In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Espumantes e Champagne


Queridos amigos do Credivinho,

Encerramos nosso ano com uma bela degustação de espumantes e Champagne, seguida de um maravilhoso jantar que Eduardo, da Grand Cru , nos preparou.
Tivemos um pouco de tudo.



1- Prosecco Rughieri Justino R 110,00
Muito equilibrado, com boa perlage e persistência.

2- Crémant de Bourgogne
Amiot Guy Rosé R$ 78,40
Bela cor, limpidez, persistência media e pouca perlage.

3-Champagne Gosset
Grand Reserve RP 91. R$ 290,00
Boa perlage , límpida, boa intensidade e persistência.

4- Espumante Valmarino & Churchill
Bento Gonçalves. R$ 72,00

O grupo escolheu o Champagne como seu favorito, sendo o Prosecco o segundo colocado, seguido do Crémant e do espumante nacional.

Nosso jantar foi badejo com lulas recheadas de ovas e risoto de camarão.
Tudo isto regado a uma cava Castellroig Brut da Finca Sabaté i Coca.
Bom demais¡!!!!!!!!

Encerramos o ano comme il faut.
Que bom que no ano que vem tem mais!

Espero que todos tenham tido um Natal muito alegre e de muita Paz e que 2013 traga coisas boas para todos.! (Mariana nasce em março).

Um beijo carinhoso a todos estes amigos que me são muito queridos,

Vera

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Itália Adriática

DICA DO TABA

No dia 15/09/2012 viajei para Itália Adriática de Norte a Sul, passando pelas províncias da Emilia-Romagna, Marche, San Marino, Abruzzo, Molise e Puglia. Sem falar nas esticadinhas até Umbria, Basilicata e Lombardia. As outras duas províncias adriáticas, Veneto e Friuli, já havia conhecido em outra viagem. A maior riqueza destas cidades foi a diversidade e beleza entre elas e isto se tornou melhor quando eu decidi visitar vinícolas em distintas regiões.

A primeira foi a ENIO OTTAVIANI, perto de Rimini na Emilia-Romagna, uma vinícola familiar, mas com um cuidado especial na elaboração dos vinhos. O grande destaque é o branco Clemente I Gold, um corte de Riesling 40%, Sauvignon Blanc 30% e Pagadebit 30%, GA - 13% encorpado, e o tinto Sole Rosso, um varietal Sangiovese di Romagna 100%, 15 a 18 meses em barrica, GA - 13,5% encorpado de longa persistência. A grande joia é o Passito Alfiere, com aromas de mel, pessego e lichia, GA - 13%, 12 meses em carvalho, simplesmente fantástico.

No dia 22/09 foi o dia da visita, onde fomos agraciados com um almoço ao lado das vinhas com as "mamas" preparando o almoço para 30 pessoas com pasta e frutos do mar e vários peixes na grelha entre eles a trilha e o aliche fresco, que é abundante naquela costa, sem falar nos figos colhidos na hora. Aqui estão algumas fotos e meus agradecimentos ao Massimo e a maravilhosa familia Ottaviani pela recepção.

 


No dia 27/09 fomos a Ortona (Abruzzo), perto de Pescara e visitamos a vinícola FARNESE, a holding de um grande grupo de produtores de vinho em diversas regiões da Itália. Lá fomos recebido pela Giorgia, que nos apresentou à Stenia, que foi a pessoa que nos acompanhou durante a visita. Este local é o escritório principal da Farnese e é onde eles recebem os clientes. Depois de uma belíssima explanação feita pela Stenia, iniciamos a melhor parte, que foi a degustação dos seguintes vinhos:

  • Farnese Cerasuolo d'Abruzzo Rose(*), 
  • Casale Vecchio Passerina(uva)(branco ótimo), 
  • Casale Vecchio Cococciola (uva)(branco maravilhoso), 
  • Casale Vecchio Pecorino(uva)(branco)(*), 
  • Casale Vecchio Montepulciano d'Abruzzo(*), 
  • Farnese Montepulciano d'Abruzzo DOCG (*), 
  • Opi Montepulciano d'Abruzzo DOCG (*), 
  • Edizione Cinque Autoctoni (*), 
  • Taurasi Vesevo de uma vinicola do grupo na Campanha ( muito bom) e 
  • Piano del Serro um Aglianico de Vulture de uma vinícola do grupo na Basilicata (espetacular).

Depois deste paraíso de degustação a Stenia nos indicou o restaurante PANE E TULIPANI em Pescara, na verdade um local fechado, para comermos ARROSTICINI, uma tipica comida abruzzese que são espetinhos de diversos tipos.

(*) Vinhos que podem ser encontrados na World Wine (procure a Agda na rua Amauri)

No dia 05/10 já na região da Puglia fomos visitar a vinícola SAN MARZANO localizada em San Marzano di San Giuseppe, próximo a Taranto, uma importante cidade da Puglia. A visita foi acertada com a Valentina, porém o nosso acompanhante foi o Ângelo, que logo no inicio nos apresentou ao presidente o Sr. Francesco. Esta vinícola me deixou muito impressionado pelas modernas instalações feitas em 1998, que após a vinificação feita em cilindros deitados com moderníssimo controle de temperatura é jogado por gravidade a 40 metros de profundidade que mantem a temperatura a 14 graus durante o ano todo, onde se da a continuidade do processo até o engarrafamento. São 1065 pequenos agricultores produzindo as uvas, com apoio técnico da SAN MARZANO, que é uma empresa do grupo FARNESE. A LUCARELLI também é do grupo em Terre di Sava, e produz o maravilhoso PAZZIA (Primitivo de Manduria).





A SAN MARZANO produz 14 milhões de litros/ano de vinho, engarrafam 7.000 garrafas por hora, 4.000 litros em barrica, numa foto que parece que estou num laboratório é apenas a sala de degustação.

 



Degustamos dois brancos, um Verdeca, vinho com uma acidez acentuada, mas muito agradável com frutos do mar. O outro um Fiano muito fresco e elegante também autóctone. Três tintos espetaculares; o Sessentanni, conhecido também como o Amarone da Puglia, um Primitivo da Manduria que dispensa qualquer comentário, produção de 200 mil garrafas; o "F", um negroamaro batizado como F (por não terem o nome escolhido colocaram F de Farnese na barrica e assim ficou), 6 meses em barrica francesa e 6 meses em barrica do Cáucaso, como o Sessentanni, e finalmente um passito da casta Aleatico e chamado de Liatico no dialeto, que passou a ser o nome do vinho com GA - 12%. Esta casta é conhecida no Chile como Moscatel vermelha, espetacular. Estes três tintos podem ser encontrados também na World Wine.

Já estou morrendo de saudades.

Taba

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Península Ibérica


DATA - 22/11/2012
LOCAL - RESTAURANTE DA TERRINHA
TEMA - PENINSULA IBÉRICA

Este mês foi uma reunião diferente por vários aspectos, todos confirmaram presença exceto o emérito presidente, foi de apenas um importador BAID' n HER, e em um restaurante português muito agradável e ótimo, e os vinhos portugueses de apenas um produtor.

Para iniciar degustamos um maravilhoso espumante reserva português do Douro - Peso da Régua, do produtor Quinta Dona Leonor, dois exemplares maravilhosos um 2003 e outro 2007. A amostra 2003 um bruto sedoso, com zero oxidação, elegante e muito agradável, o 2007 também de uma qualidade superior, mas, no final deixava aquela característica de um bruto com elegância, preço R$ 80,00, ambos produzidos pelo método clássico.



1) QUINTA DONA LEONOR COLHEITA 2009 - Um tinto com um corte característico do Douro (Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca), 6 meses em barricas de carvalho, com visual rubi, com aromas de frutas vermelhas e complexo, na boca com acidez marcante e persistente, GA - 13,5%, preço R$ 42,00, ficou em terceiro na preferência do grupo.

2) QUINTA DONA LEONOR RESERVA 2007 - Tinto do mesmo corte do Colheita, 10 meses em barrica de carvalho, visual rubi, aroma de compota de frutas vermelhas, na boca com final forte de cereja/ginja lembrando um Peter Hering, com taninos equilibrados, GA - 13,5%, preço R$ 65,00, foi o segundo da preferido da grupo.

3) HACIENDA ALBAE SELECCION TINTO 60/40 2007- Um tinto espanhol da Hacienda Albae de Castilla La Mancha, um corte de 60% de Cabernet Sauvignon e 40% Merlot, um típico corte bordalês, repousa 15 meses em barrica de carvalho, visual grená, com aroma de cana de açúcar, na boca um pouco tânico, o que vai dar uma boa longevidade, mas excelente, GA - 15,5%, preço R$ 80,00, foi o preferido da noite.

4) QUINTA DONA LEONOR GRANDE RESERVA 2005 - Um vinho com grande potencial de guarda, o mesmo corte dos outros da quinta, 12 meses em barrica, visual grená, no nariz fechado e complexo, na boca denso e tânico, GA - 14%, preço R$ 80,00, foi classificado em quarto lugar por não estar pronto, comparado com as outras amostras da noite.



No jantar foi servido um maravilhoso pastel de bacalhau (recomendo), além de um ótimo bolinho de bacalhau e o jantar uma fantástica posta de Bacalhau com migas, acompanhado de um tinto verde Plainas da Casa Santa Eulália de R$ 27,00. A noite foi fechada com um brandy Grande Duque de Alba Solera de 40% de GA de Jerez de la Fronteira, ainda sem preço.

Agradecimentos ao Norberto do restaurante Da Terrinha e ao Moyses da Baid'n Her.

Taba

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Merlot e blends italianos


Credvinho – 21/11/2012 / Tema: Merlot e blends italianos

Esta reunião foi realizada no restaurante Genova do amigo João Gianesi e com a ótima condução da degustação feita pelo sommelier Max Cohn com o suporte da Claudia Morgado ambos da Interfood.


Para preparar nossas bocas para a degustação começamos com um espumante da região italiana de Friuli: o Prosecco da vinícola Fantinel. Ele se encaixa na categoria Extra-Dry e se apresentou como um vinho extremamente elegante e refrescante, com seu açúcar residual muito bem equilibrado com sua acidez e álcool. Preço R$68,90 na Interfood.


Os vinhos da degustação estão listados abaixo e estão na ordem em que foram servidos, e sua colocação escrita na descrição.

1 – Planeta Merlot, safra 2006. Um 100% Merlot da ilha da Sicília, com estágio de 12 meses em barris de carvalho francês, sendo 30% novos. 14,5% de álcool. Apesar de receber comparativamente apenas a 4ª colocação as impressões gerais foram boas: inicialmente fechado, foi aos poucos se revelando e apesar da média-baixa intensidade aromática mostrou uma fruta de ótima qualidade (morango e framboesa) em forma de geléia. Ótimo equilíbrio entre seus elementos (álcool, acidez e taninos, sendo estes extremamente delicados). Bom exemplar da uva Merlot. Preço: R$161,90 na Interfood.

2 – Rivarossa 2008. Um corte “bordalês”, da região de Friuli, com 50% de Merlot, 25% de Cabernet Franc e 25% de Cabernet Sauvignon da vinícola “Schiopetto” (Mario Schiopetto é considerado o pai da enologia moderna na região de Friuli. Foi o primeiro enólogo a descartar os tanques de madeira...). Primeiro colocado! Mostrou-se forte desde o início, com boa intensidade aromática. No início a madeira claramente dominava (serragem e notas amendoadas) e lentamente uma fruta vermelha apareceu. Na boca o equilíbrio foi perfeito, apesar dos 15% de álcool. Mesmo depois de todo tempo que ele respirou, ainda não conseguiu se exibir por completo! Preço: R$136,90 na Interfood.

3 – Poggio Al Tesoro Mediterra Toscana IGT, safra 2008 – Um corte da Toscana (40% Syrah, 30% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon). 14% de álcool. Inicialmente fechado. O aroma começou então a aparecer. Não muito bem definido. Sentiu-se nele uma nota “balsâmica”, que talvez possa ser confundida com um toque de oxidação. Na boca apresentou um equilíbrio razoável (uma pequena ponta de álcool sobrava). Ele foi o terceiro colocado. Preço: R$98,00 na Gran Cru.

4 - Nottola IGT Rosso Anterivo, safra 2008. Um “super-toscano”, feito com 50% Sangiovese e 50% Merlot. 14,5% de álcool. Inicialmente fechado. Aos poucos começou a se mostrar. Notas minerais apareceram antes mesmo da fruta. A madeira estava muito bem colocada (notas de caramelo). A fruta também apareceu, porém discreta. Na boca a textura chamou a atenção: Os taninos estavam presentes em grande quantidade, porém muito finos. Esta combinação deu a impressão de um “veludo”, muito interessante. A persistência foi muito boa. Talvez mais tempo na taça fosse fazê-lo melhorar ainda mais! Ele foi o segundo colocado na classificação geral. Preço: R$190,00 na Gran Cru.

Daí partimos para a “comidinha” muito apreciada por todos: um belo risoto de Funghi que foi muito bem harmonizado com um Chateau Marjosse, safra 2007. Um típico Bordeaux (corte bordalês), de corpo médio, boa quantidade de madeira e com notas defumadas. 13,5% de álcool. Preço do vinho: R$110,90 na Interfood.

A reunião foi toda muito agradável e o grande senão da noite foi que nosso chefe Credidio não pode estar presente, devido a uma leve cirurgia que começou no mesmo horário de nossa degustação. Nesse instante o grupo todo enviou fluidos positivos merlófilos (devido ao tema merlot da reunião) ao nosso amado guru, que com certeza estará abrilhantando o nosso próximo Credvinho.

Abraço a todos e até o mês de dezembro.
Jair Rodriguez


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vinhos da Borgonha II - Cluvinho outubro


DATA - 18/10/2012
LOCAL - VILLE DU VIN MOEMA
TEMA - TINTOS BORGONHA II



Esta casa muito agradável, sendo que um dos sócios, Marcos Soffiato, foi quem nos ajudou a formar esta confraria há quase 13 anos. Desta vez, o tema versou sobre os PINOT NOIR, mas com uma pegadinha feita pelo presidente. Para iniciar abrimos um ótimo branco, que no caso foi um CHABLIS LABAUME 2010, com GA - 12,5%, preço R$ 123,00. Para mim o melhor da noite, pois dificilmente eu encontro um Pinot Noir que me agrada.


ANTONIN RODET 2009 - Este vinho, da região de Mercurey, com GA - 13%, é importado pela World Wine, cor tipica, no nariz toques de menta e na boca se mostrou um pouco desequilibrado, preço R$ 73,00, ficou em quarto na preferência do grupo.

MARCHESE LEOPOLDO 2009 - Este vinho do Piemonte - Itália, foi a pegadinha. Um Pinot Noir ou Pinot Nero, com GA - 13,5%, é importado pela Winebrand, cor típica, no nariz toques de menta, frutas, na boca um pouco tânico, bom sinal que mostra que terá uma certa longevidade, mas muito equilibrado, preço R$ 165,00, foi o preferido do grupo.

LABAUME NUITS-ST-GEORGES 2008 - O próprio nome já indica a sub-região deste Borgonha, com GA - 13%, é importado pela Rubywines, cor característica, aromas de menta, na boca com taninos suave, equilibrado, preço R$ 283,00, ficou em segundo.

LABAUME GEVREY CHAMBERTIN 2008 - O nome indica a sub-região deste Borgonha, com GA - 13%, importado pela Rubywines, cor típica, no nariz estava difícil de definir um aroma, levemente frutado, tânico, preço R$ 283,00, ficou em terceiro.

os vinhos da degustação

O jantar foi servido um ravioli com pesto de manjericão cremoso e acompanhou o Pinot Noir da Salentein - Argentina

Taba

domingo, 21 de outubro de 2012

Côtes du Rhône - Credvinho outubro


Inovamos no local e fizemos nossa reunião no Ville du Vin, muito agradável, eficiente e nossa comidinha estava uma delícia.
Nesta noite estávamos todos muito falantes e alegres. Acho que os responsáveis por tanta euforia sejam o julgamento do mensalão ou talvez a novela Avenida Brasil.!!!!!

Nosso chefe Credidio comandou nossa degustação e nos fez rir muito.
Nosso tema foi Côtes du Rhône.

Como vinho de boca tomamos um Clairette de Dieu muito apreciado por todos. Espumante feito de uma única fermentação, com residual de açúcar da cepa Muscat.
Eu pessoalmente havia comprado este Clairettte no Le Tire Bouchon, e Jean, o proprietário. disse ser difícil encontrá-lo e, que na época, era vendido a R$115,00.

O primeiro vinho foi um Crozes Hermitage do produtor Vidal-Fleury, vinícola mais antiga do Rhône.Vinho 100% syrah, com longa maceração e amadurecimento em carvalho por 6 meses.Teor alcoólico de 13%, safra 2009 e 91 RP. R$125,00.


O segundo vinho foi da mesma vinícola (Brune et Blonde) sendo 95% syrah e 5% viognier.
Uvas colhidas manualmente, maceraçao longa, amadurecimento em carvalho por 48 meses.Teor alcoólico de 13%, safra 2005, RP 89. R$395,00.

O terceiro vinho foi da vinícola Brunier, Domaine La Roquète, AOC Chateauneuf du Pape, 70% grenache noir, 20% syrah e 10% mouvedre.
As uvas são colhidas manualmente, videiras de 45 anos, e fermentação controlada durante 30 dias. Maturação em 2 etapas sendo a primeira em tanque de Madeira por 10 meses e a segunda em carvalho.O vinho é engarrafado sem filtragem.
RP 91, teor alcoólico 14,5% e safra 2009 R$268,00.

O quarto vinho foi uma reserva Perrin, 60% grenache noir, 20% mouvedre e 20% syrah.
Vinho intenso, estruturado e elegante.Foi ele o nosso preferido da noite.
Teor alcoólico 13% , safra 2009, RP 88, R$73,00
Boa relação custo/beneficio!

Nossa escolha foi: 4 1 2 3.


Nosso jantar foi uma deliciosa pasta acompanhada de um vinho australiano Down Under Syrah 2010 que apresentou muitos aromas de especiarias e taninos macios. R$39,90.
Cafezinho e cama.

Até novembro.
Uma abraço, Vera

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vinhos do Juan - Cluvinho e Credvinho Set 2012


Nosso encontro de setembro teve, como todos os anos, Juan como protagonista. Contamos com a presença de Helena Mayor, diretora da Vinícola Sumarroca, de Penedès, Espanha. Esta empresa é proprietária de 403 hectares de vinhedos e a qualidade de seus produtos premiou-a com a outorga de ISO 9001.

Helena Mayor e a presença feminina na degustação

Credídio, Juan e uma vista geral das mesas

Ela nos apresentou como "boca" 2 cavas :
  • Cava Sumarroca Brut reserva R$79,00
  • Cava Sumarroca Brut rosado R$99,00
As cavas foram apreciadas por todos.

Começamos, então, nossa degustação com 4 tintos:

1- La Tribo
Bodegas Angosto /Valência
Uvas- monastrell, garnacha, syrah
Vinho que acompanha bem massas, pizza e racletes
R$60,00

2- Villa Campa Roble
D.O. Ribeira del Duero
Este vinho permanece 6 meses em toneis franceses de primeiro uso.
Uvas: Tempranillo 90%, Cabernet Sauvignon 10%
R$89,00

3-Gouguenheim Flores Blend
Argentina
50% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 20% Bonarda
R$99,00

4- Seis Quintas
D.O.C. Douro
Touriga Nacional 68%, Tinta Roriz 17%, Touriga Franca 15%
Cada casta é fermentada separadamente.
R$120,00

O escolhido da noite foi o Português Seis Quintas, de cor vermelho cereja profundo e na boca uma acidez perfeita, equilibrado e bastante frutado.

Nosso polpetone foi acompanhado de mais um vinho Sumarroca :
El Codal
D.O. Penedes, Catalunha
Tempranillo 38%, Syrah 34%, Merlot 28%
Vinho fresco, suave, e untuoso com uma concentração de aromas de frutos maduros.
R$52,00

Nesta noite nosso grupo completou 30 enófilos .
Boas vindas à Silvia ao Credvinho e esperamos que seu marido Beto tenha apreciado nossa reunião e dado bola branca para Silvia.
Até outubro.

Abraços
Vera

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vinhos Tintos do Douro - Cluvinho agosto 2012

DATA - 16/08/2012
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - VINHOS TINTOS DO DOURO (Escolha do confrade Gomide) 

Bem a região do DOURO em Portugal dispensa qualquer comentário, apenas que os vinhos desta degustação possuem notas acima de 93 pontos na WS, portanto vinhos muito nivelados. Abrimos com um excelente branco do DOURO, Quinta da Romaneira 2009, corte de Malvasia Fina e Gouveia, com GA-13%, em oferta na Grand Cru de R$ 85,00 por R$ 51,00, considero uma excelente compra, no nariz toques de anis, na boca agradável e com personalidade. 

QUINTA DO CRASTO VINHAS VELHAS 2008 - Um DOC, com nota 93 na WS, importadora é a Qualimpor, cor rubi intenso, no nariz cereja, mineral e frutas vermelhas, na boca ainda com taninos e acidez marcantes, ou seja, ainda terá uma vida longa,GA - 14%, R$ 192,00 e foi escolhida em quarto lugar. 

QUINTA DA ROMANEIRA 2007 - Um vinho prontissimo, um DOC, com 94 pontos na WS, importado pela Grand Cru, cor rubi, aromas de café, compota de frutas vermelhas, na boca uma acidez presente, ótimo retrogosto de Ginja, GA - 13,5%, de R$ 290,00 por R$ 156,00 e foi escolhido como o numero um da noite. 

QUINTA DO VALLADO TOURIGA NACIONAL 2009 - Ainda um pouco novo, mas um tremendo vinho, 95 pontos na WS, repetindo a nota da safra 2008, importado pela RJU de Santa Catarina, a Ville du Vin vende o exemplar, cor rubi intenso, aroma de frutas vermelhas, na boca muita fruta e boa acidez, GA - 14%, R$ 136,00 e foi eleito o segundo melhor da noite. 

QUINTA DO NOVAL 2005 - Um DOC, com 93 pontos na WS, importado pela Grand Cru, cor rubi, aromas de cereja negra, carne seca, na boca frutas vermelhas e ainda com taninos marcantes, apesar da safra, isto ainda lhe dará mais um bom tempo de guarda, GA - 13,5%, R$ 290,00 e foi escolhido o terceiro da noite. 

O jantar novamente espetacular, as opções foram um risoto de ossobuco ou uma costela de porco caramelizada com limão siciliano e mel, e um ótimo vinho do DOURO, do produtor Quinta Nova, o vinho foi o Colheita 2009, RP - 88 pontos, R$ 66,00, um corte de Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Cão, GA - 14%. 

Taba

domingo, 19 de agosto de 2012

Sangiovese - Credvinho agosto 2012



Nosso tema de agosto foi sobre a cepa Sangiovese, ícone da Itália, da Itália central, da Toscana, de Chianti e Brunello! Nos reunimos no Gênova, que, mesmo sem João que estava pescando, mas super bem representado por sua esposa (Tere), tivemos uma noite especial que agradou a todos.

Apreciamos os vinhos escolhidos por Jair e Credídio, as entradinhas e o jantar que estavam muito bons e nossa degustação foi ilustrada pela seção mais didática preparada por mim e complementada pelo gingado de sempre do Credídio que dá um sabor especial às reuniões.

Como entrada tivemos um Vernaccia di San Gimignano de 2009 do produtor Fontaleoni (R$73,43) que agradou a todos por ser um vinho leve, seco, com suaves aromas de violeta e amêndoa.

Degustamos:

1- Rosso de Montepulciano, ou Vino Noble di Montepulciano, tendo Poliziano como produtor, safra 2009 e 70% de Sangiovese (prugnole gentile). R$ 91,34.

2-Rubesco da Umbria, do famoso produtor Lungarotti, safra 2008, 70%
Sangiovese e 30% Canaiolo. R$ 99,30.

3-Fèlsina Chianti Clássico do produtor Fèlsina, safra 2008 e 100% Sangiovese. R$ 159,00.

4-Rosso de Montalcino Ginestreto do produtor Fuligni, safra 2008 e 100% Sangiovese. R$133,13.

Nosso belo jantar foi regado a um fetuccine ao funghi muito bem acompanhado com um Rosso Piceno da região de Marche (Spinetoli) do produtor Saladino Pilastri, safra 2009, 70% Sangiovese e 30% Canaiolo, fez deste vinho uma bela relação custo/beneficio.



O vencedor da noite foi o Rosso de Montalcino seguido do Rosso de Montepulciano, Rubesco e Chianti clássico.

Apesar do Chianti Clássico ser um vinho apreciado pelos importantes personagens da Itália desde os idos de 1800 ele não foi o nosso escolhido da noite.Quem sabe uma outra vez ??????

Mais uma noite agradável se foi e muitas outras virão.
Um grande abraço a todos,
Vera

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vinhos Verdes da Casa Santa Eulália - Cluvinho

DATA - 19/07/2012

LOCAL - GENOVA RESTAURANTE

TEMA - VINHOS VERDES DA CASA SANTA EULÁLIA



 A Casa Santa Eulália, fundada no sec. XVII, situa-se em Atei, no concelho de Mondim de Basto, em plena região dos vinhos verdes, com 38 hectares de vinha. Iniciamos com um excelente Rosé da linha Plainas, que é um corte das castas Vinhão e Padeiro Basto, aroma bem frutado, levíssimo, muito fácil de ser apreciado e muito elegante para ser tomado como entrada junto com canapés de peixe ou carne, safra 2010, GA - 10%, preço R$ 27,00

ALVARINHO SUPERIOR - Da linha Casa Santa Eulália, da região do Minho, casta Alvarinho, de cor dourada oliva, aroma de frutas cristalizadas, na boca ótima acidez com toques de mel, elegante e com muita personalidade, safra 2010, GA - 13%,
 preço R$39,00, mas na preferência ficou em quarto.

 PLAINAS BRANCO - Os vinhedos estão em Basto, este vinho é um corte de Azal e Arinto, cor lima da Pérsia, aromas cítricos, mineral, enxofre e toques de arruda, maravilhosa acidez, fresco e muito agradável para acompanhar frutos do mar, safra 2010,
 GA- 12%, preço R$ 27,00, ficou em segundo na preferência do grupo.

 ALVARINHO TRAJADURA - Da linha Casa Santa Eulália, da região do Minho, casta Alvarinho, cor lima da Pérsia clara, aromas herbáceos, muito elegante e com personalidade, porem muito delicado, safra 2010, GA - 12,5%, preço R$ 32,00, este o vinho foi o preferido do grupo, quase unânime.

SUPERIOR AVESSO - Da linha Casa Santa Eulália, um DOC da região de Basto, da casta Avesso, cor palha clara, aromas cítricos, banana, tomate condimentado, na boca muito agradável, com bom corpo e um leve amargor no final, safra 2010, GA - 13%, preço R$30,00, ficou em terceiro na preferência.

 Para acompanhar o Penne Arrabiata, muito bem preparado pelo João e sua equipe, apreciamos um Pinot Noir americano da região de Sonoma, safra 2011, FOREST VILLE, um vinho com 75% de Pinot Noir e o resto com outras castas tintas, importado pela Wine Experience, GA - 12,5%, preço R$ 66,00, vinho muito facil de beber e acompanhar pratos.

Os vinhos desta degustação são importados pela BAID'nHER.

Taba

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Noite dos Europeus Encorpados‏

Credvinho de julho/2012


Com os dias de frio que estamos enfrentando em São Paulo nada mais justo do que optarmos por belos vinhos europeus encorpados como tema do mês do nosso Credvinho.

O evento do mês ocorreu com o simpático e competente suporte da Eliza Leão recentemente chegada na Kylix.

Na recepção dos enófilos começamos com um belo exemplar da uva verdejo, o Los Navales Verdejo 2010, um típico verdejo da Espanha que agradou a todos com seus aromas cítricos e de abacaxi. Um vinho refrescante e mineral com graduação de 12,5%. Preço: R$48,00

Para a degustação tivemos excelentes vinhos encorpados da Europa, com representantes da França, Espanha, Portugal e Itália.



Vinhos da Degustação

La Croix de Carbonnieux Rouge 2008 – R$ 145,00
Da região de Bordeaux, Pessac-Léognan AOC – França – 13% de álcool –
60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot.
Estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês.
No nariz o vinho revelou aromas de frutas vermelhas frescas, como amoras e cerejas, notas de groselha e toques defumados. No paladar o vinho se mostrou equilibrado, com taninos maduros e sutis.

Francisco Gomes Boca Negra Monastrell 2007 – R$ 130,30
Da região de Alicante DO – Espanha – 14% de álcool – 100% Monastrell.
Estágio de 14 meses em barricas de carvalho francês (50%) e americano (50%)
Um vinho com grande complexidade, muita fruta e notas de especiarias. Macio e redondo, sem perder a corpulência e a personalidade, sendo muito persistente.

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2009 – R$ 136,00
Da região do Douro – Portugal – 14,5% de álcool - 100% Touriga Nacional.
Estágio de 16 meses em barricas de carvalho francês.
Muito escuro, denso. O aroma denotou certa austeridade, floral da casta escondido, revelando-se a fruta e boa complexidade com o arejamento. Entrada de boca elegante, fino mas estruturado, com uma doçura de fruta vermelha equilibrada por ótima acidez que lhe conferiu frescura. O final foi longo e aprazível.
O vinho provocou entusiasmo geral logo no início da degustação.
Barolo Prunotto 2007 – R$ 180,20
Da região de Alba, Barolo DOCG – Itália – 14% de álcool - 100% Nebbiolo.
Estágio de 4 meses em barricas de carvalho francês de 50 e de 75 hectolitros e uma pequena parcela em barricas de 225 litros de carvalho francês de 2º uso. 
Um vinho que se abre indefinidamente e se enriquece com seus múltiplos aromas, que vão passando por cedro, alcatrão, chocolate, ameixas pretas.  Na degustação acabou pecando no resultado final pois deveria ter sido aberto com maior antecedência ao evento.

Como resultado da degustação o grupo votou quase que de forma unânime no vinho português como o melhor da noite. Em segundo ficou o vinho espanhol, em terceiro o francês e em quarto o italiano.


Vinho do Jantar

Canforrales Tempranillo 2009 - R$ 42,00
Da região de La Mancha DO – Espanha – 13,5% de álcool - 100% Tempranillo.
Vinho com aromas de frutos negros. Notas minerais presentes. Um vinho com taninos marcantes e de estrutura agradável, que recebeu muitos comentários elogiosos e que combinou muito bem com o jantar, que teve como alternativas uma polenta com ragu de calabresa e um risoto de tomate com mussarela de búfala.


A participação do pessoal na degustação foi intensa e calorosa. O encontro teve algumas características diferentes pois participaram alguns convidados especiais com a simpática presença do filho, nora e amigos do Sugi e da esposa do Marcelo. Tudo transcorreu num alegre clima de amigos de longa data.
Um abraço a todos e até agosto.
Jair Rodriguez

terça-feira, 3 de julho de 2012

Brunello di Montalcino 2006 - Cluvinho de junho


DATA - 21/06/2012
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - BRUNELLO DI MONTALCINO 2006

Para limpar a "serpentina", iniciamos com o excelente Toscano do produtor Poggio Al Tesoro, o vinho Solesole 2010 - DOCG, um branco 100% Vermentino, com tons verde oliva, aromas cítricos e na boca elegante e equilibrado, RP - 90 pts., preço R$ 89,00, GA - 13.5%, altamente recomendável para quem aprecia um branco com personalidade.

BARBI - Um DOCG, avaliado por RP- 92 pts, 24 meses em carvalho, importado pela Interfood, de cor rubi brilhante, aromas de framboesas, ameixa preta, especiarias, na boca bem estruturado com taninos presentes e ótima persistência, GA - 14%, preço R$ 230,00, foi eleito o terceiro na preferência.

SAN POLO - Um DOCG, avaliado pela WS - 93 pts., 24 meses em carvalho, importado pela Grand Cru, de cor rubi profundo, aromas de especiarias, um pouco de frutas vermelhas, na boca com tanino macio, boa acidez, o que vai garantir um bom tempo de guarda, encorpado, extremamente elegante, GA - 14,5%, preço R$ 250,00 e foi o número um na preferência.

TALENTI - Um DOCG, avaliado pelo RP - 93 pts, 24 meses em barricas de carvalho, importado pela Grand Cru, de coloração vermelho intenso (rubi), aromas acentuados de especiarias e toque de frutas vermelhas, na boca intenso, complexo, persistente e terá uma boa longevidade pela acidez apresentada, GA- 14,5%, preço R$ 240,00 e foi o segundo na preferência.

VITANZA - DOCG Tradizione avaliado pela WS - 92, 36 meses em carvalho sloveno, importado pela Magnum, um rubi profundo, no nariz especiarias e frutas vermelhas, na boca intenso e ótima persistência, GA - 13,5%, preço de R$ 210,00, e ficou em quarto na preferência.

Esta foi uma degustação muito equilibrada onde as diferenças de pontuação foram muito próximas.



No jantar tivemos um espetacular risoto de cordeiro e a opção do entrecote com ervas finas, os dois pratos nota 10 e o vinho do jantar o SAN POLO RUBIO, um IGT, RP - 89, Sangiovese, GA - 14%, preço R$ 65,00 foi uma surpresa muito agradável, pelo preço e pela qualidade.

Taba

sábado, 23 de junho de 2012

Cabernet Sauvignon - Credvinho de junho


    A casta de maior prestígio no mundo, Cabernet Sauvignon, foi a escolhida para nossa degustação de junho, que aconteceu no Grand Cru de Moema dia 20 de junho às 20.30h.
    Esta cepa tem como característica a sua capacidade de manter seus aromas e sabores independentemente da região onde é cultivada.
    Mas como no mundo do vinho as regras não se aplicam, tivemos a oportunidade de descobrir aromas novos e menos comuns.
    Nosso vinho de boca foi um Broglia Gavi, da Vinícola La Meirana, safra  2010, do Piemonte, 100% Cortese. Este vinho mostrou grande textura, com notas de amêndoa. Muito fresco e seco.

   O Cabernet Sauvignon foi representado por 4 paises: Estados Unidos, Espanha, Chile e Austrália.


1- Hayes, Vinícola Hayes,  California, Napa Valley, Estados Unidos, 13,5% alcool, safra 2009, R$49,00.
 Uma das vinícolas mais antigas do país.O vinho apresentou notas intensas de frutas vermelhas e alcaçuz.Na boca se apresentou muito equilibrado, com corpo médio.

 2- Floresta,Vinícola Santa Rita, Vale do Colchagua, Chile, 14,6% alcool, safra 2005, R$150,00.
 Este vinho apresentou aroma de frutos maduros, menta amora e chocolate. Na boca se apresentou rico e concentrado, com taninos maduros.

 3-Enate, Vinícola Enate, Somontano, Espanha, 13% alcool, safra 2003, R$120,00.
 No nariz apresentou  aromas silvestres e um fundo picante de pimenta e louro.Na boca apresenta taninos de boa qualidade.Grande potencial de envelhecer na garrafa.

 4- Heartland, Vinícola Heartland,Langhorne Creek, Australia, 14,5% alcool, safra 2008, R$73,00
 Intensamente perfumado,aromas de ameixa e azeitona. O paladar é rico em notas de ameixa e compota de groselha.
  
     O grupo elegeu como o vencedor da noite o vinho americano, seguidos do Chileno, Australiano e Espanhol.


     Para o jantar pudemos optar entre um risotto com ragu de cordeiro e molho de horelã e entrecôte com batata rústica e bacon. Ambos os pratos foram muito apreciados, mas alguns não jantaram pois o jogo do Corinthians falou mais forte.Tudo isso acompanhado pelo vinho argentino Escorihuela Gascon 2009, Cabernet Sauvignon (R$49). O pessoal apreciou, bom corpo, equilibrado.

    Um abraço e até julho.
    Vera



terça-feira, 22 de maio de 2012

Cluvinho - maio - Tinto da Borgonha



DATA - 17/05
LOCAL - GENOVA RESTAURANTE
TEMA - TINTO DA BORGONHA


Antes de postar os comentários sobre esta degustacão é preciso esclarecer que muitos confrades ficaram injuriados comigo, pois eu os induzi a pensarem que seria uma degustacão de Pinot Noir, mas não foi. Os vinhos degustados foram os CRU de BEAUJOLAIS, onde são cultivadas as cepas GAMAY (de casca tinta e suco branco). Só para esclarecer, em Beaujolais, que é uma região da Borgonha, existem 12 denominacões que são: o Beaujolais, Beaujolais Villages e 10 Crus (Juliénas, Saint-Amour, Chénas, Moulin-à-Vent, Fleurie, Chiroubles, Régnié, Morgon, Cote de Brouilly e Brouilly.

Em Beaujolais também são produzidos brancos da cepa Chardonnay e estão em grande expansão.

Os vinhos de Beaujolais são produzidos através da maceração carbônica e depois seguem a vinificação usual. 
Normalmente os vinhos são engarrados na primavera, os vinhos crus podem ser guardados de 7 a 10 anos, mas não vou falar do absurdo Beaujolais Noveaux.

Abrimos os trabalhos com um Beaujolais Blanc, importado pela Casa Flora, do merchant Abel Pichard, que produz outros brancos tipo Pouilly-Fuisse, safra 2009, GA - 12,5%, vinho de corpo leve, muito fresco, boa acidez, com aroma de frutas frescas, preço R$ 32,00 é um custo/beneficio honesto.

MORGON - Este cru é segunda maior área plantadada de Beaujolais (1100 ha), este é da Maison Coquard, importado pela Decanter, de cor grena intenso, no nariz muito fechado, taninos presentes e uma acidez marcante, safra 2008, GA - 12,5%, preço R$ 82,00, ficou em quarto lugar na preferência.

JULIÉNAS - Este cru se caracteriza pela diversidade de solos (600 ha), tambem é da Maison Coquard, importado pela Decanter, de cor rubi intenso, aromas de frutas vermelhas escuras e especiarias, na boca equilibrado com mais persistência, safra 2006, GA - 13%, preço R$ 82,00, ficou em terceiro na preferência.

MOULIN-À-VENT - Os vinhos deste cru (660 ha) são de guarda, potentes e estruturados, é da Bouchard Père et Fils, importado pela Grand Cru, de cor rubi intenso, aromas de cerejas, ameixa escura e especiarias, de médio corpo, na boca ameixa e toques de chocolate e emblemático, safra 2009, GA - 13%, preço R$ 89,00, foi o primeiro na preferência.

BROUILLY - É a maior área de cru plantada em Beaujolais (1300 ha), do merchant Bouchard Père et Fils, importado pela Grand Cru, de cor rubi escuro, aromas de frutas vermelhas e ameixas escuras, tanino acentuado, creio que é um vinho que irá evoluir muito, safra 2010, GA - 13%, preço R$ 82,00, foi o segundo na preferência.

Para jantar o João preparou um fusili a Siciliana (alla Norma) regado a Beaujolais Villages AOC da Barton e Guestier Golden Label, importado pela Interfood, preço R$ 56,00, GA - 12,5%, sem safra.

Taba

domingo, 20 de maio de 2012

Credvinho: maio 2012 - Pinot Noir


Nossa reunião de maio foi sobre a caprichosa, cepa dos reis, Pinot Noir.

Nos encontramos na Kylix do Simon, que não se encontrava no País, mas que repassou a André e Wellington nossas necessidades e que, por sinal, desempenharam muito bem seus papéis.


Como vinho de boca tivemos a cava Juvé & Camps rosé, 100% pinot noir, safra 2006, com cotação RP90, Guia Compsa 94,WA 90 (Wine Advocate). Apresentou aroma delicado e intenso com notas de cereja e morangos. A efervescência é exuberante.Trata-se de um Brut Gran Reserva elaborado a partir de mosto-flores ligeiramente macerado (R$93,50).


vinhos da degustação de maio

Nosso primeiro vinho apresentado foi um Kasher de Israel, da região da Binyamina, que se apresentou com aromas de cereja e especiarias mas que no visual apresentava-se um pouco turvo (R$119,40).


O segundo foi o argentino Luca que apresentou uma característica terrosa, refinado, envolvente e que recebeu de Robert Parker, na safra de 2009, a nota mais alta concedida a um Pinot Noir argentino: 93 (R$96,20).


Nosso terceiro vinho degustado foi o Alberto Bichot Chassagne Montrachet da Bourgogne que apresentou coloração grená claro com aromas de cerejas doces, morangos e framboesa. Esperava-se que um verdadeiro Pinot de Bourgogne seria o grande vencedor da noite, mas....não foi o ocorrido (R$177,50).

Sabemos da tipicidade e capricho desta cepa o que explica estas surpresas.


Nosso quarto vinho degustado foi o americano da Califórnia, Freestone de Sonoma, um perfeito terrorista para a Pinot. Este vinho recebeu 91 da RP e 93 da WA.

Aromas de tabaco doce, especiarias, frutas vermelhas (R$290,00).


Nosso vencedor da noite foi o Luca (argentino) de Laura Catena que derrubou o francês com muita categoria.

Tivemos um risotto de Emmenthal e alho poró e fetuccine com lascas de mignon e cogumelos preparados pelo Accanto e regados ao Pinot nacional Salton Volpi (R$39,60).

Nossa reunião foi muito animada, como sempre, e terminamos a noite com a certeza que vinho é sempre uma boa surpresa.

Até junho,
Vera

domingo, 29 de abril de 2012

Cluvinho - vinhos da Alsácia

DATA - 19/04
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - ALSÁCIA

Para abrir os trabalhos degustamos a CAVA CASTELLROIG BRUT CORTE, da região de Penedes, com GA - 11,5%, 9 meses em barrica, um corte de Macabeo, Parellada, Xarel-lo, uma Cava com excelente custo/benefício, importado pela Grand Cru e o preço é de R$ 57,00.
Este é um exemplar já conhecido pela maioria, mas continua agradando.

DEISS ALSACE 2009 - Produzido por Marcel Deiss, um ícone da Alsácia, elaborado com diversas castas, não passa em barrica, um visual de casca de lima da Pérsia, aroma um pouco fechado com toques de fruta e mineral, na boca fresco e leve adocicado, corpo médio, corte de Riesling, Gewurztraminer e outras, GA - 13,5%, importado pela Mistral, preço R$ 92,00, foi o vinho número 1 da noite na preferência da maioria.

DOMAINE WEINBACH GEWURZTRAMINER RESERVE 2009 - Produzido pela Domaine Weinbach, elaborado com a casta Gewurztraminer, passa em tonel de carvalho, cor amarelo palha, aroma floral, lichia, maçã, na boca baixa acidez, toques de mel e adocicado, GA - 14%, importado pela Grand Cru, preço R$ 110,00, foi o número 3 na preferência.

DOMAINE WEINBACH RIESLING RESERVE 2010 - Produzido pela Domaine Weinbach, produzido pelo método biodinâmico, elaborado com a casta Riesling, este excelente vinho, tem um corpo médio, visual amarelo claro, aroma mineral típico, pera, na boca uma acidez excelente, levemente frisante e longo, corpo médio, GA - 13,5%, importado pela Grand Cru, preço R$ 110,00, foi o número 2 na preferência.

SCHIEFERKOPF SYLVANER 2009 - Produzido por M. Chapoutier, famoso produtor francês, leve estágio em barrica, cor clara levemente amarelada, aroma fechado com toques cítricos, na boca levíssimo, produzido com casta Sylvaner, GA - 13%, importado pela Mistral, preço R$ 90,00, foi o vinho número 4 na preferência.

O jantar foi dos deuses, saboreamos o mais novo prato do cardápio da Grand Cru de Moema, uma maravilhosa palheta de leitoa, que pela delicadeza do prato cabia qualquer vinho branco ou tinto de corpo médio e escolhemos para acompanhar um Sul-Africano, da casta Chenin Blanc, o REMHOOGTE CHENIN BLANC 2011, preço R$ 45,00, da região de Stellenbosch.

Taba

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Credvinho - Argentinos e Chilenos

Amigos enófilos,

Esta reunião (abril 2012) foi muito alegre e divertida. Nosso chefe Credidio estava super inspirado e nos fez rir por mais de duas horas....



Ele optou por uma noite com duas vinícolas argentinas e duas chilenas. São a Snata Helena (chilena) e a Trapiche (argentina) conhecidas por seus vinhos com preços baixos (recordando 1960 quando os bebia no restaurante Santa Helena de São José dos Campos), mas elaborando, tembém, vinhos de alta qualidade.

A Santa Helena , com mais de 65 anos de existência, é o segundo maior exportador de vinhos chilenos para o Brasil e a Trapiche, com mais de 120 anos de existência, é o maior exporatdor de vinhos da Argentina, para mais de 80 países.

Para fazer a boca degustamos um Torrontés Broquel da Trapiche, safra 2010, de Cafayate, Salta (R$ 47,90), que enganou a todos por seu aroma frutado e acentuada lichia, parecendo um Gewurztraminer, mas na realidade estávamos frente a um Torrontés.



Depois degustamos:

Da Trapiche:

1. Iscay 2006. Região de Cruz de Piedra e Altamira, Mendoza. 50% merlot/ 50% malbec. Ótimo corpo e Taninos aveludados, R$ 208,00 .

2. Medalha trapiche, 100 % Cabernet Sauvignon, Mendoza. Apresentou frutas vermalhas (groselhha, amora pimentão, tabaco), R$ 91,90 .

Da Santa Helena:

1. Parras Viejas, 2009, parreiras com mais de 100 anos de idade, 100 % Cabernet Sauvignon, Vale do Colchagua. Frutas vermelhas, cacau, especiarias, R$ 129,90 .

2. Notas Guarda, 2009, Vale do Colchagua. Carmenere 85 % , Cabernet Sauvignon 10 %, merlot 5 %, R$ 284,90.

Apresentando baunilha, chocolate, especiarias, como o anterior..

Todos os vinhos foram muito apreciados e o vinho preferido da noite foi o Trapiche Medalha.

O mais interessante foi que vinho escolhido por uns em primeiro lugar (houve empate nessa colocação) foi classificado em quarto lugar com vários votos de outros participantes.Seria um empate entre Argentina e Chile?

Coisas do mundo do vinho!


João, do Gênova, nos ofereceu suas entradas tradicionais seguidas de um risoto ao funghi acompanhado de Lãs Palmas, malbec 2006, vale do Uco, Mendoza, R$ 57,90.Necessário enfatizar que esse vinho foi muito apreciado pelos participantes

Chegamos em casa tarde, alegres e com desejo que nossa reunião de maio chegue rapidinho.

Um beijo a todos, Vera

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cluvinho, março 2012 - Amarone Della Valpolicella

DATA - 22/03
LOCAL - GENOVA RESTAURANTE
TEMA - AMARONE DELLA VALPOLICELLA

      Como o tema é do vinho ícone da região veneta italiana, nada mais coerente que escolher como abertura um diferente branco veneto, e o escolhido foi o MASIANCO -2010, da Agricola Masi, que é um corte de Pinot Grigio (75%) e Verduzzo (25%), porém os vinhedos ficam no Friuli, as uvas são colhidas e vinificadas separadamente em diferentes períodos. É um vinho de corpo médio agradabilissimo, GA - 13%, a Verduzzo matura 3 meses em carvalho, um vinho aprovado por todos os confrades, quem importa é a Mistral e o preço é de R$83,00.



      Foi feita uma "pegadinha", onde foi testado o paladar dos confrades, e para tal foi colocado um Barolo "super domado"com relação aos taninos e com cor de Amarone mais maturado, porém todos notaram a diferença e serviu para notarmos a diferença. Apesar de ter a tipicidade dos Amarones com relação a GA superior a 14%

COSTASERA AMARONE DELLA VALPOLICELLA 2007 - Produzido pela Agricola Masi, que produz o Amarone Mazzano, dito pela WS como o melhor, porém o Costasera está mais pronto para ser degustado. Esta safra foi pontuada com 92 pela WS, um excelente exemplar para acompanhar queijos fortes, com cor rubi intenso, aroma de geleia mirtillo e frutas negras, na boca um nectar, um corte de Corvina (70%), Rondinella (25%) e Molinara (5%), com maturação em carvalho durante 2 anos e 4 meses na garrafa, GA - 15%, importado pela Mistral, preço R$ 337,00 e foi escolhido como o segundo.

AMARONE CLASSICO I CASTEI CAMPO CASALIN 2006 - Produzido por MIchele Castellani, esta safra foi pontuada com 87 pela WS, corte típico de CRM (Corvina - 75%, Rondinella - 25% e Molinara- 5%), com maturação em carvalho por 30 meses, vinhedos perto do Lago di Garda, cor rubi intenso, aroma de uvas passas (típico), na boca sabor de frutas embebidas em cognac e leve amargor (típico para justificar o nome Amarone), GA - 15,5%, importado pela Decanter, preço R$227,00 e foi escolhido como primeiro no gosto dos confrades.

BAROLO DOCG RISERVA PATRES 2007 - Produzido pela Cantine San Silvestro, no Piemonte na região de Barolo, com a uva Nebbiolo, com maturação em carvalho eslovenos por 32 meses e 18 meses na garrafa, um vinho muito bom com taninos elegantes, tendo as tres safras anteriores ainad com taninos agressivos, aroma muito fechado, um pouco de aroma de compotas, na boca o tanino típico de um Barolo, GA - 14%, este exemplar foi adquirido na Casa do Porto pelo preço R$190,00

AMARONE CASE VECIE 2006 - Produzido pela Brigaldara, na região veneta desde 1260, os proprietários hoje são a familia Cesari, corte típico Corvina, Corvione e Rondinella, ganhou as pontuações de RP - 92 e WS - 91, maturação em carvalho por 3 anos, cor rubi intenso, aroma de ameixa preta e uvas passas, na boca frutas ao cognac e leve amargor, GA - 16%, é importado pela Expand, preço R$300,00 e foi escolhido como o numero três pelos confrades.

      No jantar o prato servido foi um maravilhoso Spaghetti a Putanesca com o vinho Calcos do Tanha Reserva 2007, um ótimo português da Hannover.

Taba

sábado, 24 de março de 2012

Credvinho março 2012 - vinhos da Espanha

Nossa reunião de março foi na World Wine dos Jardins degustando bons vinhos da Espanha. O ambiente foi muito bem preparado por Guilherme, Gabi e Pedro que simpaticamente nos auxiliaram na degustação e num delicioso jantar .


Iniciamos a nossa noite com a Cava Pere Venture que foi apreciada por todos e considerada de boa relação custo/benefício (R$ 63,20).

Degustamos um vinho da Galicia, Finca Lá Cuesta, das Bodegas Y Viñedos Luna Beberide, de médio corpo e boa estrutura, característica da cepa MENCIA (R$73,60).

O segundo vinho veio da Catalunha, FALSET-MARÇA, da vinícola Castell de Falset, assemblage das cepas Cabernet Sauvignon, Cariñena e Garnacha Negra, bastante encorpado, intenso e com ótima estrutura (R$96,00). Foi o vencedor da noite.

O terceiro vinho foi o Três Picos da Viña Borsao do Aragonês, intenso e complexo, características da cepa Granacha Negra (R$108,00).

Nosso último vinho foi o Marques de Murrieta da Rioja , composto de Garnacha Negra, Cariñena, Tempranillo, evidenciando muitas especiarias combinadas com frutas vermelhas e notas de mineralidade. Agradou bastante (R$120,00).


Nosso super jantar foi regado a filé ao molho JEREZ, acompanhado de batatas rústicas ao alecrim. Estava divino, o que podem perceber pela foto que ao ser tirada muitos já haviam devorado esta delícia preparada pelo Guilherme e equipe.


Não podemos esquecer que muitos dos vinhos degustados apresentaram sabor de tamarindo, segundo nosso chefe Credidio, que animou nossa noite, como sempre, e encantou meu genro Marco Aurélio que foi o convidado da noite.

Que nosso grupo continue com esta alegria e disposição, fazendo da terceira quarta-feira de cada mês um encontro imperdível.
Um grande abraço a todos,
Vera

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