In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Credvinho - Dez de 2010 :: Vinhos Espumantes

 O tema do encontro de 15/12/2011, realizado na Grand Cru Moema: “Vinhos Espumantes”.  

Os confrades do Credvinho se reunem mais uma vez na Grand Cru de Moema, desta vez para degustar Vinhos Espumantes. O tema foi bastante oportuno dado a proximidade das festividades de final de ano, onde com certeza, a maioria de nós esteve fazendo escolhas de espumantes para as festas natalinas e de passagem de ano. Para isto, nada como já ter exercitado e estar afiado para essa dificil tarefa.

O Walter, com a ajuda do Eduardo da Gran Cru Moema, depois de várias considerações de ordem técnica e econômica, escolheu os vinhos. O Credidio trouxe o nosso espumante brasileiro da Casa Valduga.

As atividades agendadas para o encontro foram:

DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS DOS VINHOS (acompanhada por Ostras e Salmão Defumado):

• França – Gosset Millésime 1999
• Espanha – Cava Brut Nature Reserva 2007
• Portugal – Quinta da Pedra Alta Bruto 2005
• Brasil – Casa Valduga Extra Brut 2004
• Uruguai – Pizzorno Espumoso Natural

JANTAR

Após o já tradicional bate-papo entre os confrades, que normalmente gira em torno de relatos de descobertas e recomendações de vinhos e comidinhas provadas, iniciamos nossa degustação.
 

Ordem de serviço dos vinhos e suas principais características:

PORTUGAL – QUINTA DA PEDRA ALTA ESPUMANTE BRUTO SUPER RESERVA 2005
Vinho produzido pela vinícola Quinta da Pedra Alta com castas tradicionais do Douro (Malvasia Fina, Gouveia e Rabigato), grau alcoólico de 12,00%. Preço corrente em torno de 85 reais.

URUGUAI - PIZZORNO ESPUMOSO NATURAL – BRUT CHARDONNAY
Vinho produzido pela bodega da familia Pizzorno na região de Canelón Chico no Uruguai, corte com 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay, grau alcoólico de 13,5%. Preço corrente em torno de 65 reais.

ESPANHA - CAVA BRUT NATURE RESERVA (90 RP) 2007
Vinho produzido pela vinícola Castellroig, na região de Penedes, Espanha. Corte composto pelas castas Macabeo, Parellada e Xarel-lo. Grau alcoólico de 12.00%. Preço corrente em torno de 95 reais.

BRASIL – CASA VALDUGA GRAN RESERVA EXRA BRUT 2004
Vinho produzido pela vinícola Casa Valduga, pelo método tradicional, na região de Bento Goncalves, Brasil. Corte composto pelas castas Chardonnay e Pinot Noir. Grau alcoólico de 13.00%. Preço corrente em torno de 85 reais.

FRANÇA – GOSSET MILLÉSIME 1999 (93 RP)
Champagne produzida pela vinícola Gosset, na região de Champagne, França. Corte composto por 57% Chardonnay e 43% Pinot Noir. Grau alcoólico de 12.00%. Preço corrente em torno de 398 reais.


Após nossa tradicional votação, o Credidio tendo feito uma criteriosa avaliação matemática revelou o ranking que, por incrível que pareça, obedeceu a exata ordem de serviço feita às cegas. O RP que nos perdoe, mais uma vez fica provado que o melhor vinho é aquele que você gosta. O ranking votado pelos confrades foi:

1. QUINTA DA PEDRA ALTA BRUTO SUPER RESERVA

2. CAVA BRUT NATURE RESERVA (RP 90)

3. PIZZORNO ESPUMOSO NATURAL BRUT CHARDONNAY

4. CASA VALDUGA GRAN RESERVA EXTRA BRUT

5. GOSSET MILLÉSIME 1999 (93 RP)



Para o jantar, tivemos várias opções de Congrio Rosa, Chileno, que foram acompanhados dos tranquilos Argentinos da Familia GASCON, Chardonnay 2010 e do Pulenta Estate, Pinot Gris, XIV 2009. A sobremesa foi “Pera cozida ao Vinho Tinto” servida em calda de vinho reduzida e geléia de framboesa, que harmonizamos com o Sauternes Cypres de Climens, 2006 produzido por Château Climens, Barsac. Divino!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dica do Pablo - Buenos Aires - 12/2010

Amigos, Buenos Aires na semana passada estava ensolarada, com temperatura amena, por vezes quente. Ir a Restaurantes Bonairenses é obrigatório. Assim, fui a alguns indicados por amigos e outros que já conhecia. Todos sem exceção precisavam de reserva e mesmo assim por vezes havia espera... foi assim que conheci a melhor maneira de esperar uma Mesa de restaurante, em todas as esperas te servem quitutes típicos e espumantes... no La Cabrera (J. Cabrera 5127 esquina com Thames – reservas - 4832-5754), serviam um Bodega Septima que nunca havia provado antes ...exquisito..., como eles dizem. 


A melhor visita que fiz foi ao Restaurante Fervor (Posadas 1519 esq com Callao - Reservas - 4804-4944). Fica na Recoleta em Ruazinha arborizada (como quase todas em Baires) em antigo casarão. Ao entrar a sensação é a de estar num daqueles Cafés Concerto que pululavam em Buenos Aires na década de 70. Bar clássico à esquerda, sala de espera e na frente desta o salão principal. Á direita a escada que leva ao Mezzanino com uns quadrinhos interessantes (este é um deles---Henrique VIII?).


Sentamos no salão principal, Elizabeth e Eu, olhando para cima o Mezzanino recuado, repleto de mesas... enfim, tudo no lugar... Fervor se trata de Restaurante de Carnes da Zona Rural (Gado) e de Carnes do Mar, tudo em parrilla. Queríamos Peixe e pedimos o "Catch of the day" --- Salmão Branco .. Liz acompanhou com Verduras no vapor (al dente) e eu com um Purezinho de batatas (a la Mama).-- peixe fresquíssimo e saboroso.


Pedi ao Garçon uma sugestão de Torrontés e foi ai que um dos Maitres nos surpreendeu, se apresentou e começou a cantarolar uma música da qual as palavras que me chamaram a atenção foram: Parras, Miel y Perfume... a música obviamente era de Salta a mãe do vinho Torrontés Argentino e a sugestão do Maitre foi o Néctar cuja foto divido com vocês, o líquido ficou na lembrança...um líquido dourado claro, super refrescante, perfumado e mineral na boca...me lembrou minhas idas com meu "velho" a Los Imparciales, boteco de frutos do mar, perto da 25 de Mayo, onde conheci o Torrontés pela primeira vez: o básico Etchart Privado que todos vocês devem conhecer.


Se tiverem a oportunidade provem o Colomé, o proprietário da Bodega é o Donald Hess, aquele de Napa Valley que faz questão de usar modos de cultivo sustentáveis. Este Torrontés é produzido, diz o apaixonado Maitre, no vinhedo mais alto do Mundo localizado no Valle Calchaqui a 3.111 m do nível do Mar.

Cluvinho - :: Degustação de Dez de 2010 :: Espumantes

Nossa degustação de dezembro ocorreu no dia 16, na Kylix Vinhos, do nosso amigo Simon. O tema foi o tradicional deste mês, VINHOS ESPUMANTES, e o espumante escolhido foi a tradicional Champagne francesa.







Para dar uma pitada no conhecimento da confraria foi colocado um espumante brasileiro, mas qualquer espumante do mundo, com poucas e raras exceções, é muito fácil descobrir que não é uma Champagne. No caso desta degustação eu descobri a diferença na cor e na perlage, antes de avaliar o aroma e o sabor. As amostras degustadas foram na ordem abaixo:

Champagne Pommery Brut - A segunda mais vendida na França, com corpo médio, um corte tradicional de Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, com 12% de GA, preço R$ 185,00 e foi escolhida em terceiro lugar.

Champagne Laurent Perrier Brut - Encorpada, cremosa, um corte de Chardonnay e Pinot Noir, com 12% GA, preço R$ 195,00 e foi escolhida em quarto lugar.

Champagne Deutz Brut Classic - As uvas deste exemplar são a Pinot Noir (33%), Pinot Meunier (33%) e Chardonnay (33%), possui 12,4% de GA, corpo médio e o preço é de R$ 160,00, e foi escolhido como a primeira colocada.

Espumante Adolfo Lona Brut - Feito pelo método champenoise em Bento Gonçalves, com as uvas Pinot Noir e Chardonnay, com 12% GA, preço R$ 58,00, classificá-lo é injusto.

Champagne Canard Duchene Brut - Cremosa, perlage muito fina, com corte tradicional Pinot Noir (40%), Pinot Meunier (40%) e Chardonnay (20%), com 12% de GA, preço R$ 152,00, melhor custo/beneficio e foi a segunda colocada.

Abraços e até a próxima,

Taba



sábado, 27 de novembro de 2010

Credvinho - Nov de 2010 :: Vinhos Tannat do Uruguai

No último dia 17 de novembro, o Credvinho se reuniu no Gênova para uma degustação em torno de vinhos com uva Tannat selecionados pela nossa colega Ana Lúcia.



 Para fazer a boca, começamos com um Espumante Prosecco Villa Sandi Il Fresco, Gioiosa SPA.

Na primeira rodada do mesmo, sofremos com sua alta temperatura. Na segunda, já mais fresco deu para se apreciar o seu bouquet, com notas florais de pequenas flores da montanha. Ele se apresentou seco e com boa persistência.



A degustação constou de 4 vinhos e a ordem de preferência a partir do melhor foi a seguinte:


1. Bouza Tannat 2004 - Parcela Unica – Bodega Bouza - Montevideo

http://www.bodegabouza.com/bodegas-uruguay/vinos.php

O vinho é 100% Tannat, com graduação alcoólica: 15%.

Visual: Vermelho rubi com reflexos granada.

Aromas: Intensas notas de amoras maduras, alcaçuz, violeta e grãos de café torrado.

Gustativo: Potente, taninos pronunciados, belo frescor. Longo final.

Estimativa de guarda: 10 anos

Preço aproximado quando tinha na Decanter: R$ 170,00.


2. Pisano Arretxea 2002

Um dos melhores tintos uruguaios da atualidade. É um vinho de topo da Pisano, uma das mais laureadas vinícolas do país. É produzido com uma interessante mescla de Cabernet Sauvignon (1/3), Merlot (1/3) e Tannat (1/3). A Cabernet Sauvignon é responsável pela elegância e estirpe, a Merlot traz fruta e maciez e a Tannat corpo e estrutura.

Temperatura de serviço: 18 a 20ºC. Teor alcoólico: 14%. Corpo: Encorpado

Sugestão de guarda: Mais de 10 anos. Combinações: Carnes elaboradas e churrascos.

É um vinho notável, mostrando a capacidade do Uruguai para produzir grandes tintos. R$98,00 na Mistral.


3. Preludio Barrel Select 2002 – Lote no 60 - Região Juanicó (Familia Deicas)

http://www.juanico.com

Composição: Tannat (46%), Cabernet Sauvignon (18%), Cabernet Franc (18%), Merlot (10%), Petit Verdot (6%) e Marselan (2%).
Tempo de guarda: cerca de 10 anos. Permanece 30 meses em carvalho.
Cor: roxa com tons violáceos. Alta concentração que se percebe pelas lágrimas elegantes e persistentes. No nariz se destaca uma gama de aromas complexos com notas de figos, frutos vermelhos maduros e baunilha. No paladar apresenta acidez e taninos redondos e frutos maduros. Servir a 18º C. Recomenda-se decantação por 30 minutos antes de servir. Graduação alcoólica: 12,5%

Preço médio R$115.00.


4. Tannat de Reserva 2006 – Bodegas Carrau

http://www.bodegascarrau.com

Utiliza uvas de videiras de idade avançada e longo amadurecimento para produzir uma das melhores relações preço x qualidade de toda a linha: sedoso e uniforme, com taninos agradáveis e sabores concentrados de frutas negras, tabaco e toques minerais. É um belo vinho, com boa persistência e delicioso palato. Acompanha carnes nobres e queijos fortes, cordeiros e sobremesa de chocolate. Com 18 meses de barricas e um ano de adega, o Reserva integra muito bem a madeira às características da fruta.

100% Tannat. Álcool: 13%. Servir a 18º C

R$52,00 na Zahil (preço atual)


No jantar, para combinar com as ótimas massas do João do Gênova, tivemos o belo Gimenez Mendez – Alta Reserva Tannat – 2008 – Las Brujas – Uruguay. É um vinho 100% tannat, da região de Las Brujas (Canelones). Concentração de álcool: 13,5%. Recomenda-se servi-lo a 18º C.

Sua cor é púrpura de grande intensidade. Seus aromas lembram framboesas, ameixas e frutas secas, com toques de pimenta e baunilha. No paladar mostra-se untuoso e com bastante corpo. Seus taninos são elegantes e é um vinho de grande personalidade, equilibrado e com excelente persistência na boca. Ideal para acompanhar carnes vermelhas, cordeiro, queijos maduros e massas.

Mais uma bela degustação deste grupo tão entrosado. Até o mês que vem.

Jair Rodriguez





quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Degustação de Nov de 2010 :: Pinot Noir do Novo Mundo

Nos reunimos no Genova em 18/11 para degustarmos Pinot Noir do Novo Mundo.

Nessa ocasião iniciamos os trabalhos com um vinho branco para abrirmos o paladar: SILENI CELLAR SELECTION SAUVIGNON BLANC 2009, de preço razoável com ótima relação custo benefício (R$ 59,00) - WS 90 pontos.

Vinho com grande tipicidade da Sauvignon Blanc com aromas de pêra asiática, grapefuit e casca de lima dando uma intensa sensação sabores do campo.

Para a degustação foram escolhidos quatro Pinot Noir de quatro países diferentes, com a seguinte classificação pelo grupo:

1°) Pinot Noir Cuvée Alexandre 2007 - Casablanca Valley Atalayas Vineyard – GA 14,5% - R$ 108,00. Produtor Casa Lapostolle do Chile da região de Casablanca. Não pontuado. Na safra de 2004 teve 88 pontos. Tem uma característica de Pinot Noir do Chile, porém sem o marcante maracujá que os chilenos apresentam. Mostra um aroma de cereja negra com algumas notas de especiarias. Tem excelente corpo e um final marcante.

2°) Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2006 - GA 14,7% - R$ 233,00. Produtor Paul Hobbs dos Estados Unidos da região de Sonoma . WS 91 pontos. Possui aromas de groselha e mirtilo, sálvia e terra fresca. Muito bem equilibrado e elegante com sabores marcantes de fruta que ressaltam no final.

3°) Felton Road Pinot Noir Central Otago 2008 - GA 14,0% - R$ 184,00. Produtor Felton Road da Nova Zelândia da região de Central Otago. WS 92 pontos. Aromas de açaí e amora, na boca leve e harmonioso com médio corpo e excelente persistência, levando ao final um sabor de fruta fresca.

4°) Dukesfield Pinot Noir 2008 - GA 14,5% - R$ 53,00 Produtor De Wetshof Estate, da África do Sul, da região de Robertson. Não pontuado. Aromas de fruta e leve, boa persistência e um final muito agradável, excelente custo beneficio para um Pinot Noir.

Para o jantar apreciamos um Catena Cabernet Sauvignon 2007 - R$ 50,00 (WS 89 pontos).

Excelente o custo beneficio deste vinho, que harmonizou perfeitamente com o Bucatini ao molho de tomates com linguíça moída, que estava extremamente saboroso.

Abraços
Carlos M G Ribeiro

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Credvinho - Out de 2010 :: Vinhos das Regiões da França



A degustação foi feita num ambiente muito agradável na sobreloja da Worldwine da Padre João Manoel. Um local silencioso e com bom espaço para o evento.





Usou-se um resumo preparado pelo Jair sobre as regiões produtoras de vinho na França, suas uvas típicas e suas características, além de se falar sobre as classificações de vinhos franceses e da tabelas de safras.






Infelizmente, por um problema técnico no equipamento de som da Worldwine não se pode fazer uma degustação com música francesa ao fundo. Fica para a próxima vez.
Para se fazer a boca usou-se um belo Anjou Blanc – Château de Fesles - 2006 do Vale do Loire. Um vinho 100% Chenin Blanc muito elogiado pelo grupo. É um vinho intenso e complexo, com ótimo equilíbrio de acidez e corpo, com retrogosto de frutas desidratadas e sutil toque tostado. Seu final se demonstrou fresco e persistente. Propiciou um belo início de noite para a degustação. R$74,00.






A degustação constou de 4 vinhos tintos:
ü Rhone: Domaine Courbis Saint-Joseph 2003 - 100% Syrah. Aromas de frutas vermelhas e especiarias. Um vinho elegante e estruturado com final de boca longo e com toque de frutas negras. R$151,00.
ü Languedoc-Roussillon: L'Ostal Cazes 2005 - (Syrah, Mourvèdre, Grenache e Carignan)
Um vinho com intenso aroma de frutas vermelhas maduras, com um toque mineral gerando uma sensação de frescor. Seu sabor é intenso, com taninos expressivos e agradáveis. Tem um final de boca persistente com retrogosto frutado e fresco. R$129,00.
ü Bordeaux: Château La Louvière Rouge 2006 - (64% C.Sauvignon, 30% Merlot, 3% C.Franc e 3% Petit Verdot). Vinho com um bom potencial de envelhecimento. É um vinho encorpado mas elegante e perfeitamente equilibrado. Apresenta aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias e notas florais. Na boca, tem uma excelente persistência, com balanço harmonioso entre acidez,taninos e corpo. R$178,00
ü Bourgogne: Domaine Pavelot Savigny-Lès-Beaune 1er Cru "La Dominode" 2006 (Pinot Noir). Vinho com notas primárias de frutas vermelhas e que depois se abre e se torna mais complexo. Tem um sabor fresco e fechado no início e depois também se abre tornando-se um vinho elegante e interessante. R$205,00.





A melhor análise que se pode fazer sobre os vinhos da degustação foram os comentários de que nunca se teve numa mesma degustação vinhos tão bons, fazendo com que a decisão do melhor fosse das mais difíceis. O Odail chegou a sugerir que se usasse o famoso: “minha mãe mandou escolher este aqui !!!”.





No final, a classificação foi: 1º Bordeaux2º Rhône,3º Languedoc-Roussillon e 4º Borgonha.

Seguiu-se um excelente jantar preparado pelo Guilherme da Worlwine. 







Para continuarmos no clima, o jantar foi um “Boeuf Bourguignon” com um excelente Perrin Réserve Rouge – 2007 – da Domaine Perrin do Vale do Rhône. Robert Parker o descreve como um dos maiores e mais distintos vinhos do Vale do Rhône.
Sua composição é de 60% Grenache Noir, 20% Mourvèdre e 20% Shiraz.
O Credidio entrou em êxtase com o aroma do vinho!!!
Na boca o vinho se demonstrou intenso, estruturado e elegante com um retrogosto sutil de frutas vermelhas, taninos finos e final de boca longo e persistente. Formou uma harmonização perfeita com o Boeuf Bourguignon. R$69,00.




O clima geral do evento foi de um excelente astral e quando se pensou que após o Jair contar uma aventura muito engraçada que ele teve voando num balão no Vale do Loire tudo estaria bem encerrado, o Credidio, com muita inspiração contou uma piada do gato que fez o ambiente ficar ainda mais harmonioso gerando um belo clima para o grupo.
Foi uma noite muito agradável, com uma bela degustação, um belo jantar e com um grupo extremamente sintonizado e alegre.

Jair Rodriguez

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Degustação de Out de 2010 :: Vinhos das Regiões da França

Os vinhos, o local e o jantar foram os mesmos da degustação do Credvinho realizada na véspera, mas o resultado...



Não faltaram explicações. Até o dosador foi acusado de interferência na deferença de percepção entre os dois grupos.

Conforme a tabela preparada pelo Jair, ficou assim:

Classificação
Credvinho (4ª feira)
Cluvinho (5ª feira)

Bordeaux - Château La Louvière
Rhône - Saint-Joseph 2003

Rhône - Saint-Joseph 2003
Borgonha - Savigny-les-Beaune "La Dominode"- 2006

Languedoc – L’Ostal Cazes - 2004
Languedoc – L’Ostal Cazes - 2004

Borgonha - Savigny-les-Beaune "La Dominode"- 2006
Bordeaux - Château La Louvière

Abraços
Freitas

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Degustação de Set de 2010 :: Espanhóis da Península

Já se tornou praxe no mês de Setembro degustarmos Vinhos Espanhóis da Península Importação e Exportação Ltda., comandado de forma excepcional por nosso amigo Juan Rodriguez.


Agora, imaginem realizar o evento no Gênova de nosso outro amigo João Gianesi.

Pois é, conseguimos juntar os 2 craques. O tema foi Espanhóis da Península.

Para fazer a boca degustamos um branco: ORGANZA 2007 - do produtor Sierra Cantabria - Rioja - com 12,5%, composição: Viura, Malvasia e Garnacha Blanca por R$ 139,00.

Vamos à degustação. Os preferidos foram:

1º) VICTORINO 2007- da Bodega Teso La Monja - Toro - Zamora - com 100% de Tinta de Toro (Tempranillo) -14,5%, por R$ 399,00.

2º) ALMIREZ 2008 - da Bodega Teso La Monja - Toro -Zamora - com 100% de Tinta de Toro (Tempranillo) - 14,5%, por R$ 174,00.

3º) ORBEN 2005 - da Bodega Artevino Bodegas Izadi - Rioja - Alava - com 100% de Tempranillo - 14%, por R$ 188,00.

Após a degustação o jantar foi servido, cujo prato foi o Bacalhau a Pil Pil (o Credídio tem a receita extraída do livro da Pepita Rodriguez), feito a quatro mãos. Estava espetacular, regado a dois vinhos: Protocolo 2009 Rosé de Tempranillo, viño de la tierra de Castilla - Villarta - Cuenca, com 13%, por R$ 107,00 e Sierra Cantabria 2007 da Bodega da Familia Eguren -Rioja - 100% de Tempranillo, com 13,5%, por R$ 52,00.


Como estavam reunidos os grupos do Cluvinho e Credvinho, vocês podem imaginar a verdadeira festança.

Abraços e até a próxima
Cacha


                                                                                       In Memoriam

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dica do Jair: Bordeaux, Borgonha, Vale do Loire e Champagne

Voltei este mês de uma viagem de 3 semanas por regiões vinícolas da França.

Estive no Vale do Loire, Bordeaux, Champagne e Borgonha.

Planejei a viagem com a French Wine Explorers (FWE) e recomendo fortemente seu uso caso pretendam viajar pela França fazendo passeios tendo o vinho como ponto central. Como era final de agosto e começo de setembro as vinícolas top 5 estavam fechadas, mas visitamos ótimas pequenas vinícolas e muitas das vezes atendidos pelo próprio dono.

Fiz a viagem com um amigo americano e a FWE disponibilizou guias/motoristas só para nós dois e com conhecimento especializado em vinhos de cada região visitada.

O ponto de partida foi Paris, onde participamos de uma degustação numa adega perto do Louvre (O Château) com uma harmonização de queijos e frios com vinhos franceses. Queijos e vinhos excelentes (De Sancerre a Champagne, da Borgonha a Bordeaux) mas a condução do evento teria sido melhor se o Credidio a tivesse feito. Mas vale a experiência.



Em Paris fizemos também um jantar a bordo de um iate no rio Sena. Comida, vinhos e paisagens impecáveis. Recomendo.

De Paris fomos ao Vale do Loire usando o TGV. No reino da Cabernet Franc tomamos excelentes vinhos. Em Chinon tomamos Pierre de Tuf 2007 da Domaine de La Noblaie, Olga Raffault, Château de La Grille e alguns Domaine de La Chevalerie em Restigné.

No Vale do Loire não se pode perder um passeio de “baloon” começando perto do Château Chenonceau e sobrevoando inúmeras vinícolas e terminando com um belo espumante da região após o pouso. Inesquecível.


Daí, novamente usando o ótimo TGV fomos para a maravilhosa cidade de Bordeaux.

O nosso guia em Bordeaux foi absolutamente “outstanding”. É autor de 2 livros sobre vinhos e sobre a classificação de vinho bordalês de 1855. Aliado a um ótimo poder de comunicação, conhece vinho como poucos. Foi sempre recebido com reverências em todas vinícolas que visitamos.

Dentre os vinhos degustados destaco:

Château Haut Brion – Grand Cru Classé – 2004, Château La Mission Haut Brion – 2004, Château Rauzan-Ségla 2004, Château Lagrange – 2004, Château Corbin Grand Cru Classé – 2002, Château Larmande Grand Cru Classé – 2001, Châteaux Petit Village 2007 almoço harmonizado), Château Gloria – 2004 e o fantástico Château Gazin – 2007. Além disso fizemos uma ótima degustação vertical de Sauternes no Château Guiraud.



Não deixem de ir ao Max Bordeaux, onde se pode degustar e comprar entre outros “48 best Bordeaux grand cru by glass”. Já que não dá para ter todo dia, degustamos os Château Margot, Lafite Rothschild, Cheval Blanc, Mouton Rotschild e Latour e comparamos com alguns segundos vinhos dessas vinícolas. Bela experiência.

Voltamos ao TGV para irmos para Champagne. Nosso guia nos levou a belas vinícolas com ótimas degustações, entre outras, na Philipponnat (destaque para a Brut Millésimée Cuvée 1522 – Grand Cru 2002), na Laherte Frères (ótimo Brut Tradition), na Ployez-Jacquemart, na Ruinart, na Alfred Gratien e é claro na Moet Chandon com degustação personalizada da Don Perignon Brut Millésimée 2000.

De Champagne, fomos de carro para a Borgonha e no caminho paramos em Chablis onde visitamos a vinícola William Fevre e degustamos oito diferentes Chablis e tivemos uma almoço com um Valmur – Chablis Grand Cru. Belas experiências.

Seguimos então para a Borgonha onde usamos a cidade de Beaune como ponto de apoio.



Na Borgonha sentimos o altíssimo grau de concorrência que existe entre vinhos de Bordeaux e Borgonha. Apesar de suas características claramente distintas ninguém abre mão de dizer que seu vinho é o melhor. Principalmente o pessoal da Borgonha.



É admirável como com uma única uva básica para vinhos tintos (pinot noir) se faça vinhos maravilhosos como os que tomamos na Domaine Amiot Servelle, Domaine Michet Noellat & Fils, Domaine Faiveley, Château Chassagne-Montrachet, Edmond Cornu & Fils, Domaine Dubreuil-Fontaine & Fils.

Realmente, a disputa Bordeaux X Borgonha é renhida. Difícil dizer quem ganha. Para mim, ainda fico com a flexibilidade de harmonizações que se consegue com os Bordeaux. Alguns vinhos da Borgonha desapareceram com harmonizações com queijos mais fortes e com comidas mais condimentadas. Enfim...

De Borgonha, via Dijon pegamos o TGV para Paris-Charles de Gaulle. Lá ficamos no próprio aeroporto CDG onde na manhã seguinte pegamos o avião para nossos destinos.

Aqui, a triste constatação: como são caros no Brasil os bons vinhos franceses!!!

Tenho uma lista de todos locais visitados, vinhos tomados (cerca de 200), mais de 30 vinícolas, minha avaliação pessoal, dicas de passeios, restaurantes (temperos sensacionais) e hotéis para essa viagem e cerca de 3000 fotos e filminhos. 

Um abraço.

Jair Rodriguez

sábado, 21 de agosto de 2010

Degustação de Ago de 2010 :: Italianos vs Espanhóis

A nossa degustação de agosto/2010 ocorreu na Enoteca D'Olivino, na rua Normandia, 75, em Moema. O tema da degustação foi Italianos versus Espanhóis, e para isto foram escolhidos exemplares de alta qualidade.


Abrimos, como sempre, com um vinho branco, que no caso foi um espumante francês Cremant de Limoux, excelente qualidade, com porte para competir com os Champagne, porém o valor é quase de um produto de Reims, R$ 147,00.

1) O primeiro vinho foi um Amarone da Azienda Poggi, Corte Saibante 2003, com 15% de GA, cor rubi, aromas de frutas vermelhas sobressaindo a amora, toques de vinho passado, típico de um Amarone, um pouco de musgo, na boca muito elegante e acidez equilibrada, deve crescer ainda muito, preço R$ 276,00 e foi escolhido em terceiro lugar.

2) A segunda amostra foi um vinho da Lombardia produzido da mesma forma de um Amarone, ou seja, vinificação após as uvas ficarem passas, feito de uva Nebbiolo, Canua 2003, com 15% GA, feito pela Conti Sertoli Salis, cor atijolada, no nariz uma compota de passas e cerejas, na boca agradável, porém deve crescer, valor R$ 361,00, custo benefício elevado e ficou em quarto lugar.

3) Um espanhol de Castilla, um corte de Cabernet com Syrah, Secua 2002 com 13,5% GA, produzido pela Bodega Finca La Estacada, cor atijolada, aromas de chocolate, trufas e compota de uva, na boca muito elegante e equilibrado, preço de R$ 246,00 e foi escolhido o segundo melhor.

4) Outro espanhol, Conde de Siruela 2001, com 13,5% GA, elaborado pela Bodega Santa Eulalia em Ribera del Duero. de uvas Tempranillo, com cor rubi, aromas de frutas vermelhas, sente-se levemente a madeira, com taninos equilibrados e muito elegante, preço R$ 205,00 e foi escolhido como o melhor da noite e sem dúvida ótimo custo/benefício.

Abraços e até a próxima,
Taba


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Degustação de Jul de 2010 :: TOP 100: 2009 da Wine Spectator

Caros amigos nossa reunião de Julho ocorreu no Restaurante Genova de nosso amigo João Gianesi cujo tema foi "TOP 100 2009 da WS (Wine Spectator)".




Como de praxe fizemos a boca com um Pinot Grigio Colli 2008 de Livio Felluga - Colli Orientali del Friuli DOC - Italia - com 13,5% - Rank 79 da WS, com 91 pontos de avaliação, por R$105,00, importado pela Mistral. É considerado um Smart Buys pela WS.




Os preferidos foram os seguintes:

1º) Malbec Mendoza 2007 - Bodega Catena Zapata - Mendoza - Argentina - com 13,5% - Rank 69 da WS, com 91 pontos de avaliação por R$51,50, importado pela Mistral. É considerado um Smart Buys pela WS.

2º) Toscana Grognolo 2007 - IGT - Tenuta Sette Ponti - Toscana - Italia - com 80% Sangiovese, 10% C/S e 10% Merlot - 14,5% - Rank 30 da WS, com 93 pontos de avaliação por R$137,00, importado pela World Wine.

3º) Chianti Classico Castello di Brolio 2006 - Barone Ricasoli - Toscana - Italia - com 90% Sangiovese, 5% C/S e 5% Merlot - 14% - Rank 5 da WS, com 96 pontos de avaliação por R$300,00, importado pela World Wine. Highly Recommended pela WS.

4º) Côtes du Roussillon - Villages Les Vignes de Bila-Haut 2008 - M.Chapoutier - Languedoc-Roussillon - França - com Syrah, Grenache e Carignan - 13,5% - Rank 75 da WS, com 90 pontos de avaliação, por R$46,80 importado pela Mistral. É considerado um Smart Buys pela WS.

Após a degustação fizemos aquele jantar caprichado pelo João, um penne especial regado pelo 4º vinho.

Um grande abraço e até a próxima.

Cacha (após longo periodo de férias forçadas)


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Degustação de Jun de 2010 :: Montepulciano D'Abruzzo

Em junho nossa degustação aconteceu no dia 17, no restaurante Genova, do nosso amigo João Gianesi. O tema desta reunião foi "Vinhos Montepulciano D'Abruzzo".



Para os não conhecedores, é importante alertar que não têm nada a ver com os vinhos "Nobile di Montepulciano", que são vinhos de corte (Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Canaiolo) de Montepulciano na Toscana. Os do nosso tema são vinhos da região de Abruzzo, feitos de uva Montepulciano.

Os quatro vinhos degustados são trazidos pela importadora Tradebanc. Abrimos com um branco (para lavar a serpentina) Trebbiano D'Abruzzo da Marramiero Dama, excelente, que não tem nada a ver com a uva Trebbiano tradicional, esta é bem diferente.

Amostra 1 - Marramiero Dama DOC 2007, de cor grená, no nariz apresentou amora negra e toques de oliva verde e na boca uma boa acidez e sabor de amora negra. Tem 13,5% de GA e o preço R$ 79,00. Este vinho ficou em primeiro lugar entre os vinhos degustados.

Amostra 2 - Masciarelli DOC 2006, cor rubi, no nariz mais complexo (deveríamos ter aberto com mais antecedência), na boca toques de azeitona verde. Por ser um vinho mais complexo, este produtor recebe todos os anos, desde o ano 2000, "tre Bicchieri" do Gambero Rosso. Tem 13% de GA, seu preço R$ 64,00 (estava em oferta), ficou em quarto na preferência.

Amostra 3 - San Lorenzo Sirio DOC 2008, cor grená, no nariz muita cereja, e também na boca. Tem 13% de GA, seu preço R$ 49,00 e ficou em terceiro lugar na escolha .

Amostra 4 - Dragani Selva de Canonici DOC 2005, cor grená, no nariz frutas vermelhas e na boca as frutas vermelhas marcaram presença. Este vinho é o top da Dragani, tem 13% de GA, seu preço é de R$ 89,00 e ficou em segundo da preferência do grupo.

Todos os vinhos são DOC, e confirmaram que os Montepulciano D'Abruzzo são vinhos muito equilibrados e de ótimo custo/benefício.

Durante o jantar tomamos o Dragani DOC 2007 Classico (R$ 42,00) e o Bonnachi 2008 (R$ 28,00, importado pela Mistral), os dois com ótimo custo/beneficio.

Agradecemos ao João e à equipe do Genova pela hospitalidade.

Abraços e até a próxima.

Taba

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Credvinho - Mai de 2010 :: Vinhos da Toscana

O tema do encontro de 20/05/2010, realizado na World Wine, foi “Vinhos da Toscana”.




Os confrades do Credvinho se reuniram na World Wine, desta vez para degustar Vinhos da Toscana.

Os vinhos da Toscana são famosos em todo o mundo. A Toscana está situada na Itália Central, tem cerca de 3,6 milhões de habitantes e aproximadamente 23 000 km², cuja capital é Florença. Tem limites a noroeste com a Ligúria, ao norte com a Emilia-Romagna, a leste com Marcas e Úmbria e ao sul com o Lácio. O rio Arno atravessa a Toscana na altura de Pisa e Florença. A região vinícola mais importante da Toscana, e talvez da Itália, é o Chianti.

A região da Toscana é composta de 10 províncias: Arezzo (39 comunas), Florença (44 comunas), Grosseto (28 comunas), Livorno (20 comunas), Lucca (35 comunas), Massa-Carrara (17 comunas), Pisa (39 comunas), Pistoia (22 comunas), Prato (7 comunas), Siena (36 comunas).




Da nossa prospecção, resultou a proposta:

Inicialmente o Centine Bianco – 2008 e, em seguida, degustação às cegas do seguintes toscanos:


CROGNOLO – 2006
BRUNELLO DI MONTALCINO – 2004
LA MASSA – 2007
CASTELLO DI BROLIO – 2006

Após a degustação:
Jantar – Risoto de funghi com filet ao molho de vinho

Vinho: CASALE VECCHIO – FARNESE – MONTEPULCIANO D’ ABRUZZO – DOC – 2008

Iniciamos as atividades “fazendo a boca” com o delicioso “Centine Bianco IGT, 2008”. Um corte Toscano das cepas Chardonnay, Pinot Grigio e Sauvignon Blanc, cor amarelo palha, grau alcoólico 13.5%. Aroma frutado, apresentando notas de pêra, lima e damasco fresco. Na boca, elegante, com acidez equilibrada, macio e confirma as sensações aromáticas; frutado. Muito bom.


Em seguida passamos à doce tarefa – degustação dos toscanos – selecionados pelo Credidio, nosso Consultor Técnico em WT (Wine Technology), e nosso amigo Guilherme, chef e consultor de vinhos da World Wine. Os vinhos foram degustados na ordem apresentada abaixo sem que os degustadores tivessem conhecimento da identidade dos mesmos, nem tão pouco de suas características descritas abaixo, em geral extraídas de fichas técnicas providas pelos importadores.




· CROGNOLO – igt 2006 – “ImBOTTIGLIATO DA TENUTA SETTE PONTI” – (ws 92, rp 89)

A Tenuta Sette Ponti fica no coração da região demarcada do Chianti, 24 Km a noroeste da cidade de Arezzo. Seu nome refere-se às sete pontes que cruzam o Rio Arno, de Arezzo até Florença. Esta propriedade pertencia às princesas Margherita e Maria Cristina di Savóia D’Aosta e foi comprada pelo arquiteto Alberto Moretti. Hoje a propriedade é dirigida por seu filho Antonio Moretti. Embora a vinificação seja relativamente recente para esse produtor, a vitivinicultura goza de grande prestigio e tradição: até 1997 vendiam suas uvas para grandes produtores como Piero Antinori. Para fazer jus à qualidade da matéria-prima, contrataram o competente e inovador enólogo Dr. Carlo Ferrini, que encontrou o equilíbrio perfeito entre a tradição da Sangiovese e a modernidade da Cabernet Sauvignon e Merlot.

Esse Toscano tinto é um corte das castas Merlot e Sangiovese. Possui teor alcoólico de 13,5%. Apresenta aroma complexo de especiarias e frutas vermelhas. No paladar apresenta-se muito equilibrado, com taninos bastante presentes e confirmam-se as sensações olfativas. Elaborado com uvas provindas de vinhas de 20 e 30 anos, cultivadas em terreno arenoso, argiloso e de boa densidade. É feita uma maceração por 20 dias seguida de fermentação com controle de temperatura, com remontagem e pigeage diárias. O amadurecimento é feito em barricas de carvalho francês e o afinamento em garrafas por seis meses.

Harmonização: acompanha carnes vermelhas grelhadas e assadas, carnes de longo cozimento e caça, e queijos intensos. Temperatura de serviço: 16º C – 18º C. Preço aproximado: R$ 137,00.


· BRUNELLO DI MONTALCINO – DOCG 2004 – VAL DI SUGA (TENIMENTI ANGELINI) – (ws 88, rp 90)

Localizada em Montalcino, uma cidade medieval com geografia única que reflete em seus vinhos estes contrastes: ao norte, os vinhos são mais delicados, frutados e ricos em aromas; ao sul, são mais estruturados e alcoólicos. Val di Suga é a única vinicola que possui terras em ambos os lados da cidade, o que confere complexidade única aos seus vinhos. Todos os seus vinhos passam ao menos 36 meses sob constante supervisão nas adegas.

Esse Toscano tinto é um varietal da cepa Sangiovese Grosso (Brunello). Possui teor alcoólico de 14,5%. Visualmente apresenta cor vermelho rubi, com reflexos grenás. No nariz, bastante intenso e aromático, destacando a presença de frutas negras, leve toque de especiarias e notas terrosas. Na boca, apresenta ótimo corpo, confirma as sensações olfativas. Apresenta taninos finos e marcantes. Possui final intenso e persistente. Quanto ao processo de elaboração, após a colheita, as uvas passam pelo método tradicional de vinificação, com maceração e fermentação em tanques de aço inox e temperatura controlada a 30º C. Em seguida o vinho amadurece em barris de carvalho esloveno e francês de 2º e 3º uso, por 35 meses, e mais 12 meses em garrafa, antes de dar início à comercialização.

Harmonização: acompanha carnes vermelhas grelhadas e assadas, caça (pêlo), como javali e queijos fortes. Temperatura de serviço: 16º C – 18º C. Preço aproximado: R$ 198,00.

· LA MASSA – IGT 2007 – FATTORIA LA MASSA – (ws 91, rp 91)

Giampaolo Motta começou adquirindo uma vinícola semi-abandonada e nem quando parte de sua propriedade teve que ser entregue ao banco como pagamento de empréstimos, desistiu de seu sonho de produzir grandes vinho. Em parceria com o enólogo-consultor Carlo Ferrini e inspirado pelos grandes vinhos de Bordeaux, Giampaolo Motta produz vinhos sensacionais ano após ano.

Esse Toscano tinto, é um corte das castas Cabernet Sauvignon (10%), Merlot(20%) e Sangiovese (70%). Possui teor alcoólico de 13,5%. Apresenta cor vermelho rubi intenso com reflexos negros. Apresenta aroma intenso e revela notas de frutas vermelhas, alcaçuz, especiarias e um leve toque de couro. Apresenta paladar encorpado e de boa estrutura, confirma as sensações olfativas de frutas com taninos macios. Apresenta final intenso e persistente. Quanto ao processo de elaboração; as uvas foram colhidas manualmente e selecionadas cuidadosamente, produzindo um vinho com grande persistência e estrutura e longevidade, devido em parte à vinificação respeitosa e rígida, buscando exaltar a fruta e o mineral destas uvas de enorme potencial. O vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho francês, sendo 10% novas, por 12 meses.

Harmonização: acompanha carnes vermelhas grelhadas e assadas, massas com molhos de média intensidade e queijos maduros. Temperatura de serviço: 16º C – 18º C. Preço aproximado: R$ 150,00.


· chianti classico “CASTELLO DI BROLIO” – docg 2006 – barone ricasoli – (ws 96, rp 88)

A origem do vinho Chianti é atribuída ao Barão Bettino Ricasoli, que foi também o segundo Primeiro-Ministro da Itália na era moderna. Segundo se conta, a fórmula do Chianti foi inventada em 1874. O Barão Francesco Ricasoli assumiu o controle da vinicola em 1993, replantou os vinhedos, aprimorou a vinificação e comprometeu-se a mudar não só apenas a imagem, como também a qualidade dos vinhos. O sucesso foi tão grande que em 2000 sua vinícola foi apontada pelo guia Gambero Rosso como a melhor do ano.

Esse Chianti da Toscana, tinto, é um corte das castas Cabernet Sauvignon (5%), Merlot (5%) e Sangiovese (90%). Possui teor alcoólico de 13,5%. Apresenta cor vermelho rubi intenso com reflexos granada. No nariz, é complexo e intenso com aromas de frutas negras, notas de baunilhas e café e toques leves de alcaçuz. Na boca, apresenta corpo médio, confirma as sensações olfativas, adornadas por notas de baunilha e café, com taninos redondos. Apresenta final persistente. Quanto à sua elaboração; são selecionadas as melhores uvas, a produção do Castello di Brolio está intimamente relacionada ao bom desempenho do ano, as uvas são provenientes de vinhedos de 350 a 400 metros acima do nível do mar, especialmente em solos calcários. A fermentação é feita com temperatura controlada entre 28º C e 31º C, logo após o vinho passa por maceração durante 19 dias. Amadurece 18 meses em barricas novas. Harmonização: combina com carnes assadas e grelhadas, como Bisteca alla Fiorentina, massas recheadas com molho vermelho e queijos de massa dura. Temperatura de serviço: 16º C – 18º C. Preço aproximado: R$ 300,00.

Após avaliação visual, olfativa, gustativa e de aspectos gerais os confrades votaram.





E após a tradicional tabulação feita pelo Credidio, foi anunciada a seguinte classificação:


CHIANTI CLASSICO “CASTELLO DI BROLIO” – DOCG 2006
BRUNELLO DI MONTALCINO – DOCG 2004
LA MASSA – IGT 2007
CROGNOLO – IGT 2006


Uma vez o trabalho realizado, passamos ao jantar. Mas para isso acontecer contamos com o esmero e a dedicação do Guilherme e de toda equipe da World Wine:

Para aqueles que quiserem reviver o evento, a receita foi passada gentilmente pelo Chef Guilherme Rodrigues, que escreveu:
"Senhor (esse senhor é o Credidio) e seus confrades em nossa loja. Espero que todos tenham gostado dos vinhos e do jantar! Por gentileza, repasse a receita para todos.”

Risoto de funghi com filet ao molho de vinho


Ingredientes para o risoto. (para 04 pessoas)

200 g de arroz Carnaroli
80 g de funghi porcini
500 ml de caldo de galinha
01 taça de vinho branco
01 cebola média picada
02 dentes de alho picado
Azeite
50 g de manteiga sem sal
Sal e pimenta a gosto

01. Hidrate o Fungui em água morna 30 minutos antes de começar o preparo, mas depois não jogue fora o caldo que ficou, passe-o em algum filtro de papel para café e misture-o com o caldo de galinha.
02. Refogue no azeite a cebola e o alho.
03. Acrescente o arroz, misture. Adicione o vinho branco e misture novamente até o vinho evaporar.
04. Sempre mexendo, adicione aos poucos o caldo de galinha e vá acrescentando sal e pimenta a gosto.
05. Quando o grão do arroz estiver quase no ponto, acrescente o funghi.
06. Quando o grão estiver no ponto desligue o fogo e finalize com a manteiga.

Ingredientes para o filet ao molho de vinho

Filet mignon (Cada filet com mais ou menos 150 g - Cada pedaço)
01 gf de vinho tinto (usei um Carmenere mas com Merlot também fica interessante).
01 ramo de alecrim bem picado!
01 ramo de tomilho-limão bem picado!
01 cebola picada na ponta da faca
100 g de manteiga sem sal
50 g de farinha de trigo
Fio de azeite
Sal e pimenta a gosto

01. Em uma panela bem quente doure o file dos dois lados e finalize no forno.
02. Na mesma panela refogue a cebola até que fique bem dourada
03. Acrescente o alecrim e o tomilho e farinha de trigo; mexa até que vire uma goma.
04. Adicione toda garrafa de vinho mexa com o fue (batedor de ovos) até dissolver essa goma.
05. Vá corrigindo o sal e a pimenta. Deixe o vinho reduzir em fogo baixo mexendo de vez em quando até ele ficar na textura desejada.

Portanto, agradecemos ao Guilherme Rodrigues e equipe (“World Wine – Grupo La Pastina”) pelo suporte e por ter possibilitado a realização desse evento e também pelo presente sorteado entre os confrades:

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Walter F. Brungnole


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