grupo e sempre nos incentivou. Fazemos nossas as palavras do Taba: "Cred, não nos abandone".

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Touriga Nacional em diferentes regiões de Portugal

CLUVINHO - AGOSTO 2014
LOCAL - GENOVA RESTAURANTE
TEMA - TOURIGA NACIONAL EM DIFERENTES REGIÕES DE PORTUGAL




A reunião deste mês aconteceu no 19/08 sem o grande presidente Credídio entre os vivos, mas tenho certeza que de onde ele estiver acompanhou a nossa reunião com aquele ar de fiscal, por isto procuramos fazer tudo de acordo com o "Código Disciplinar" e com a missão de nunca deixarmos sucumbir esta marca que é o CLUVINHO. Foi muito dificil organizar esta reunião, pois neste dia nos falávamos umas 5 vezes, no mínimo, para que tudo corresse bem.

Antes de abrirmos os trabalhos o João Gianesi propôs um brinde em memória do presidente Credídio Rosa e foi rapidamente acatado por todos.

Esta reunião seguiu o mesmo formato de nossa última, ou seja 100% de uma mesma casta, aqui no caso foi a TOURIGA NACIONAL de produtores de diversas regiões de Portugal, foi às cegas e só no final foi revelado a casta e o país, e todas as amostras foram consideradas ótimas.

Iniciamos os trabalhos com um vinho branco espanhol VAL DE SIL - 2009, considerado pelo crítico Jorge Lucki como o melhor branco espanhol vendido no Brasil, ele é um vinho produzido 100% da casta Godello, da região La Mancha e sub-região Valdeorras, 5 meses em tanques de aço inox com battonages diárias, cor amarelo brilhante, aroma de fruta madura, ervas finas e um pouco de cítricos, na boca boa acidez e untuosidade, GA - 14,4%, importado pela Península, R$ 98,00

PLANSEL TOURIGA NACIONAL 2009 - Produzido por Plansel - Dorina Lindemann no Alentejo, produção de 10.000 garrafas, a Revista dos Vinhos 2012 deu 16 em 20 pontos, importado pela Decanter, fica 10 meses em barricas de carvalho francês, estimativa de guarda 10 anos, rubi intenso, aroma de frutas vermelhas e levemente floral, com um pouco de tostados, na boca equilibrado, acidez e tanino leve, GA - 14%, preço R$ 157,00, ficou em terceiro lugar na preferência.

PORTA DOS CAVALEIROS RESERVA 2010 - Produzido por Cave São João no Dão, vinhas com 30 anos de idade e dizem que a região é o berço da Touriga Nacional, passa 8 dias em cubas de cimento e aço inox, importado pela Vinci, guarda por mais de 10 anos, rubi intenso, aroma fechado com leve toque vegetal, na boca com taninos e acidez leve, sem persistência, GA - 13,5%, preço R$ 122,00, ficou em quarto na preferência.

JOÃO PATO TN 2011 - Produzido por Luis Pato na Bairrada, importado pela Mistral, rubi intenso, aroma de frutas vermelhas, especiarias e couro, na boca equilibrado, boa acidez e persistência, GA - 12,5%, preço R$ 65,00, ficou em segundo lugar.

QUINTA DO POPA TN 2007 - Produzido por Luis Pato no Douro, passa 4 meses em carvalho francês, importado pela Vinci, guarda por mais de 10 anos, cor grená, aroma de frutas vermelhas, na boca equilibrado, frutas vermelhas e boa persistência,
GA - 13,5%, preço R$ 118,00 e ficou em primeiro na preferência dos confrades

No jantar foi servido um ótimo Fusilli alla Norma (Tomate, ricot e berinjela), porém, antes, o variado e excelente antepasto, o vinho que acompanhou foi o Quinta da Alorna Touriga Nacional 2012, produzido no Tejo (antigo Ribatejo), importado pela Adega Alentejana, estagiou 6 meses em carvalho americano de segundo uso, cor púrpura, aroma floral leve e frutas negras, na boca equilibrado e longo, GA - 13%, preço R$ 60,00, ótimo custo/beneficio.

Cred não nos abandone.

Taba

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Credvinho - degustação vertical do Quinta do Sardonia


CREDVINHO - JULHO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - DEGUSTAÇÂO VERTICAL DO QUINTA DO SARDONIA


 Realizamos na Grand Cru de Moema nossa degustação VERTICAL do Vinho Quinta do Sardonia, Ribeira del Duero, Espanha, com as safras 2005,2006, 2007 e 2008.

A melhor definição de degustação vertical que encontrei foi no livro de Jancis Robinson Como Degustar um Vinho:
"Fazer uma degustação vertical é sentir a passagem do tempo na ponta da língua".

Este vinho é produzido pelo Dominio Pingus, cujo enólogo Peter Sisseck, apelidado de Pingus, desenvolveu o cultivo de vinhos biodinâmicos de excelente qualidade. São vinhos compostos de 36% de Tinto Fino (Tempranillo), 30% de Cabernet Sauvignon, 20% de Merlot e pequenas porções de Syrah, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot. Apresentam bom corpo, taninos doces, acidez agradável, boa fruta e final longo.Passam 15 meses em barrica de carvalho frances e GA de 15%.
R$260,00 os 2008,7 e 6 e R$340,00 para o 2005.

Robert Parker atribuiu às safras 2008 e 2006 93 pontos, 92 para a safra 2007 e 95 para a 2005. Ubirael levantou uma questão bastante interessante quanto à classificação dos vinhos, pois ao lermos uma avaliação como RP 93 não sabemos quando esta avaliação foi realizada e nem mesmo se foi refeita anos após e modificada.



A degustação foi às cegas sendo o escolhido o 2005 seguido do 2008, 2007, 2006.

Como vinho de boca tomamos o Cobos Felino Chardonnay 2012, bastante mineralizado com boa acidez. Nosso jantar foi acompanhado pelo Cobos Felino Malbec 2012, ainda jovem mas bem equilibrado. Ambos R$84,00.



Nosso menu foi muito bem apresentado e saboroso: pernil de cordeiro com paglia e feno na manteiga e gergelim, e entrecôte ao molho de ervas com risoto à milanesa.

O grupo estava muito alegre e bastante participativo.
Valeu.
Um abraço,
Vera




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cluvinho - Sangiovese fora da Toscana


CLUVINHO - JULHO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - SANGIOVESE FORA DA TOSCANA


A reunião deste mês aconteceu no dia 15 e seguiu o mesmo formato da nossa última reunião, ou seja todos os vinhos 100% de uma mesma casta, aqui no caso foi a Sangiovese, porém de produtores de outras regiões da Itália que não são da Toscana, onde esta casta é mais produzida e famosa. Como foi às cegas só falei que todas as amostras eram de uma mesma casta, no final só um confrade acertou que o país era a Itália e ninguém quis arriscar qual era a uva, apesar de eu falar que era a mais plantada na Itália. Todas as amostras foram consideradas ótimas.

Abrimos os trabalhos com um corte de 90% Sauvignon Blanc, 5% Gewurztraminer e 5% Semillon, maravilhoso, o italiano BRANCAIA IL BIANCO TOSCANA IGT 2012, 1/3 em barril e 2/3 em aço inox por 5 meses, GA - 12,5%, uma acidez equilibradíssima, ótimo frescor, 5 anos de guarda, R$ 78,00 e importado pela Grand Cru.





CASTELLO DI MAGGIONE SANGIOVESE 2012 - Este vinho da Umbria, que fica no mesmo paralelo do sul da Toscana, recebeu due bicchieri pelo Gambero Rosso, importado pela Decanter, passa só por aço inox, rubi intenso, aroma de cereja negra, taninos leves, fresco, final doce suave, GA - 14%, guarda 4 anos, R$ 48,00, ótimo custo/beneficio, ficou em terceiro na preferência.

SANGIOVESE IGT TERRA DEGLI OSCI 2010 - Este vinho de Molise, é uma mostra rara, já que nesta região quase não se produz esta casta, esta região fica ao sul da Itália, é a segunda menor da Itália, WS - 86, importado pela Vinci, não passa por madeira, rubi alaranjado, frutas vermelhas, persistência média, faltou personalidade, GA - 13%, preço R$ 81,00, foi o segundo na preferência.

GAROFOLI MONTE REALE SANGIOVESE IGT 2012 - Este vinho da região Marche, que fica no mesmo paralelo do norte da Toscana, produzido pela Garofoli, uma vinícola do século 19 criada por Antonio Garofoli, este vinho passa só em aço inox, importado pela Grand Cru, visual rubi leve, aroma de frutas vermelhas, na boca equilibrado e marcante, GA - 13%, guarda de 8 anos, R$ 46,00, espetacular custo/beneficio, foi escolhido o preferido da noite.

CEREGIO SANGIOVESE DI ROMAGNA 2007 - Este vinho da Emilia Romagna, região mais a nordeste da Toscana, produzido por Zerbina, passa 8 meses em aço inox, a safra 2009 recebeu 88 da WS, importado pela Vinci, rubi, no nariz fechado ou perdeu aromas, na boca muito agradável e deve combinar com qualquer prato, guarda de 5 a 10 anos, GA - 14%, preço R$ 70,81, foi o quarto da noite, praticamente empatado com a amostra número 1.

No jantar foram oferecidos dois pratos ótimos, o Caramelli de Codorna ao molho de creme de pecorino com funghi porcini, e Pappardelli ao pomodore ao ragu de ossobuco. O vinho foi o Villa Masti Chianti Clássico DOCG 2010, um Sangiovese 100% da Toscana, produzido pela Fattoria San Pancrazio, importado pela Grand Cru, rubi intenso, frutas silvestres, harmonizou muito bem com os pratos, 12 meses em carvalho francês, GA - 13%, preço R$ 55,00, ótimo custo/benefício

Taba

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Bonarda

CLUVINHO - JUNHO 2014
LOCAL - GENOVA RESTAURANTE
TEMA - BONARDA



Esta casta já foi a mais plantada na Argentina, hoje é a segunda mais cultivada naquele país. A Califórnia também cultiva esta casta, porém o nome lá é Charbono, na Itália o vinho piemontes Gattinara usa 10% desta uva no seu corte. Quanto à origem desta casta há uma certa discórdia, italiana ou francesa? E neste momento eu vou pela maioria. Originária da França da casta Douce Noir, porém parecida no nome e na aparência com o Dolcetto Nero do Piemonte, mas já comprovado que não são a mesma casta, há uma pequena área cultivada no Piemonte e em Livorno, nesta região com o nome de Croatina . Na França na região de Jura ela é cultivada com o nome de Corbeau.

Como ela foi trazida por italianos para o Novo Mundo, criou-se esta confusão com relação à origem, na verdade foram os venetos que trouxeram para o Novo Mundo uma casta chamada Turca, que é a própria Bonarda ou Charbono.

As vinícolas mais antigas da Argentina é que produzem os mais famosos e avaliados Bonardas, hoje vinícolas mais novas também produzem estes vinhos, todos na região de Mendoza, o Colomé também produz na região de Salta. São vinhos de ótimos custo/beneficios, passam por barricas de carvalho e as cegas parece vinho do Velho Mundo. Devido às avaliacões da WS, RP e GD colocamos 5 amostras.

Abrimos os trabalhos com o Tahuan Chardonnay 2010, produzido por Ernesto Catena, que também produz a linha Tikal, vinhas plantadas a 1.100 m de altura em Mendoza, passa 8 meses em carvalho francês e americano, sendo 10% em barricas novas, guarda 5 anos, importado pela Mistral, visual palha claro não parecendo que passou em madeira, aroma de Chardonnay europeu, na boca refrescante, agradável lembrando velho mundo, o critico Stephen Tanzer deu 88 pontos, GA - 13,5%, R$ 67,00.





NIETO SENETINER RESERVA BONARDA 2011 - Vinho 100% Bonarda, produzido pela Bodega que leva o nome do vinho, vinhas com mais de 45 anos em Lujan de Cuyo, 12 meses em carvalho francês, avaliado por RP com 89 pts. e WS com 88 pts., importado pela Casa Flora, cor rubi violáceo, aroma de frutas vermelhas e negras, no fim café, na boca boa acidez, elegante, taninos macios, persistência média com final adocicado, GA - 14%, R$ 42,00, escolhido como o melhor da noite

EL ENEMIGO BONARDA 2009 - Produzido por Adriana Catena e Alejandro Vigil, um varietal com 10% de Cabernet Franc, maturado em carvalho, guarda de 5 a 10 anos, avaliado por RP com 90 pts. e WS com 89 pts, importado pela Mistral, cor rubi intenso, no nariz geléia de cereja negra, esmalte e defumado, na boca fruta silvestre, taninos macios, boa persistência, final adocicado, GA - 14%, R$ 112,00, escolhido segundo na preferência.

TRAPICHE BROQUEL BONARDA 2011 - Produzido por Trapiche, uma das mais tradicionais vinícolas da Argentina, Broquel significa escudo, 100% Bonarda, passa por barris de carvalho, avaliado pela WS com 87 pts. e com 88 pts. pelo GD, importado pela Interfood, cor rubi intenso, aroma de frutas silvestres (berries), na boca cereja negra (ginja), taninos macios, toques adocicados e boa persistencia, GA - 14%, R$ 67,90, foi o terceiro na preferência.

DANTE RUBINO BONARDA 2009 - Com consultoria de Paul Hobbs, esta amostra não estava com suas características preservadas, um pouco turva e uma acidez acima do normal, conclui esta situação por conhecer e apreciar este vinho, que passa 12 meses em carvalho americano de segundo uso, guarda de 8 anos, o GD avaliou com 88 pts., importado pela Grand Cru, GA - 13,8%, R$ 40,00, não foi avaliado.

ZUCCARDI SERIE A BONARDA 2011 - Produzido por Zuccardi, com 100% de Bonarda, 30% estagia em barricas de carvalho francês por 10 meses, guarda por 5 anos, avaliado pelo GD com 87 pts., a safra 2008 a WS deu 86 pts., importado pela Ravin, cor rubi, no nariz frutas silvestres negras e na boca acidez um pouco acima das outras amostras, taninos suaves e boa persitência, esta amostra foi comprada na Bacco's R$ 66,50, GA - 14%, foi escolhido o quarto na preferência.



No jantar o nosso amigo João serviu um maravilhoso risotto de radicchio e pancetta, que foi harmonizado com o ótimo Alamos Bonarda 2012, produzido pela Catena Zapata, guarda 5 anos, cor rubi, aromas de frutas vermelhas, na boca bem frutado e equilibrado, GA - 13,5%, importado pela Mistral, R$ 42,70.

Taba

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Credvinho - Merlot

CREDVINHO - MAIO 2014
LOCAL - LA FRONTERA
TEMA - MERLOT



Nosso encontro de maio foi no restaurante La Frontera com o tema MERLOT, apresentado por Jean RAQUIN que escolheu 7 vinhos 100% Merlot das principais regiões produtoras, sendo utilizados 6 em nossa degustação e 1 no jantar.
Lembro que esta cepa parece ser originária do Sul da França, o nome Merlot vem do pássaro negro Merle devido à sua cor intensa transferindo esta cor aos blends e por não ser uma cepa aromática.


Vamos aos vinhos:
Boca: Liboreau 2012 França / Bordeaux, Sauvignon blanc 12,5%. R$53,00
Procuramos por um Merlot branco mas não encontramos.

1- Cheval Noir 2010 Mahler. France/ Bordeaux. 13,5%. R$77,00
2- Treperuno 2008 Itália/. 13,5% R$108,00
3- Hawk Crest 2006. Usa / Napa Valley. 13,8% R$104,00
4- Desejo. 2008. Brasil/Bento Gonçalves 13%. R$90,00
5- Luigi Bosca 2010. Argentina/ Mendoza. 14%. R$70,00
6- De Martino. 2008. Chile/ 14%. R$74,00


Os vinhos degustados estavam bastante harmônicos. O vinho da América do Norte e do Chile não apresentaram aromas e quanto ao paladar demonstraram um pouco de tabaco mas de forma muito sutil.
Foi muito interessante a apreciação de novo e velho mundo simultaneamente pois em primeiro e segundo lugar estão respectivamente Brasil e Itália
Em terceiro e quarto lugar estão argentina e frances
Em quinto e sexto lugar estão Chile e USA

Não foram evidenciadas diferenças significantes entre velho e novo mundo
Ficamos felizes com o campeão da noite, o brasileiro Desejo.
Jair foi a um encontro na ABS e lá não apreciaram este mesmo vinho.
Coisas do vinho ou coisa dos experts??????????


Nossa escolha unânime para o jantar foi o bife à milanesa na chapa, carro chefe da casa, acompanhado de Saurus 2009, 14% Chile.
Nos serviram uma sobremesa deliciosa que foi queijo meia cura com compota de tomates deliciosa.
Cafezinho e cama.
Até junho
Vera

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Cluvinho - Vinhos com 94 pontos ou mais

CLUVINHO - MAIO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - VINHOS 94 + GUIA DESCORCHADOS (GD)




Nossa reunião ocorreu no dia 20/05, o tema foi os vinhos pontuados pelo GD (Vinhos da America Latina) com mais de 94 pontos.
Abrimos os trabalhos com o excelente vinho branco MATETIC CORRALILLO SAUVIGNON BLANC 2013, este vinho foi pontuado pelo GD com 94 pontos, produtor é a Matetic, do Vale de San Antonio no Chile, 100% Sauvignon Blanc, elaborado em tanques de aço inox, GA - 13,5%, aroma de goiaba, visual de casca de lima da Pérsia, na boca fresco, frutado e elegante.



ZORZAL TERROIR ÚNICO PINOT NOIR 2013 - Este tinto é produzido por Zorzal, na região de Tupungato-Mendoza na Argentina, 100% Pinot Noir, não é envelhecido, visual clarete, aroma de groselha, ótimo frescor, mas pouca persistencia, recebeu 93 pts. do RP e 94 pts. no GD, GA - 13,5%, preço R$55,00, foi o terceiro na preferência.

LEYDA SYRAH SINGLE VINEYARD CANELO 2011 - Este magnifico tinto é produzido por LEYDA, na região de Leida no Chile, 100% Syrah, visual rubi, aroma de melado de cana, framboesa e mineral no final, na boca elegante, opulento, suculento e frutado, 94 pts. no GD, GA - 14,5% , preço R$78,00, o campeão da noite.

MORANDÉ EDICION LIMITADA CARIGNAN 2010 - O Morandé produziu as primeiras garrafas deste vinho tinto em 2003 (se eu não estou enganado), somente 600 garrafas e só lançou em São Paulo, fez em homenagem ao seu pai que havia trazido esta uva da Europa, onde era usada só em cortes, porém acreditava num varietal se trabalhasse bem a vinha e ai esta. produzida no Valle de Maipo no Chile, 100% Carignan, 20 meses em barricas de carvalho francês e americano, guarda por 10 anos, visual rubi escuro, aroma de frutas vermelhas, na boca persistente, acidez marcante e taninos maduros, 95 pts. no GD, GA - 14,5%, preço R$135,00, foi o segundo na preferência.

ZORZAL EGGO BLEND 2012 - Este tinto é um dos top da Zorzal, produzido em Tupungato-Mendoza na Argentina, um corte de 95% Malbec, 5% Cabernet Franc e 3% Cabernet Sauvignon, em tanques de cimento, este vinho tem potencial de crescer muito, visual rubi escuro, aroma mineral, mas um pouco fechado, na boca elegante com taninos macios e acidez equilibrada, 96 pts. no GD, GA - 14,5%, preço R$145,00, foi o quarto na preferência, lembre-se que isto é preferência e não qualidade do vinho.

O jantar um espetacular Short Rack de Javali com molho de tamaras, acompanhado de batatas rústicas e regado com o excelente KOYLE RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2011, avaliado com 90 pontos pela WS, rubi profundo, com aroma de amoras, tabaco, na boca elegante com taninos macios, com final longo e agradavel, possue 13% de Carmenere, 12 meses em carvalho frances, GA - 14%, guarda 5 anos, produzido no Valle Colchagua no Chile, preço R$ 64,00, extraordinário custo/beneficio.

Taba

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Credvinho de abril - Syrah

CREDVINHO - ABRIL 2014
LOCAL - KYLIX
TEMA - SYRAH

No mês de abril aprendemos um pouco sobre esta cepa tão antiga e versátil: Syrah ou Shyraz .
Nosso encontro foi no Kylix e contamos com a ajuda especial da Eliza que, antes da degustação de 5 vinhos, nos preparou um exercício para tentarmos identificar os principais aromas encontrados nos vinhos produzidos com esta uva, seguido de uma explicação sobre os diferentes comportamentos da Syrah nos diferentes países.


Como vinho de boca um rosé francês de Languedoc, Les hauts de Janeil, 2011 do Domaine Lurton, 60% Syrah e 40% Grenache, GA 12,5%, R$59,00.
Rosé muito gastronômico com aromas de cereja e um fundo de boca refrescante.


1- Achelo 2010
Itália/toscana, Lá Braccesca, 100% Syrah, GA 13,5%
Cor vermelho rubi com reflexos violáceos,muito equilibrado no nariz com leves toques de especiarias e taninos doces e final agradável. R$104,00.

2- Chateau Ste Michelle 2011
USA/Columbia Valley, Chateau Ste Michelle, 97% Syrah 3% Viognier, GA 13,5%
Cor vermelho rubi, no nariz notas de frutas vermelhas compotadas, cravo da Índia e violeta. Equilibrado e frutado.R$108,00.

3-Schild Estate Syraz 2009
Austrália /Barossa Valley, Schild Valley, 100% Syrah, GA 14,5%
Cor Rubi, refinado e complexo com cerejas, amoras,especiarias doces e na boca uma textura cremosa e final maduro e equilibrado.R$137,30.

4- Cortes de Cima 2010
Portugal/Alentejo, Cortes de Cima, 100% Syrah, GA 14%
Cor rubi/violáceo, com aromas de frutos silvestres e paladar denso com taninos do carvalho e final persistente. R$129,60

5- Ventisquero 2010
Chile/Valle de Colchagua, 85% Syrah, 10% Carmenere, 5% Cabernet Sauvignon, GA 14,5%
Cor rubi, aroma elegante com notas de pimenta e canela e expressivo na boca com taninos maduros e longa persistência. R$93,90

O vinho norte americano foi o escolhido da noite, seguido do chileno, italiano, português e australiano.


Para jantar tivemos as opções:: escondidinho de fraldinha com puré de mandioquinha e uma bela pasta ao sugo dentro de um cone de parmesão, tudo isto regado a La Forge Estate Syrah 2011, francês de Languedoc, 100% Syrah! GA 14%. R$68,60.
Credidio e Leila vieram jantar conosco o que deu um toque especial ao nosso encontro.

Um abraço
Vera

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cluvinho - Back to the past

CLUVINHO - ABRIL 2014

LOCAL - LA FRONTERA RESTAURANTE

TEMA - BACK TO THE PAST

Nossa reunião aconteceu no dia 15/04, no mesmo local do mês passado. O tema na verdade foi vinhos do Rhone, acontece que este foi o tema 10 anos atrás (Abril 2004), infelizmente só consegui repetir um mesmo vinho, os outros não estão disponíveis no mercado atual. Todos os vinhos são da importadora Mistral. O Vale do Rhone possue aproximadamente 15 sub-regiões, as castas tintas mais cultivadas  são: Syrah, Grenache, Mouvedre, Carignan e Cinsault e as castas brancas mais cultivadas são: Viognier, Marsanne, Grenache Blanc e Roussanne. O vento Mistral é tipico nesta região.

Abrimos os trabalhos com o Viognier Secret de Famille 2009, um excelente branco, produzido por Paul Jaboulet Aine, da uva Viognier, com vinhedos em Cotes du Rhone e Cotes du Provence, produção e maturação em tanques de aço inox, não passa em barrica, visual de lima da Pérsia, aromas citricos e de mel, na boca elegantérrimo, GA - 13%, R$ 87,29, quem não conhece o vinho é recomendável degustá-lo.



CROZES HERMITAGE EQUIS 2007 - Projeto de Max Grillot, filho do famoso Alain, este tinto foi avaliado pela WS com 90 pontos, é usado barrica de segunda, um corte com predomínio da uva Syrah, visual rubi, aroma de frutas vermelhas, na boca extremamente ácido e piorando ao longo do tempo, GA - 13%, preço R$ 166,85. Devido esta alteração o vinho não foi avaliado.

ST. JOSEPH LE GRAND POMPEE 2006 - Do produtor Paul Jaubolet Aine este tinto, da sub-região St. Joseph, considerado um smart-buy pela WS, é um 100% Syrah, de vinhos antigos e fica de 6 a 9 meses em barril de carvalho, visual rubi claro, aroma de frutas vermelhas, especiarias, tabaco, no paladar um tanino e acidez equilibrado, GA - 13%, R$ 151,38, ficou em terceiro pelo grupo.

COTES DU RHONE PARALLÈLE 45 - 2009 - Este é o único vinho que conseguimos repetir da nossa degustação de 10 anos atrás, produzido por Paul Jaboulet Aine, vinhedos no paralelo 45 norte, ótimo custo/benificio pela WS, um corte de 60% Grenache, 40% Syrah, produzido e maturado em tanques de aco inox, visual rubi, aroma de frutas vermelhas, especiarias, na boca elegante e com taninos suaves, GA - 14%, preco R$ 88,17, alias em 10 anos ele sofreu um aumento de 100% aprox., foi escolhido como o segundo melhor da noite.

GIGONDAS PIERRE AIGUILLE 2009 - Vinho da sub-região Gigondas, vizinho a cidade de Avignon, produtor Paul Jaboulet Aine, com 6 meses em barrica de carvalho, um corte de 80% Grenache, 10% Syrah e 10% Mouvedre, visual rubi claro, aroma de especiarias e na boca um tanino suave e muito elegante, GA - 14,5%, preço R$ 154,47, e foi eleito o melhor da noite.

No jantar foram servidos 2 pratos, o primeiro foi um tagliatelle com tomates picados, manjericão, mussarela de búfala, salsinha e linguica parrillera, acompanhado de um Le Ciboise Luberon 2009, do M. Chapoutier, ótimo custo/beneficio pela WS, um corte de 60% Grenache e 40% Syrah, GA - 14,5%, preço R$ 69,61.
O segundo prato foi uma paleta de leitão com crosta crocante, pure cremoso com farinha de rosca de pão toscano, acompanhado de um Chateau de La Tuillerie Syrah Vieillies Vignes 2007, um corte de 80% Syrah, 20% Grenache, vinhedos de mais de 40 anos em Cotieres de Nimes, 12 meses em carvalho, GA - 14%, preço R$ 61,27.

Posso afirmar que foi tudo espetacular, degustação, vinhos e comida, apenas prejudicada pela primeira amostra de vinho que estava azedado.

Taba

terça-feira, 25 de março de 2014

Vinhos do Breno da Beira Interior

CLUVINHO - MARÇO 2014
LOCAL - LA FRONTERA RESTAURANTE
TEMA - VINHOS DO BRENO DA BEIRA INTERIOR PORTUGAL

A reunião deste mês foi realmente muito boa e dinâmica, já que contamos com a participação do Breno Raigorodsky, o mentor do tema, e fizemos num lugar inusitado, onde se pode comer muito bem com uma boa carta de vinhos.
Abrimos a nossa degustação com OPALO 2008, um branco argentino da casta sauvignon blanc do Vale do Uco e produzido por Maurício Lorca, apesar da safra ser 2008 o vinho parecia ser um 2013, ou seja, nenhuma oxidacão, GA - 12,5%, com um visual de lima da pérsia clara, aromas citricos e ótima acidez, preço R$ 28,00. Podemos afirmar sem nenhuma duvida que é um vinho de espetacular preço/performance.

Todos os vinhos da degustação são produzidos pela Quinta dos Termos da Beira Interior Portugal, bem próximo à Serra da Estrela, região que sofre uma variação climática de -10 C a 45 C ao longo do ano, gerando uma concentração ótima nas castas e grande complexidade. O Breno é o importador dos vinhos.



FORJA DO FERREIRO 2010 - Um vinho simples, bem agradável, de um corte de Rufete, Jaen, Marufo, Tinta Roriz e Touriga Nacional, leva chips de madeira, visual rubi, aroma de frutas vermelhas, taninos leves e muito bom na boca, GA - 13%, preço R$ 35,00, foi o quarto na preferência.

QUINTA DOS TERMOS DOC 2010 - Outro vinho simples do mesmo nivel que o Forja do Ferreiro, muito bom, de um corte de Touriga Nacional, Trincadeira, Jaen e Tinta Roriz, também usa chips de madeira, visual rubi, aroma de frutas vermelhas, bem frutado, muito agradável, GA - 13%, preço R$ 40,00, foi o terceiro na preferência, quase empatado com o Forja.

RESERVA DO PATRÃO 2009 - Um vinho bem potente, tem uma malolática completa, um ano em barricas Allier tosta fina, 2 anos na garrafa,100% Syrah, rubi escuro, aromas de cereja negra e levemente de madeira, na boca encorpado e potente, vinho de guarda, GA - 14%, R$ 75,00, foi o primeiro na preferência.

TALHÃO DA SERRA 2009 - Podemos chamá-lo de um Borgonha português pela leveza e elegância, mas não tem nada de groselha, 100% Rufete, com malolática completa, 2 anos na garrafa e um ano em barrica Allier tosta fina, rubi claro, aroma complexo e na boca leve, taninos suaves e complexo, GA - 13,5%, R$ 70,00, foi segundo na preferência.

No jantar foi servido um maravilhoso Ojo de Bife com purê de batatas rústicas, sobremesa um tomate cereja em calda com queijo Serra da Canastra e tudo regado com o excelente TALHÃO DA SERRA 2009.

Taba

domingo, 23 de março de 2014

Credvinho - Borgonha

CREDVINHO - MARÇO 2014
LOCAL - RESTAURANTE ECULLY
TEMA - BORGONHA





Nosso encontro de março teve como tema "Borgonha"e foi no restaurante Ecully, nome de uma cidade da Borgonha, onde os proprietários trabalharam no restaurante de Paul Bocuse.
Nosso vinho de boca foi um Aligoté, típico da Côte Chalonnaise, região de Bouzeron.
É com este vinho que se prepara o Kir com 2/3 de Aligoté e 1/3 de licor de Cassis. Este vinho foi do Domaine J.J. Confuron, safra 2005. Trata-se uma uva mais fresca que a chardonnay, de corpo médio, maturado em barricas de carvalho, sem filtragem nem colagem.
R$75,00.


Para acompanhar nosso Kir degustamos um gostoso Gougère, pão de queijo francês, típico da região.

Degustamos 4 vinhos do Domaine Bouchard Père et Fils, que sabemos ter pertencido a esta família desde 1731 e vendido a Joseph Henriot em 1995, que tem conseguido elevar o nível de qualidade destes vinhos.


1- Macon-Villages 2011 R$ 83,00
Chardonnay, 13% álcool
Frutado com aromas florais.
Leve, agradável.

2- Pouilly-Fuissé 2011 R$ 143,00
Chardonnay, 13% álcool
Amarelo dourado com reflexos esverdeados, aromas florais e frutados.

3- Côte de Nuits Villages 2009. R$ 155,00
Pinot Noir 13% álcool
Bouquet rico, notas de frutas escuras. Muito perfumado na boca.

4- Beaune du Chateau Premier Cru 2009 R$ 220,00
Pinot Noir. 13,5%
Rubi escuro com reflexos de granada. Intensamente perfumado, bouquet de frutas vermelhas, delicada estrutura.

Nossos preferidos foram o branco Pouilly-Fuissé e o tinto Beaune du Chateau Premier Cru.

Para o jantar tivemos um leitão cozido em baixa temperatura, que foi o campeão da noite, acompanhado com cebolas caramelizadas e agnolotti ao funghi.
Nosso jantar foi regado com um Bouchard Pinot Noir Lá Vigne, 2011, vinho leve e delicado, 100% Pinot, 12,5% álcool! R$ 99,00.

Foi uma noite muito agradável, com muita conversa que durou algumas horas, finalizando com um cafezinho.
Mais um lugar simpático para realizarmos nossos encontros.
Até abril
Vera

quarta-feira, 5 de março de 2014

Castas Brancas Raras Produzidas na Itália

CLUVINHO - FEVEREIRO 2014
LOCAL - GENOVA RESTAURANTE
TEMA - CASTAS BRANCAS RARAS PRODUZIDAS NA ITÁLIA

Este tema nos deu a oportunidade de provarmos vinhos interessantes e de muito boa qualidade, todas as amostras da noite foram importadas pala DECANTER, houve um certo equilibrio nas avaliacões dos dois preferidos e dos dois menos apreciados.



Abrimos a noite com o VILLA MARGON 2007, um excelente branco, com guarda por 8 anos, produzido por Lunelli, este Trentino Superiore DOC é um corte de Chardonnay (80%), Incrocio Manzoni 6.0.13 (10%), Sauvignon Blanc (5%) e Pinot Bianco (5%), é vinificado em tanque de inox e 12 meses em garrafa, GA - 13%, preço R$ 169,50, mas está em oferta no site por R$ 101,70. A casta Incrocio Manzoni é um cruzamento (incrocio) de Riesling e Pinot Bianco, feita pelo enólogo veneto Prof. Manzoni no anos 30, sendo 6 a fila, 0 a vinha e 13 o vinhedo.

MULLER THURGAU ALTO ADIGE 2010 - Este vinho produzido por Elena Walch em tanque de inox, com a casta MULLER THURGAU, esta uva foi criada por Hermann Muller, cruzando a Riesling e a Silvaner em Thurgau na Suica, cor de casca de lima da Persia, aroma citrico e mel, na boca boa acidez e persistencia, GA - 12,5%, preço R$ 82,50, foi o segundo na preferência.

VALCANZJRIA 2010 - Produzido por Gulfi na Sicilia em tanque de inox, este vinho é um corte de CARRICANTE (45%), ALBANELLO (5%) e CHARDONNAY (50%), visual igual em todas as amostras, aroma herbaceo e de favo de mel, na boca ótima acidez, frescor e persistência, GA - 13,5%, preço R$ 117,00, foi o preferido da noite.

SOLE E VENTO 2010 - Produzido por Marco de Bartoli na Sicilia em tanque de inox, este vinho é um corte de GRILLO (50%) e ZIBIBBO (50%), Zibibbo também conhecida como Moscato de Alexandria e Moscato de Pantelleria muito usada em vinhos de sobremesa, esta casta é original do Egito, visual igual as outras, aroma cítrico, na boca boa acidez sem persistência, GA - 12%, preço R$ 119,60, foi o quarto na preferência.

PIETRA NERA 2010 - Tambem produzido por Marco de Bartoli na Sicilia em tanque de inox 2/3 e carvalho francês 1/3, este vinho é 100% ZIBIBBO, na região de Pantelleria, mesmo visual dos anteriores, aroma de favo de mel, na boca uma acidez persistente e agradável, GA - 11,5%, preço R$ 172,90, foi o terceiro na preferência.

O jantar foi um suave risotto de lulas, harmonizado com o vinho GRECHETTO 2012, produzido por Castelo di Magione na Umbria, feito 100% com a uva GRECHETTO, esta casta é a usada nos conhecidos vinhos de Orvieto, passa rapidamente em tanque inox, GA - 13,5%, preço R$ 48,00, excelente custo/benefício.

Taba

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Confraria no Rio

Credídio também faz parte da Confraria Navegantes Etílicos, que se reúne mensalmente no Rio de Janeiro para apreciação de vinhos e muita conversa. Em São Paulo ele degusta com moderação, no Rio ele chuta o pau da barraca. A foto abaixo foi tirada este ano, no Clube Piraquê.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Chablis

CREDVINHO - FEVEREIRO 2014
LOCAL - KYLIX
TEMA - CHABLIS




Nossa primeira degustação de 2014 foi realizada na Kylix e o tema foi "Chablis".
Iniciamos nossa noite com um chardonnay da Austrália para constatarmos a influência dos diferentes terroirs nesta cepa tão versátil.




Passamos então aos 4 Chablis, sendo um Petit Chablis, Chablis, Premier Cru e Grand Cru.
Silvia nos falou sobre os vinhos Chablis, suas classificações e características e Eliza comentou os vinhos, concluindo que o Chablis escolhido estava bouchonné. Sentimos perder um dos vinhos, mas ao mesmo tempo foi interessante tomarmos consciência do que este fenômeno significa, pois muitos dos confrades não haviam tido esta experiência anteriormente. Lembramos que um vinho se torna bouchonné devido ao uso de cloro para higienizaçao durante o processo de vinificação, seja dos utensílios ou da própria garrafa. Ocorre o desenvolvimento de um fungo que atinge sobretudo a rolha de cortiça podendo ou não atingir o vinho.Vamos aos vinhos:

Vinho de boca: Down Under 2012 Chardonnay, Austrália
Produtor: Bill  Calabria
13% álcool
Estágio 6 meses em carvalho frances
Cor palha dourado,aromas de pêssegos melão maduro.
Equilibrado,longo e refrescante
R$ 46,90

Petit Chablis: Alberto Bichot 2011
AOC Petit Chablis
12% álcool
Estágio 6 meses em inox sur lie
Cor amarelo claro com reflexos esverdeados, notas de maçã, limão e mineralidade
Na boca é redondo com boa persistência
R$ 89,00

Chablis: Les mourettes. 2012
Maison Francois Martenot
AOC Chablis
12% álcool
Estágio inox sur lie
R$ 175,00
Bouchonné

Premier Cru: Vau Ligneau Vieilles Vignes 2009
Alain Geoffroy
AOC Chablis Premier Cru
13% álcool
Estágio inox sur lie
Coloração palha cristalina com reflexos esverdeados.Profunda delicadeza
No olfato de cítricos, flor de laranjeira e caramelo toffee. Volumoso na boca
e persistente.
R$ 203,70

Grand Cru: Les Clos. 2006
Domaine Laroche
AOC Chablis Grand Cru
13% álcool
Estágio 9 meses sendo 30% em barricas de carvalho francês e 70%
Em inox sur lie.
Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Aroma fresco e intenso com notas cítricas e florais.
Bem estruturado e potente.
R$ 547,00

Jantar: Pasquine Desvignes Bourgogne Pinot Noir 2011
AOC Bourgogne
12,5%. Álcool
Cor rubi, aroma frutado,sabor limpo e equilibrado.
R$ 62,90

Menu: Truta com purê de mandioquinha
Oriquete com tomate fresco, abobrinha grelhada e mozarela de búfala.


A nossa escolha seguiu a própria classificação dos Chablis sendo que o Chablis bouchonné foi classificado em quarto lugar, deixando o terceiro lugar para o Petit Chablis que teve um upgrade merecido.
Uma noite agradável e bastante proveitosa
Até março.
Vera


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Castas italianas produzidas no Brasil

CLUVINHO - JANEIRO 2014

LOCAL - GENOVA RESTAURANTE

TEMA - CASTAS ITALIANAS PRODUZIDAS NO BRASIL

Este tema foi escolhido pelo nosso Grão Mestre Chefe Credídio, e a nossa reunião ocorreu em 21/01. Foi um tema muito interessante e alguns vinhos foram uma grande surpresa e houve um equilíbrio muito grande na escolha dos melhores, a pontuação ficou muito próxima, o que provou que gosto não se discute quando há uma diferença entre as amostras.





O vinho de abertura foi o PEVERELLA CATTACINI 2011, a casta Peverella foi a primeira variedade branca a desembarcar no Brasil no fim do século XIX e nos anos 40 era a principal uva banca produzida no Brasil, hoje por motivos econômicos somente a Vinícola Cattacini produz graças a uma parceria com a Vinícola Salvati & Serena. Esta casta esta extinta na Itália. Um vinho que passa um mês em barrica e carvalho e dois meses em garrafa nas caves climatizadas, produzida no Vale dos Vinhedos, com GA - 11,5%, toques de maçã, pera e banana, vinho de baixa acidez, coloração dourada, com média persistência, agradável na boca, valeu a experiência, preço R$ 53,00.



SINGULAR LIDIO CARRARO NEBBIOLO 2009 - Produzido em Encruzilhada do Sul, visual cor de pitanga, clarete, bem diferente da Nebbiolo produzida na Itália que é 28ª uva em plantio na Itália, aroma de cana de açucar, na boca não apresentou os taninos típicos da casta e teve uma persistência média, GA - 14%, preço R$ 310,00, foi o primeiro na preferência, o custo/beneficio não agradou.

MONTEPULCIANO PANIZZON 2011 - Produzido em Flores da Cunha, Montepulciano é segunda casta mais plantada na Itália, cor rubi, aroma de amoras, na boca média persistência, mas lembra a casta produzida na Itália, GA - 13%, preço R$ 21,00, foi o segundo na preferência, ótimo custo/beneficio.

ANGHEBEN BARBERA 2008 - Produzido em Encruzilhada do Sul, esta é 6ª casta em plantio na Itália, visual rubi fosco, aroma de especiarias e pimenta, na boca boa persistência e acidez equilibrada, GA - 13%, preço R$ 46,00, foi o terceiro na preferência, ótimo custo/beneficio.

ANGHEBEN BARBERA 2008 - Produzido em Encruzilhada do Sul, esta é 6ª casta em plantio na Itália, visual rubi fosco, aroma de especiarias e pimenta, na boca boa persistência e acidez equilibrada, GA - 13%, preço R$ 46,00, foi o terceiro na preferência, ótimo custo/beneficio.

DON LAURINDO ANCELOTTA 2007 - Produzida no Vale dos Vinhedos, é 33o. casta em plantio na Itália, visual rubi, aroma não se presentou, na boca pouca expressão, GA - 12%, preço R$ 56,00, foi o quarto na preferência.

O jantar foi um fusili de grano duro com tomate, berinjela e ricota regado pelo ótimo ANGHEBEN TEROLDEGO 2008, para mim o melhor vinho da noite e tudo isto acompanhado do calor humano do João Gianesi.


Tudo isto aconteceu porque foi o encontro de duas pessoas que nasceram na mesma cidade na Itália com populacão de 500 pessoas, só que uma veio para o Brasil pequena e outra mora ainda lá e vieram se encontrar na nossa reunião. Auguri, Romano i Ettore.

Taba

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