In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

REGIÃO DE LE MARCHE - CLUVINHO

CLUVINHO - SETEMBRO 2017

TEMA - LE MARCHE

LOCAL - NOU RESTAURANTE



Le Marche é um a região da Itália na costa adriática, onde se destacam duas cidades famosas Ancona e Ascoli Piceno. O vinho mais conhecido desta região é o Verdicchio dei Castelli di Jesi, um branco muito apreciado em todo mundo, e as cepas tintas plantadas nesta região são: Montepulciano, Sangiovese, Lacrima di Morro, Cabernet Sauvignon e Merlot. Le Marche faz divisa ao norte com a Emilia-Romagna, oeste com a Toscana, Umbria e Lazio e ao sul com Abruzzo. Todos os vinhos testados são de um mesmo produtor VELENOSI e quem importa é a Casa Marche.

Abrimos com o vinho branco Villa Angela - Offida 2015, feito com a uva Pecorino, muito usada em Le Marche e Abruzzo, fresco e fácil de harmonizar, produzido em tanques de aço com  bombeamento do mosto para deixar a mistura bem uniforme, com controle de temperatura, colheita a mão, GA - 13%, 2 bicchieri no GR e R$ 89,00.

Os vinhos degustados foram:

LACRIMA DI MORRO D’ALBA SUPERIORE DOC 2014 - Este tinto é produzido 100% com a uva Lacrima di Morro, que recebe este nome porque quando a uva esta no ponto sua pele racha deixando escorrer uma gota como se fosse uma lágrima. Pode se dizer que é uma uva autóctone desta região com seus vinhedos localizados no Morro D’Alba perto de Ancona. Vinificada em tanques de aço com bombeamento do mosto, rubi intenso, aroma de groselha e amora, na boca chega lembrar um Barbera, taninos presentes e boa acidez, GA -13% e R$ 219,00. Ficou em quarto na preferência.

ROSSO PICENO SUPERIORE BRECCIAROLO GOLD DOC 2014 - Um corte de 70% Montepulciano, 30% Sangiovese com vinhedos em Offida e Ascoli Piceno. Fica em barricas de carvalho francês novas durante 24 meses, 2 bicchieri no GR, rubi, frutas vermelhas, taninos equilibrados, boa acidez e elegante. Este vinho está muito novo e deve ser decantado, para extrair o seu potencial, o que não foi feito para a degustação. GA - 13,5%  e R$ 225,00. Ficou em terceiro na preferência.

LUDI OFFIDA DOCG 2013 - Tinto magnifico, apesar da jovialidade. Um corte de 50% Montepulciano, 30% de Cabernet Sauvignon e 20% Merlot com vinhedos em Offida e Castelões di Lama. Fica de 18/24 meses em barris de carvalho francês novo, 2 bacchieri no GR, grená intenso, frutas presentes, macio, elegante e com muita personalidade, tanino e acidez equilibrada, GA - 14,5% e R$ 449,00. Foi o primeiro na preferência.

ROSSO PICENO SUPERIORE BRECCIAROLO DOC 2014 - Este tinto é igual ao segundo exemplar acima, só não tem o Gold no nome e passa 6 meses em barricas de segundo uso, 2 bacchieri no GR, é um vinho mais pronto para ser apreciado, GA - 13,5% e R$ 120,00. Ficou em segundo na preferência.



No jantar, tivemos uma salada de entrada e foi oferecido duas opções: um taglarini ao molho de funghi e um lombo de porco ao molho de vinho tinto com polenta. Excelentes
Para acompanhar o jantar tomamos o Lacrima di Morro D’Alba, que harmonizou bem, pelo menos, com o lombo de porco.

Cred não nos abandone.


Taba

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Ripasso - Cluvinho

Cluvinho - Agosto 2017

Tema: Ripasso

Local: Genova Restaurante



Devido a problemas particulares, este mês não foi obedecido a data usual da nossa degustação, ela aconteceu dia 29/08. O tema RIPASSO foi escolhido por ser uma técnica utilizado exclusivamente no Veneto, segundo os meus conhecimentos. Ela é usada na sub-região de Valpolicella, as uvas mais usadas são: corvina, rondinella e molinara, podemos que este seria o padrão, assim como acontece no corte bordalês. A técnica ripasso é quando é extraído o mosto das uvas para preparação do vinho Valpolicella e nele se junta o mosto da sobra da preparação do Amarone della Valpolicella e dai inicia-se a vinificação do Ripasso Valpolicella, sendo abusado podemos dizer que Ripasso é um semi-Amarone.



Já que o tema era de origem veneta, abrimos com o Prosecco di Valdobiadene Brut DOCG 2015, muito agradável, fresco, do produtor De Faveri, GA - 11%, R$ 109,00, importado pela World Wine. A escolha dos vinhos foi muito equilibrada.

SOPRASASSO 2013 - Da sub-região de Santa Ninfa, produtor MGM (iniciais do sobrenome dos 3 sócios), um corte de Corvina e Veronese, 12 meses de barril, rubi, aroma com toques de balsâmico, cacau e café, longo e bem estruturado, GA - 14%, R$ 144,00, importado pela Grand Cru, foi o quarto na escolha.

SAN ROCCO 2013 - Da sub-região de Valpolicella, produtor Tedeschi (com mais de 4 séculos de história), um corte de Corvina, Corvinone, Rondinella, Molinara, Rossignola, Negrara e Dindarella, 6 meses de barrica eslovena, rubi/grena, cereja, groselha e cacau, elegante, bom retrogosto, GA - 14%, R$ 174,00, importado pela Grand Cru, foi o terceiro na escolha.

ANTICHELLO DOC 2011 - Da sub-região de Valpolicella, produtor Santa Sofia, um corte de 70% Corvina Veronese e 30% Rondinella, 9 meses em barril, rubi, compota de frutas, bem encorpado e boa persistência, GA - 13,5%, R$ 182,00, importado pela Ravin, foi o segundo na escolha.

RIPASSA DOC 2013 - Da sub-região de Valpolicella, produtor Zenato, um corte de 85% Corvina, 10% Rondinella e 8% de Oseleta, 18 meses em barril, rubi/grena, frutas negras, especiarias, longo e bem estruturado, GA - 13,5%, R$ 179,00, importado pela World Wine, foi o primeiro na escolha.

O jantar foi simplesmente divino, por ser dia 29, o confrade Raphael pediu que o jantar fosse um gnocchi de batata e realmente foi uma boa escolha pois estava leve e com um molho ao sugo fantástico, para acompanhar esta joia escolhemos o MEMORO ROSSO, um vinho não safrado, importado pela Vinci, que é produzido pela vinícola toscana Piccini em homenagem ao aniversário de 150 anos da unificação italiana, este vinho é a combinação de 4 regiões italianas: 40% Primitivo (Puglia), 30% Montepulciano (Abruzzo), 20% Nero D’Avola (Sicilia) e 10% Merlot (Veneto), GA - 14%, R$ 87,00, um vinho muito agradável e de fácil de harmonizar.

Cred não nos abandone.


Taba

domingo, 20 de agosto de 2017

Uvas Autóctones - Credvinho

Data: 16/08/2017
Local: Madeleine jazz bar
Tema: Uvas  Autóctones
Apresentação: Nivaldo

Felizmente temos elementos novos se incorporando a nosso grupo e Nivaldo e Teresa não só chegaram como já participaram deste encontro tanto na escolha do tema como do local que agradou demais a todos.
Sabemos que uvas autóctones são uvas nativas de um país, permanecendo consumidas, por vezes, exclusivamente nos países de onde são originárias. 
A Itália é o país que possui o maior número de uvas autóctones: 377.



Boca

O vinho de boca foi Simcic Marjan Rebula 2014, Eslovênia, 2014. É a uva mais importante do país, com vinhedos antigos, plantados em terraços, sendo, portanto, a colheita manual. Está próxima à fronteira da Itália, numa área ensolarada que recebe os ventos do Mediterrâneo. A vinícola é de 1860, estatizada durante o período comunista e em 1988 retornou ao controle da família.
Este vinho envelhece em barricas de carvalho por 23 meses, coloração palha, intensidade média com reflexos dourados. Notas cítricas de maçã verde e ervas. Final longo. R$ 150,00. Agradou a todos.

Degustação




1- Notios Red. Vinho grego produzido na região de Neméa, com a uva Agiorgitiko, pela Vinícola Gaia, fundada em 1994. Vinho jovem, sem passagem por madeira, com coloração violeta intensa. Aroma de frutas negras e sabor elegante e frutado com final macio e redondo. GA 13,5%. R$ 130,00. Foi o quarto escolhido.

2- Modello Rosso Delle Venezie IGT, 2013, cepas Refosco e Raboso. A uva Refosco já era celebrada no século I e consta que era o vinho preferido de Lívia, esposa do Imperador Augusto. A uva Raboso significa raivosa por  seus taninos agressivos e acidez. Masi é uma vinícola do século XVIII. Este é um vinho de sabor jovial, frustado, límpido e de coloração rubi brilhante. GA 12%. R$ 55,00. Foi o terceiro escolhido.

3- Mastro Rosso IGT, 2014, cepa Aglianico que é a grande uva da Campania. É uma das mais antigas uvas autóctones da Itália. Vinho tânico, jovem, sem passagem por madeira, com aromas de morangos e cerejas e com toque de ameixas no retrogosto. GA 12,5%.  R$ 90,00.  Foi o segundo escolhido.

4- Kadette Cape Blend, 2012, África do Sul, pinotage, cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc. Os vinhos de Pinotage são intensos e encorpados e utilizados para produzir o Cape Blend, típico da Região do Cabo. GA 14%. R$ 100,00. Foi o escolhido da noite.

Jantar

Nosso jantar teve 5 livres escolhas incluindo massa, peixe, camarão, risoto, todos muito saborosos e aprovados.




O vinho que nos acompanhou foi o Lá Ciboise Luberon 2012, do Vale do Rhone, composto pelas uvas Syrah e Grenache, da vinícola M. Chapoutier. GA 14%. R$ 80,00.

Tivemos mais pessoas interessados em partilhar dos vinhos desta degustação e, para isto, ampliamos nossa reunião para 18 confrades.
O local foi agradabilíssimo e o serviço ótimo. Para finalizar tomamos um Limoncello com Madeleine, regado a uma banda de Jazz. DIVINO.
Boa noite.
Até setembro.

Vera 

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