In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dica do Jair: Bordeaux, Borgonha, Vale do Loire e Champagne

Voltei este mês de uma viagem de 3 semanas por regiões vinícolas da França.

Estive no Vale do Loire, Bordeaux, Champagne e Borgonha.

Planejei a viagem com a French Wine Explorers (FWE) e recomendo fortemente seu uso caso pretendam viajar pela França fazendo passeios tendo o vinho como ponto central. Como era final de agosto e começo de setembro as vinícolas top 5 estavam fechadas, mas visitamos ótimas pequenas vinícolas e muitas das vezes atendidos pelo próprio dono.

Fiz a viagem com um amigo americano e a FWE disponibilizou guias/motoristas só para nós dois e com conhecimento especializado em vinhos de cada região visitada.

O ponto de partida foi Paris, onde participamos de uma degustação numa adega perto do Louvre (O Château) com uma harmonização de queijos e frios com vinhos franceses. Queijos e vinhos excelentes (De Sancerre a Champagne, da Borgonha a Bordeaux) mas a condução do evento teria sido melhor se o Credidio a tivesse feito. Mas vale a experiência.



Em Paris fizemos também um jantar a bordo de um iate no rio Sena. Comida, vinhos e paisagens impecáveis. Recomendo.

De Paris fomos ao Vale do Loire usando o TGV. No reino da Cabernet Franc tomamos excelentes vinhos. Em Chinon tomamos Pierre de Tuf 2007 da Domaine de La Noblaie, Olga Raffault, Château de La Grille e alguns Domaine de La Chevalerie em Restigné.

No Vale do Loire não se pode perder um passeio de “baloon” começando perto do Château Chenonceau e sobrevoando inúmeras vinícolas e terminando com um belo espumante da região após o pouso. Inesquecível.


Daí, novamente usando o ótimo TGV fomos para a maravilhosa cidade de Bordeaux.

O nosso guia em Bordeaux foi absolutamente “outstanding”. É autor de 2 livros sobre vinhos e sobre a classificação de vinho bordalês de 1855. Aliado a um ótimo poder de comunicação, conhece vinho como poucos. Foi sempre recebido com reverências em todas vinícolas que visitamos.

Dentre os vinhos degustados destaco:

Château Haut Brion – Grand Cru Classé – 2004, Château La Mission Haut Brion – 2004, Château Rauzan-Ségla 2004, Château Lagrange – 2004, Château Corbin Grand Cru Classé – 2002, Château Larmande Grand Cru Classé – 2001, Châteaux Petit Village 2007 almoço harmonizado), Château Gloria – 2004 e o fantástico Château Gazin – 2007. Além disso fizemos uma ótima degustação vertical de Sauternes no Château Guiraud.



Não deixem de ir ao Max Bordeaux, onde se pode degustar e comprar entre outros “48 best Bordeaux grand cru by glass”. Já que não dá para ter todo dia, degustamos os Château Margot, Lafite Rothschild, Cheval Blanc, Mouton Rotschild e Latour e comparamos com alguns segundos vinhos dessas vinícolas. Bela experiência.

Voltamos ao TGV para irmos para Champagne. Nosso guia nos levou a belas vinícolas com ótimas degustações, entre outras, na Philipponnat (destaque para a Brut Millésimée Cuvée 1522 – Grand Cru 2002), na Laherte Frères (ótimo Brut Tradition), na Ployez-Jacquemart, na Ruinart, na Alfred Gratien e é claro na Moet Chandon com degustação personalizada da Don Perignon Brut Millésimée 2000.

De Champagne, fomos de carro para a Borgonha e no caminho paramos em Chablis onde visitamos a vinícola William Fevre e degustamos oito diferentes Chablis e tivemos uma almoço com um Valmur – Chablis Grand Cru. Belas experiências.

Seguimos então para a Borgonha onde usamos a cidade de Beaune como ponto de apoio.



Na Borgonha sentimos o altíssimo grau de concorrência que existe entre vinhos de Bordeaux e Borgonha. Apesar de suas características claramente distintas ninguém abre mão de dizer que seu vinho é o melhor. Principalmente o pessoal da Borgonha.



É admirável como com uma única uva básica para vinhos tintos (pinot noir) se faça vinhos maravilhosos como os que tomamos na Domaine Amiot Servelle, Domaine Michet Noellat & Fils, Domaine Faiveley, Château Chassagne-Montrachet, Edmond Cornu & Fils, Domaine Dubreuil-Fontaine & Fils.

Realmente, a disputa Bordeaux X Borgonha é renhida. Difícil dizer quem ganha. Para mim, ainda fico com a flexibilidade de harmonizações que se consegue com os Bordeaux. Alguns vinhos da Borgonha desapareceram com harmonizações com queijos mais fortes e com comidas mais condimentadas. Enfim...

De Borgonha, via Dijon pegamos o TGV para Paris-Charles de Gaulle. Lá ficamos no próprio aeroporto CDG onde na manhã seguinte pegamos o avião para nossos destinos.

Aqui, a triste constatação: como são caros no Brasil os bons vinhos franceses!!!

Tenho uma lista de todos locais visitados, vinhos tomados (cerca de 200), mais de 30 vinícolas, minha avaliação pessoal, dicas de passeios, restaurantes (temperos sensacionais) e hotéis para essa viagem e cerca de 3000 fotos e filminhos. 

Um abraço.

Jair Rodriguez

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