In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Credvinho - Dez de 2010 :: Vinhos Espumantes

 O tema do encontro de 15/12/2011, realizado na Grand Cru Moema: “Vinhos Espumantes”.  

Os confrades do Credvinho se reunem mais uma vez na Grand Cru de Moema, desta vez para degustar Vinhos Espumantes. O tema foi bastante oportuno dado a proximidade das festividades de final de ano, onde com certeza, a maioria de nós esteve fazendo escolhas de espumantes para as festas natalinas e de passagem de ano. Para isto, nada como já ter exercitado e estar afiado para essa dificil tarefa.

O Walter, com a ajuda do Eduardo da Gran Cru Moema, depois de várias considerações de ordem técnica e econômica, escolheu os vinhos. O Credidio trouxe o nosso espumante brasileiro da Casa Valduga.

As atividades agendadas para o encontro foram:

DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS DOS VINHOS (acompanhada por Ostras e Salmão Defumado):

• França – Gosset Millésime 1999
• Espanha – Cava Brut Nature Reserva 2007
• Portugal – Quinta da Pedra Alta Bruto 2005
• Brasil – Casa Valduga Extra Brut 2004
• Uruguai – Pizzorno Espumoso Natural

JANTAR

Após o já tradicional bate-papo entre os confrades, que normalmente gira em torno de relatos de descobertas e recomendações de vinhos e comidinhas provadas, iniciamos nossa degustação.
 

Ordem de serviço dos vinhos e suas principais características:

PORTUGAL – QUINTA DA PEDRA ALTA ESPUMANTE BRUTO SUPER RESERVA 2005
Vinho produzido pela vinícola Quinta da Pedra Alta com castas tradicionais do Douro (Malvasia Fina, Gouveia e Rabigato), grau alcoólico de 12,00%. Preço corrente em torno de 85 reais.

URUGUAI - PIZZORNO ESPUMOSO NATURAL – BRUT CHARDONNAY
Vinho produzido pela bodega da familia Pizzorno na região de Canelón Chico no Uruguai, corte com 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay, grau alcoólico de 13,5%. Preço corrente em torno de 65 reais.

ESPANHA - CAVA BRUT NATURE RESERVA (90 RP) 2007
Vinho produzido pela vinícola Castellroig, na região de Penedes, Espanha. Corte composto pelas castas Macabeo, Parellada e Xarel-lo. Grau alcoólico de 12.00%. Preço corrente em torno de 95 reais.

BRASIL – CASA VALDUGA GRAN RESERVA EXRA BRUT 2004
Vinho produzido pela vinícola Casa Valduga, pelo método tradicional, na região de Bento Goncalves, Brasil. Corte composto pelas castas Chardonnay e Pinot Noir. Grau alcoólico de 13.00%. Preço corrente em torno de 85 reais.

FRANÇA – GOSSET MILLÉSIME 1999 (93 RP)
Champagne produzida pela vinícola Gosset, na região de Champagne, França. Corte composto por 57% Chardonnay e 43% Pinot Noir. Grau alcoólico de 12.00%. Preço corrente em torno de 398 reais.


Após nossa tradicional votação, o Credidio tendo feito uma criteriosa avaliação matemática revelou o ranking que, por incrível que pareça, obedeceu a exata ordem de serviço feita às cegas. O RP que nos perdoe, mais uma vez fica provado que o melhor vinho é aquele que você gosta. O ranking votado pelos confrades foi:

1. QUINTA DA PEDRA ALTA BRUTO SUPER RESERVA

2. CAVA BRUT NATURE RESERVA (RP 90)

3. PIZZORNO ESPUMOSO NATURAL BRUT CHARDONNAY

4. CASA VALDUGA GRAN RESERVA EXTRA BRUT

5. GOSSET MILLÉSIME 1999 (93 RP)



Para o jantar, tivemos várias opções de Congrio Rosa, Chileno, que foram acompanhados dos tranquilos Argentinos da Familia GASCON, Chardonnay 2010 e do Pulenta Estate, Pinot Gris, XIV 2009. A sobremesa foi “Pera cozida ao Vinho Tinto” servida em calda de vinho reduzida e geléia de framboesa, que harmonizamos com o Sauternes Cypres de Climens, 2006 produzido por Château Climens, Barsac. Divino!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dica do Pablo - Buenos Aires - 12/2010

Amigos, Buenos Aires na semana passada estava ensolarada, com temperatura amena, por vezes quente. Ir a Restaurantes Bonairenses é obrigatório. Assim, fui a alguns indicados por amigos e outros que já conhecia. Todos sem exceção precisavam de reserva e mesmo assim por vezes havia espera... foi assim que conheci a melhor maneira de esperar uma Mesa de restaurante, em todas as esperas te servem quitutes típicos e espumantes... no La Cabrera (J. Cabrera 5127 esquina com Thames – reservas - 4832-5754), serviam um Bodega Septima que nunca havia provado antes ...exquisito..., como eles dizem. 


A melhor visita que fiz foi ao Restaurante Fervor (Posadas 1519 esq com Callao - Reservas - 4804-4944). Fica na Recoleta em Ruazinha arborizada (como quase todas em Baires) em antigo casarão. Ao entrar a sensação é a de estar num daqueles Cafés Concerto que pululavam em Buenos Aires na década de 70. Bar clássico à esquerda, sala de espera e na frente desta o salão principal. Á direita a escada que leva ao Mezzanino com uns quadrinhos interessantes (este é um deles---Henrique VIII?).


Sentamos no salão principal, Elizabeth e Eu, olhando para cima o Mezzanino recuado, repleto de mesas... enfim, tudo no lugar... Fervor se trata de Restaurante de Carnes da Zona Rural (Gado) e de Carnes do Mar, tudo em parrilla. Queríamos Peixe e pedimos o "Catch of the day" --- Salmão Branco .. Liz acompanhou com Verduras no vapor (al dente) e eu com um Purezinho de batatas (a la Mama).-- peixe fresquíssimo e saboroso.


Pedi ao Garçon uma sugestão de Torrontés e foi ai que um dos Maitres nos surpreendeu, se apresentou e começou a cantarolar uma música da qual as palavras que me chamaram a atenção foram: Parras, Miel y Perfume... a música obviamente era de Salta a mãe do vinho Torrontés Argentino e a sugestão do Maitre foi o Néctar cuja foto divido com vocês, o líquido ficou na lembrança...um líquido dourado claro, super refrescante, perfumado e mineral na boca...me lembrou minhas idas com meu "velho" a Los Imparciales, boteco de frutos do mar, perto da 25 de Mayo, onde conheci o Torrontés pela primeira vez: o básico Etchart Privado que todos vocês devem conhecer.


Se tiverem a oportunidade provem o Colomé, o proprietário da Bodega é o Donald Hess, aquele de Napa Valley que faz questão de usar modos de cultivo sustentáveis. Este Torrontés é produzido, diz o apaixonado Maitre, no vinhedo mais alto do Mundo localizado no Valle Calchaqui a 3.111 m do nível do Mar.

Cluvinho - :: Degustação de Dez de 2010 :: Espumantes

Nossa degustação de dezembro ocorreu no dia 16, na Kylix Vinhos, do nosso amigo Simon. O tema foi o tradicional deste mês, VINHOS ESPUMANTES, e o espumante escolhido foi a tradicional Champagne francesa.







Para dar uma pitada no conhecimento da confraria foi colocado um espumante brasileiro, mas qualquer espumante do mundo, com poucas e raras exceções, é muito fácil descobrir que não é uma Champagne. No caso desta degustação eu descobri a diferença na cor e na perlage, antes de avaliar o aroma e o sabor. As amostras degustadas foram na ordem abaixo:

Champagne Pommery Brut - A segunda mais vendida na França, com corpo médio, um corte tradicional de Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, com 12% de GA, preço R$ 185,00 e foi escolhida em terceiro lugar.

Champagne Laurent Perrier Brut - Encorpada, cremosa, um corte de Chardonnay e Pinot Noir, com 12% GA, preço R$ 195,00 e foi escolhida em quarto lugar.

Champagne Deutz Brut Classic - As uvas deste exemplar são a Pinot Noir (33%), Pinot Meunier (33%) e Chardonnay (33%), possui 12,4% de GA, corpo médio e o preço é de R$ 160,00, e foi escolhido como a primeira colocada.

Espumante Adolfo Lona Brut - Feito pelo método champenoise em Bento Gonçalves, com as uvas Pinot Noir e Chardonnay, com 12% GA, preço R$ 58,00, classificá-lo é injusto.

Champagne Canard Duchene Brut - Cremosa, perlage muito fina, com corte tradicional Pinot Noir (40%), Pinot Meunier (40%) e Chardonnay (20%), com 12% de GA, preço R$ 152,00, melhor custo/beneficio e foi a segunda colocada.

Abraços e até a próxima,

Taba



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