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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Merlot e blends italianos


Credvinho – 21/11/2012 / Tema: Merlot e blends italianos

Esta reunião foi realizada no restaurante Genova do amigo João Gianesi e com a ótima condução da degustação feita pelo sommelier Max Cohn com o suporte da Claudia Morgado ambos da Interfood.


Para preparar nossas bocas para a degustação começamos com um espumante da região italiana de Friuli: o Prosecco da vinícola Fantinel. Ele se encaixa na categoria Extra-Dry e se apresentou como um vinho extremamente elegante e refrescante, com seu açúcar residual muito bem equilibrado com sua acidez e álcool. Preço R$68,90 na Interfood.


Os vinhos da degustação estão listados abaixo e estão na ordem em que foram servidos, e sua colocação escrita na descrição.

1 – Planeta Merlot, safra 2006. Um 100% Merlot da ilha da Sicília, com estágio de 12 meses em barris de carvalho francês, sendo 30% novos. 14,5% de álcool. Apesar de receber comparativamente apenas a 4ª colocação as impressões gerais foram boas: inicialmente fechado, foi aos poucos se revelando e apesar da média-baixa intensidade aromática mostrou uma fruta de ótima qualidade (morango e framboesa) em forma de geléia. Ótimo equilíbrio entre seus elementos (álcool, acidez e taninos, sendo estes extremamente delicados). Bom exemplar da uva Merlot. Preço: R$161,90 na Interfood.

2 – Rivarossa 2008. Um corte “bordalês”, da região de Friuli, com 50% de Merlot, 25% de Cabernet Franc e 25% de Cabernet Sauvignon da vinícola “Schiopetto” (Mario Schiopetto é considerado o pai da enologia moderna na região de Friuli. Foi o primeiro enólogo a descartar os tanques de madeira...). Primeiro colocado! Mostrou-se forte desde o início, com boa intensidade aromática. No início a madeira claramente dominava (serragem e notas amendoadas) e lentamente uma fruta vermelha apareceu. Na boca o equilíbrio foi perfeito, apesar dos 15% de álcool. Mesmo depois de todo tempo que ele respirou, ainda não conseguiu se exibir por completo! Preço: R$136,90 na Interfood.

3 – Poggio Al Tesoro Mediterra Toscana IGT, safra 2008 – Um corte da Toscana (40% Syrah, 30% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon). 14% de álcool. Inicialmente fechado. O aroma começou então a aparecer. Não muito bem definido. Sentiu-se nele uma nota “balsâmica”, que talvez possa ser confundida com um toque de oxidação. Na boca apresentou um equilíbrio razoável (uma pequena ponta de álcool sobrava). Ele foi o terceiro colocado. Preço: R$98,00 na Gran Cru.

4 - Nottola IGT Rosso Anterivo, safra 2008. Um “super-toscano”, feito com 50% Sangiovese e 50% Merlot. 14,5% de álcool. Inicialmente fechado. Aos poucos começou a se mostrar. Notas minerais apareceram antes mesmo da fruta. A madeira estava muito bem colocada (notas de caramelo). A fruta também apareceu, porém discreta. Na boca a textura chamou a atenção: Os taninos estavam presentes em grande quantidade, porém muito finos. Esta combinação deu a impressão de um “veludo”, muito interessante. A persistência foi muito boa. Talvez mais tempo na taça fosse fazê-lo melhorar ainda mais! Ele foi o segundo colocado na classificação geral. Preço: R$190,00 na Gran Cru.

Daí partimos para a “comidinha” muito apreciada por todos: um belo risoto de Funghi que foi muito bem harmonizado com um Chateau Marjosse, safra 2007. Um típico Bordeaux (corte bordalês), de corpo médio, boa quantidade de madeira e com notas defumadas. 13,5% de álcool. Preço do vinho: R$110,90 na Interfood.

A reunião foi toda muito agradável e o grande senão da noite foi que nosso chefe Credidio não pode estar presente, devido a uma leve cirurgia que começou no mesmo horário de nossa degustação. Nesse instante o grupo todo enviou fluidos positivos merlófilos (devido ao tema merlot da reunião) ao nosso amado guru, que com certeza estará abrilhantando o nosso próximo Credvinho.

Abraço a todos e até o mês de dezembro.
Jair Rodriguez


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